Colegas,

Na época áurea da microfilmagem, por falta de informação e coordenação, muitas 
obras, principalmente o Diário Oficial da União, eram microfilmadas múltiplas 
vezes, para alegria das empresas de microfilmagem..

Hoje a história parece se repetir com a digitalização. Por que, antes de se 
digitalizar uma obra, não se faz uma pesquisa na internet para ver se esse 
trabalho já não foi feito alhures? O Liber Chronicarum, ou Crônica de 
Nuremberg, já foi digitalizado pelo menos por duas biblioteas estrangeiras: a 
Morse Library, do Beloit College (EUA) e a Biblioteca Digital de Zielona Góra, 
na Polônia. Talvez o dinheiro gasto nessa duplicação de trabalho pudesse ser 
mais bem empregado na preservação do original da USP.

Outra informação. A editora alemã Taschen publicou, em 2001, uma belíssima 
edição fac-similar, de modo que não se pode dizer que seja muito difícil o 
acesso ao conteúdo da obra, mesmo que o original continue raro.

As duas bibliotecas nacionais - a de Brasil e a de Portugal - também 
digitalizaram os dois livros de Pero de Magalhães Gândavo: História da 
província de Santa Cruz e o Tratado da terra do Brasil.

Mas é isso mesmo, quando a ordem é rica e os frades são poucos...

Briquet de Lemos

----- Original Message ----- 
  From: Lucia Maria Santos 
  To: [email protected] ; [email protected] 
  Sent: Thursday, January 22, 2009 4:29 PM
  Subject: [Bib_virtual] Enc.: USP - Obras raras digitalizadas


  Agência FAPESP - Notícias - 22/1/2009

  Preciosidades na web

  Agência FAPESP  A Biblioteca Digital de Obras Raras e Especiais da 
Universidade de São Paulo (USP) acaba de disponibilizar, para consulta livre na 
internet, algumas das principais obras do acervo da universidade, que inclui 
livros anteriores à sua fundação.

  A iniciativa, mantida pelo Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBi) da USP, 
tem o objetivo de colocar preciosidades, algumas dos séculos 15 e 16, à 
disposição de um público mais amplo sem, por outro lado, danificá-las pelo 
manuseio.

  Trata-se ainda, segundo os organizadores, de ampliar e democratizar o acesso, 
fazendo com que o pesquisador não tenha que se deslocar nem marcar a consulta 
para conhecer as publicações, atendendo ainda àqueles que, por curiosidade 
intelectual, também buscam esse tipo de material.

  Desde o fim da década de 1980, preocupado com a preservação desse material, o 
SIBi já desenvolvia projetos, alguns deles com apoio da FAPESP, para 
identificar e tratar tecnicamente as obras, ou seja, catalogá-las e 
conservá-las.

  Para a Biblioteca Digital de Obras Raras e Especiais, inicialmente foram 
selecionados 38 livros em várias áreas do conhecimento, obedecendo aos 
critérios de antiguidade, valor histórico e inexistência de novas impressões ou 
edições do título.

  Alguns livros foram digitalizados integralmente e estão disponíveis para 
consulta ou impressão para uso não comercial, enquanto outros tiveram apenas 
suas capas digitalizadas.

  Entre os títulos está o Liber Chronicarum, uma história do mundo escrita em 
1493, ricamente ilustrada e colorida à mão, com texto em gótico e notas 
manuscritas, além de Ordenações de Dom Manuel, de 1539, livro que traz em sua 
primeira folha uma xilogravura representando as armas portuguesas.

  Mais informações: www.obrasraras.usp.br 



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