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A avaliação do acesso à informação digital pelo mercado de trabalho
Alguns sociólogos já dividem as pessoas e as
sociedades, segundo sua capacidade de ter acesso
às informações e processá-las como indivíduos
analógicos ou digitais. Os analógicos vivem no
passado e reagem de forma lenta às novas
tecnologias e processos. Estão excluídas das
modernas formas do pensar e do fazer. Não têm
chance de ser protagonista num mundo no qual as
"sociedades do conhecimento" impõem sua dinâmica.
E essa dinâmica é digital. Os modernos processos
de produção demandam grandes quantidades de
informação que têm de ser processadas
rapidamente. A inclusão nos ambientes digitais de
informação é uma condição para o sucesso de
países, empresas e indivíduos neste novo mundo
complexo, globalizado e assimétrico. O futuro é
digital. Mas não apenas o futuro. Também a atualidade com suas crises.
Um jovem de 21 anos e faz parte hoje de um grupo
que começa a chegar agora ao mercado de trabalho,
a chamada geração Y, uma turma que, simplesmente,
não conheceu o mundo sem a Internet. A geração
anterior dos X via se orientava e comprava pela televisão aberta.
A capacidade de realizar várias tarefas ao mesmo
tempo é uma das características desses jovens
atuais, que cresceram em meio à velocidade e
enxurrada de informações idgitais. Por isso, eles
se comportam de maneira diferente em relação ao trabalho e a vida.
Nascidos a partir nos anos 80 ou depois, aprendem
e se adaptam a novas situações com facilidade.
São mais ousados e criativos, mas podem ter
alguma dificuldade de concentração em projetos de
longo prazo pois estão acostumados ao
imediatismo da Internet. Não adianta bater de
frente com essa geração, porque a experiência
mostra que quem chega, aliado as novas técnicas,
leva vantagem de colocação e financeira.
A entrada da geração anterior aos Y no mercado de
trabalho gerou mais conflitos do que os
esperados. A Geração X é um termo usado para
descrever uma geração de pessoas que nasceram
aproximadamente entre 1965 à 1980, atrás da
geração dos anos 1950. É considerada uma
"geração perdida", pois muitos entraram em um
novo mundo com perspectivas utópicas, tendo que
se conformar com um padrão de vida mais realista
e consumista em pleno período de guerra
fria além de reagirem mal à tecnologia emergente.
A diferença da geração atual da Internet é a
habilidade de lidar com a diversidade das
aplicações da tecnologia da informação, além da
capacidade de aprender coisas novas e de se adaptar com rapidez.
Um dos desafios, dos educadores desta nova
geração, será adequar a grade curricular de
carreiras tradicionais ao perfil dessa geração ao
conjugar a educação formal, com novas técnicas de
aprendizagem, que façam parte do mundo desses
jovens. É uma geração com enorme potencial
transformador e criativo.Todos os cursos de
graduação ou pós graduação terão que incluir uma
proposta diferente baseada na tecnologia de
informação e na comunicação eletrônica.
Disciplina obrigatórias só a que homogeiniza
conhecimentos gerais essênciais para o grupo. O
aluno deve poder optar por matérias como Jogos
eletrônicos, Comunidades virtuais,programação
html,Open Archives, copyright e produção e
escrita para a web,por exemplo. Blogs serão
usados como ferramenta didática para produção e
avaliação da escrita e do conhecimento acumulado no aprendizado.
As Agências de avaliação e fomento da graduação e
da pós-graduação cedo irão perceber esta
profunda modificação que acontece no mercado para
os egressos, particularmente, alunos de áreas
sociais aplicadas. Acredito que estas agências
tenderão a valorizar quesitos como: acesso aos
periódicos eletrônicos online, acesso a
bibliotecas nacionais multimídia como a
Europenana , percentual de tecnologia da
informação aplicada que é ensinada e pesquisada
no total das disciplinas e pesquisa dos cursos
avaliados. Ter uma biblioteca física em papel, no
local do Curso será certamente relativizada, até
por considerações das configurações dos custos
envolvidos e a dificuldade de acesso e manutenção de estoques.
No mundo digital o seu acesso facilitado a
informação é um fator de cidadania, inclusão
digital, inclusão informacional e dai a inclusão social.
AAB
Fontes : texto elaborado contando com as
referência de [Aluizio Mercadante, Opinião, texto
Analógicas e Digitais em O globo de
31.01.2009]e [Rodrigo March, texto Geração
digital, em O Globo , Caderno Opinião, de 31 .01.2009]
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Esta é uma lista do IASI , organização não
governamental sem qualquer vinculação, por
afeição, política, partidária, religiosa ou de
genero e que se dedica a estudos e pesquisas para
promover maior inclusão digital
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