A anfibiedade que nos cerca
Na Mitologia grega, o Minotauro era uma criatura
meio homem e meio touro. Ele morava no Labirinto
e o vigiava. Usava sus anfibiedade para manter
as condições técnicas que deveria preservar de um
poder mitológico vigente. OEra intransigente e
parcial. Um minotauro esta dentro de cada um de
nos quando nos impede viver o novo e ir para os
novos espaços potenciais. O labirinto digital é
entravado pelo Minotauto que somos em nossa ambigüidade, mas:
ao morrer o minotauro chora, chora como uma criança
por fim se enrosca como um feto
e se aquieta no definitivo da morte (1)
"A anfibiedade que vivemos culturalmente e em
sentido amplo, é a capacidade inata e adquirida
de habitar e interatuar em contextos e condições
diferenciadas. È a anfibiedade do animal que pode
viver na terra ou submerso na água. As
tecnoculturas da anfibiedade indicam heterogêneas
alternativas e instâncias de integração
progressiva entre o mundo analógicos e o
digital. William Gibson (2) nos diz "um dos
erros que nossos netos encontraram em nós foi a
nossa distinção entre digital e analógico, entre
virtual e real. No futuro esta diferença será
literalmente impossível. A distinção sobre o
ciberespaço e o que não é ciberespaço será inadmissível." (3)
Esta anfibiedade é que nos posiciona no mundo
atual ou direciona o olhar de como nos vê o
mundo. Se olharmos ao abismo digital ele
certamente voltará seu olhar para nós (4). Um
certo olhar conectado. Olhor a imensidão de um
espaço que quer ser o arquivo da humanidade.
Vivemos em tempos, em uma época em que a conexão
pauta a elocução e a forma de estar ou não
potencialmente em uma realidade conectada. A única que existe segundo Gibson.
Nossa realidade ou é refugiada em nossa solidão
fundamental, aquela individualidade do âmago de
nosso ser ser ou é mediada por uma realidade que
não é física, aparente ou visível. É como uma
escuridão, onde somente olhos linkados nos
acompanham. Uma realidade digital onde podemos
habitar pela vivência sem, contudo, estar a necessidade da presença.
Nossa anfibiedade faz nosso viver estar em dois
mundos: o da realidade da existência e o da
realidade potencial onde existimos
metaforicamente linkados a outros e são eles que
nos definem. São eles que executam a
transferência do que somos para um significado
decidido pelos que nos designam no mundo digital.
No mundo digital somos definidos por quem nos
olham tal como o abismo que nos devolve o olhar.
Eu para mim não existo, o que existe é o meu eu
para o outro. O eu digital existe para nas
testemunhas na minha vida online em convivência.
O meu eu conectado é determinado por aqueles que
me seguem no Twitter, nas listas, nas postagens do Blog.
E é assim, por significação de metáfora que, na
realidade da web nos transformamos a narrativa em
lenda, porque em cada conexão a interpretação do
outro é diferente e com diferentes intenções e
o ao final representamos a soma do que de nós
se diz. O eu potencial é designado e tem
atributos de proezas notáveis, façanhas e
condições heróicas ou fabulosas críticas. O que
postamos e o que somos percorre assim uma
odisséia independente no virtual e passa a ser livre do que dele eu disse.
Aldo de A Barreto
1 - Poema de Paulo Leminski
2 - William Gibson autor do famoso livro
"Neuromancer (1984), e cunhou o termo Ciberespaço
3 - Tradução de tema de Rafael Cippolini do blog
Cippodrmo de onde veio a "inspiração" desta postagem
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4 - Freidrich Neitzsche
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