saiu no New York Times... 
 
O futuro multimídia do mundo dos livros 
Por BRAD STONE 

Muitos autores sonham em escrever o grande romance americano.
Bradley Inman quer criar ótima ficção, vídeos on-line dramáticos e fluxos 
atraentes de Twitter —juntando tudo em um híbrido multimídia.
Inman, um bem-sucedido empreendedor do Vale do Silício, chama esse amálgama 
digital de Vook (www.vook.tv), e a recém-criada empresa com esse nome poderia 
representar um futuro possível para o combalido setor editorial.
As editoras, naturalmente, estão sentindo a mesma dor crônica que outros 
negócios da mídia, com demissões, reestruturações corporativas e uma sensação 
geral de melancolia.
Ao mesmo tempo, há uma onda de otimismo e atividade em torno da ideia, outrora 
desprezada, de que as pessoas poderiam ler livros em telas digitais. Só neste 
ano já surgiram dispositivos de leitura eletrônica da Amazon, da Samsung e da 
Fujitsu, enquanto celulares como o iPhone, da Apple, se revelam dispositivos 
aceitáveis de leitura para muitos fanáticos por livros.
E assim como a mídia digital começou a mudar a natureza das notícias, da música 
e do vídeo, o surgimento dos livros eletrônicos está fazendo vários 
empreendedores e tecnólogos reconsiderarem o tipo de experiência que os livros 
um dia poderão trazer.
Inman é um dos que estão reimaginando a página impressa. Como fundador da 
HomeGain.com, uma imobiliária on-line que ele vendeu em 2005 a uma joint 
venture de empresas jornalísticas, e da TurnHere, uma produtora que cria vídeos 
para editoras, ele tem profunda ligação com o mundo editorial de Nova York.
No ano passado, considerando as oportunidades que dispositivos como o Kindle, 
da Amazon, poderiam eventualmente criar, Inman escreveu o seu próprio livro de 
suspense, “The Right Way to Do Wrong” (“O jeito certo de fazer errado”), e 
pediu à TurnHere que gravasse cerca de duas dúzias de vídeos curtos, com 
atores, que aumentam o mistério principal do livro.
“Achamos que há uma verdadeira urgência do setor editorial em inovar com novas 
formas de conteúdo”, diz ele.
O Vook tenta resolver um grande problema das editoras com o formato digital. 
Apesar de todo o hype e do sucesso inicial de dispositivos como o Kindle, os 
e-books ameaçam privar os livros de grande parte do seu apelo emocional. As 
imagens na sobrecapa, as fontes convidativas e o prazer de sentir um papel de 
qualidade em geral somem, substituídos por insípidos pixels sobre uma página 
virtual.
Para completar o cenário, em dispositivos de leitura multifuncionais, como o 
iPhone, passatempos que geram uma gratificação mais imediata, como os 
videogames, estão a apenas um clique dos leitores com mais dificuldade de 
concentração.
“Os editores serão confrontados com a ideia de que ou as palavras sobre a 
página têm de ser completamente convincentes por si só, ou terão de encontrar 
uma forma de criar novos tipos de atrações subliminares no novo meio”, disse 
Sara Nelson, consultora do setor editorial e ex-editora da revista 
especializada “Publishers Weekly”.
Ela já viu o protótipo do Vook e o considerou intrigante, mas o desafio é 
evitar a sensação de que se trata de uma novidade supérflua. “Se você vai 
colocar vídeo em um livro, ele tem de fluir tão naturalmente na história que os 
leitores nem percebam que estão trocando de meio”, disse Nelson.
Várias outras experiências semelhantes estão a caminho. O WEBook, criado por 
uma empresa de Nova York, permite que várias pessoas colaborem na escrita de 
livros e já prepara ferramentas para que os leitores comentem as obras com os 
autores em tempo real. A Wattpad, de Toronto, está entre várias novas empresas 
que solicitam originais de autores inéditos, driblando as grandes editoras e 
distribuindo as obras pela Web ou para celulares.
Todas essas tentativas certamente vão provocar debates sérios nos círculos 
literários. “Não acho que estejamos comprometendo a palavra escrita”, diz 
Inman, do Vook. “As pessoas vão continuar lendo, só que de novas maneiras. Os 
livros finalmente estão saindo on-line, mas são muito unidimensionais. Acho que 
podemos experimentar e fazer melhor.”
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Prof. Dr. Edgar Silveira Franco
Ph.D. in Arts & Multimedia Artist
FAV- UFG (Federal University of Goiás)
Phone (voice): +55 62 3268 3879
Brazil.
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Elvina Barbosa
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