JC e-mail 3754, de 05 de Maio de 2009.

Nova sede do Mast terá laboratórios para restaurar documentos e 
instrumentos científicos
Inauguração deve acontecer até agosto

Com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Petrobras, 
Eletrobrás e Furnas, no valor total de R$ 3 milhões, o Museu de 
Astronomia e Ciências Afins do Rio de Janeiro (Mast), do Ministério da 
Ciência e Tecnologia, se prepara para inaugurar até agosto sua nova 
sede, localizada no bairro de São Cristóvão, na zona norte da cidade. A 
inauguração marca o Ano Internacional da Astronomia.

Como se trata de um bairro que abriga vários museus, o diretor do Mast, 
Alfredo Tolmasquim, busca parcerias com pequenas empresas para criar uma 
espécie de roteiro turístico da área. “Nós estamos tentando envolver 
pequenos empresários locais, no sentido de fortalecer essa idéia e, com 
isso, revitalizar a região”.

Tolmasquim disse que o novo prédio vai ganhar dois laboratórios. Um 
deles guardará documentos científicos em papel. O outro será o primeiro 
laboratório de restauração de instrumentos científicos e históricos do 
continente latino-americano. “Nós não temos conhecimento de nenhum outro 
(laboratório) na América Latina com essa característica de preservar 
instrumentos científicos antigos”, afirmou.

Com recursos da Finep, no valor de R$ 2 milhões, o Mast iniciará no 
segundo semestre deste ano a construção de uma nova biblioteca, cuja 
inauguração está prevista para o fim de 2010. A unidade abrigará um 
acervo de cerca de 70 mil volumes da Academia Brasileira de Ciências 
(ABC) e será dotada de salas de aula para pós-graduação. “Eu diria que a 
grande riqueza dele são periódicos e publicações científicas antigas, 
algumas do fim do século 19, algumas de academias de ciências que a 
gente só encontra nessa biblioteca”.

A unidade deverá atender a um público especializado, formado por 
pesquisadores. Alfredo Tolmasquim informou, contudo, que haverá uma 
sessão voltada para o público em geral, especialmente estudantes, com 
acesso à internet e obras de referência. Com a reforma e ampliação do 
Mast, a expectativa é de que a atual média de 50 mil visitantes por ano 
passe para 150 mil pessoas/ano. “Nós vamos triplicar a área de 
exposições para o público”.

Alfredo Tolmasquim destaca o crescimento do interesse dos brasileiros 
pelas ciências. Pesquisa de opinião pública realizada pelo Ministério da 
Ciência e Tecnologia mostrou o interesse da população pelo conhecimento 
científico. “O que falta na verdade é acesso a esse conhecimento. Uma 
preocupação que nós precisamos ter é criar mecanismos para as pessoas, 
em especial os jovens, terem acesso ao conhecimento científico, que hoje 
é um critério de cidadania”.

O diretor do Mast explicou que muitas questões que envolvem a sociedade 
em geral estão relacionadas à ciência. Citou, como exemplo, os temas da 
clonagem, energia nuclear, formas alternativas de energia, reciclagem, 
presentes diariamente na imprensa. “São questões que afetam diretamente 
a população. Então, é importante que ela tenha cada vez mais acesso a 
esse conhecimento. E que ele seja democratizado e não fique restrito à 
área acadêmica”.

Segundo Tolmasquim, as escolas têm mostrado interesse maior em levar 
seus estudantes para museus e centros de ciências. Ainda neste mês, o 
Mast estará inaugurando uma exposição sobre o uso da fotografia na 
pesquisa cientifica, mostrando como expedições antropológicas e 
etnográficas utilizavam a fotografia como forma de conhecer e registrar 
o mundo. Em junho, será aberta exposição sobre as estações do ano, 
explicando, entre outras curiosidades, porque existe verão e inverno, 
porque os dias são maiores ou mais quentes.

FONTE (Alana Gandra, da Agência Brasil) 
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=63222





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