Prezados colegas,

Trabalho no Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia 
(Ibict) há pouco mais de 26 anos. Ao longo desses anos eu aprendi não 
apenas a gostar do Instituto, mas principalmente entender o seu papel no 
desenvolvimento científico e tecnológico do País. Evidentemente, como 
todo e qualquer funcionário de carreira, esses anos todos me permitiram 
moldar  o ideal de desempenhar a função máxima deste Instituto.

Vivemos um momento singular no que se refere a informação científica e 
tecnológica, em geral, e à ciência, em particular. Mudanças profundas 
estão ocorrendo no mundo, em especial, na forma de se fazer ciência. O 
cenário indica o surgimento de diversas iniciativas em direção ao acesso 
livre ao conhecimento científico e à abertura dos dados brutos que são 
utilizados pelos pesquisadores em suas pesquisas científicas. As 
referidas mudanças vêm contribuindo para maior acesso e visibilidade dos 
resultados das pesquisas, dos pesquisadores e das instituições de ensino 
e pesquisa que têm aderido a este novo cenário. Mais do que a simples 
visibilidade, essas mudanças permitirão otimização, governança e 
transparência no investimento em ciência. Neste contexto, o Ibict assume 
papel importantíssimo no Ministério da Ciência e Tecnologia e na 
comunidade cientifica brasileira e regional. É preciso estar atento a 
essas mudanças para absorver conhecimentos e tecnologias com vistas ao 
seu acompanhamento. É preciso que o Ibict seja uma instituição forte e 
em sintonia com esses acontecimentos. A passividade institucional deve 
ser um comportamento do passado, o Instituto de hoje e do futuro deve 
ter um papel pró-ativo e propositor. 

Ou seja, o Ibict deve: ficar antenado para capturar todos esses sinais 
de mudanças; realizar prospecções tecnológicas para dotar a nossa 
comunidade científica dos mecanismos necessários para acompanhar as 
mudanças; articular com todos os segmentos da comunidade científica com 
o propósito de sensibilizá-la para a importância destas mudanças; criar 
mecanismos para a sua implantação no País; e integrar a nossa comunidade 
científica com a comunidade internacional; levar os resultados de nossas 
pesquisas, em uma linguagem apropriada, para o conhecimento da sociedade 
brasileira em geral; promover e estimular a formação de novos 
pesquisadores nesse novo contexto científico global.

A integração de todas essas ações deve ter como propósito maior 
compartilhamento da informação e, consequentemente maior inclusão social 
e digital.

Verifica-se, portanto, que os desafios para o Ibict continuam se 
renovando dia a dia e, são esses desafios que me levam a almejar o posto 
de diretor do Ibict, com a certeza de que este Instituto tem muito a 
contribuir com o progresso e o desenvolvimento científico deste País.

Cordiais Saudações.
Hélio Kuramoto

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