Plano de inclusão digital atingirá 4.245 municípios
  13/10/2009 |
  Cristiano Romero
  Valor Online


Os estudos para a rede, que terá conexão considerada rápida - 1 megabyte (1 
Mbps) -, estão em estágio avançado

O plano nacional de inclusão digital poderá ser executado em 14 meses para 
implantar 31,448 mil quilômetros de fibras óticas. O último grande projeto 
de obras do governo Luiz Inácio Lula da Silva vai interligar 4.245 
municípios (76% do território nacional) e beneficiar com o acesso à banda 
larga 162 milhões de pessoas (87% do total). A apresentação da proposta 
definitiva está prevista para 9 de novembro.

O projeto está orçado em R$ 1,1 bilhão, segundo o secretário de Logística e 
Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna. Os 
estudos para a rede, que terá conexão considerada rápida - 1 megabyte (1 
Mbps) -, estão em estágio avançado. Hoje, 90% das conexões de internet no 
país têm velocidade inferior a 1 Mbps.

Apesar de ser o país mais rico da América Latina, o Brasil tem baixo índice 
de disseminação da banca larga - ela atinge 5,2 habitantes em cada 100. Os 
índices são maiores no Chile (8,5%), Argentina (7,8%) e Uruguai (6,5%).

O presidente Lula terá de decidir qual entidade administrará a rede nacional 
de banda larga. Há quatro possibilidades em análise. A primeira é usar a 
antiga holding do Sistema Telebrás, que foi mantida após a privatização das 
empresas de telefonia em 1998. Outra opção é criar uma nova empresa. Uma 
terceira é usar estatais do setor de tecnologia da informação, como Serpro e 
Dataprev, para incorporar as novas atividades. A quarta seria encampar a 
Eletronet, empresa do grupo AES que está em processo de falência e na qual a 
LightPar, braço de participações acionárias da Eletrobrás, detém 49% do 
capital. Para evitar atrasos, o governo pretende colocar em execução o plano 
sem contar com os 12 mil quilômetros de fibras óticas da Eletronet.

Dessas alternativas, a que mais tem ganhado força no governo é ressuscitar a 
Telebrás. "Para usá-la, basta uma portaria do Ministério das Comunicações, 
porque a Lei Geral de Telecomunicações já atribui ao ministro o poder de dar 
uma nova função à estatal", disse Santanna. A Telebrás é uma empresa de 
capital aberto com ação cotada em bolsa e R$ 283 milhões em caixa. O governo 
detém 91% das ações. Se ela voltar a operar, acredita Santanna, poderá 
promover uma oferta inicial de ações para captar recursos e destiná-los a 
futuros investimentos.

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Prof. Murilo Bastos da Cunha, Ph. D.
Universidade de Brasília/Dept. Ciência da Informação e Documentação
Campus Universitário
Brasília, DF  70900-910 Brasil
blog: http://a-informacao.blogspot.com/ 


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