Colegas:
Vejam a notícia abaixo. Sem banda larga, a preços razoáveis e com 
velocidadereal, será dificil prover uma série de produtos das nossas 
bibliotecas digitais.
Murilo Cunha
Preço caro limita banda larga, diz Seprorj
Fonte: Agência Brasil. Data: 30/11/2009.
A conectividade em alta velocidade no Brasil esbarra em quatro grandes 
problemas, disse à Agência Brasil o presidente do Sindicato das Empresas de 
Informática do Estado do Rio de Janeiro (Seprorj), Benito Paret.
A abrangência da rede de banda larga é muito pequena e limitada, afirmou 
Paret. "Você tem o problema das velocidades inconstantes que são 
apresentadas como produto, o problema dos  preços e da descaracterização dos 
conteúdos, porque  não tem um investimento no país para ter conteúdo 
nacional circulando pela rede", acrescentou.

Segundo Paret, isso é muito complicado, principalmente na área da educação, 
porque, "se nós não tivermos conteúdo nacional,  vão circular pela rede 
coisas que nada têm a ver com a realidade brasileira".

Ele informou que os preços referenciais praticados  pelas empresas de 
telecomunicações pela internet em alta velocidade em banda larga no Brasil 
equivalem a duas ou três vezes os preços praticados no exterior. Isso sem 
contar os impostos elevados existentes no país.

"Se lá fora  eu vendo por R$ 10,00 e aqui eu vendo por R$ 30,00 sem 
impostos, quando boto os impostos, isso vai para  R$ 50,00 ou R$ 60,00. Esse 
é o problema. Os custos estão muito ligados a uma prática muito exagerada de 
preços que são cobrados pelas telecom [empresas de telecomunicações] aqui. 
Não tem concorrência. E aí somam os impostos e o negócio vai lá para a 
China!"

A União Internacional de Telecomunicações (UIT) considera que existe uma 
conexão de banda larga efetiva, real, entre 1,5 a 2 megabits.

"Se tiver menos do que isso, não é banda larga. Nós contratamos aqui 2 
megabits, mas a companhia telefônica só garante 10%. Você só vai ter os 2 
megabits em dia de feriado, às quatro horas da manhã. Não funciona". Segundo 
Paret, a falta de investimento em equipamentos explicaria esse problema.

Em termos da renda per capita, isto é, por habitante, a UIT constatou que o 
comprometimento no Brasil é bem maior do que em outros países. Nos Estados 
Unidos, uma banda larga eficaz compromete 0,4% da renda média do consumidor. 
No Brasil, o usuário gasta 9,6% da renda per capita, e para um serviço de 
qualidade duvidosa, destacou.

Paret salientou que não se pode falar em desenvolvimento para o Brasil se 
não tiver uma internet  que funcione. "Não dá para pensar nisso hoje em dia, 
por causa da informação, da educação, do comércio, por causa de tudo". A 
falta de conectividade dos cidadãos compromete, inclusive, o crescimento 
futuro do país, insistiu.

Para o presidente do Seprorj, o crescimento econômico do Brasil tem que 
levar em consideração que a conectividade em banda larga é uma exigência do 
futuro. "Se não tiver isso, não tem futuro. Não é uma questão opcional. Se 
nós queremos  ter um país que tenha competitividade, que possa disputar o 
seu espaço no cenário mundial, tem que ter esse investimento pesado, forte".

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Prof. Murilo Bastos da Cunha, Ph. D.
Universidade de Brasília/Dept. Ciência da Informação e Documentação
Campus Universitário
Brasília, DF  70900-910 Brasil
blog: http://a-informacao.blogspot.com/ 


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