Campus Fórum

Na maior festa mundial de comunidades e redes sociais da Internet, a Campus
Party, criamos um novo espaço para proporcionar encontros e debates sobre o
futuro e desenvolvimento estratégico da web. Será um espaço para reflexões,
debates, diálogos e aproximações entre todos os segmentos que movimentam a
rede mundial de computadores: internautas defensores dos direitos civis,
administrações públicas, legisladores, empresas privadas e desenvolvedores
de tecnologia.

Nesta primeira edição do Campus Fórum, que acontecerá no Brasil, escolhemos
como prioridade a discussão de quatro grandes eixos temáticos que já estão
em voga entre os internautas brasileiros. São eles:

*Plano Nacional de Banda Larga (Vamos “bandalargar” o Brasil!)*

Inspirado pela conectividade proporcionada pelo evento, Gilberto Gil
declarou, de forma entusiasmada, que necessitamos “bandalargar” o Brasil.
Com este objetivo, realizaremos mesas de reflexões com a participação de
representantes do poder público, setor privado e terceiro setor. A intenção
é aprofundar e ajudar nesta estratégia. O Governo do Estado de São Paulo e o
Governo Federal já apresentaram planos que preveem chegarmos, em 2018, a 165
milhões de brasileiros com banda larga com investimentos previstos em R$ 250
bilhões durante os próximos 9 anos.

Presença especial:
Um dos nomes de peso para os debates sobre este tema no Campus Fórum será
MVBill. O rapper, autor de músicas como “Soldado do Morro”, e a mais recente
“O Bonde Não Pára”, é conhecido pelo forte engajamento em ações sociais,
sendo, inclusive, um dos fundadores da ONG Central Única das Favelas (CUFA),
responsável por atividades sócio-educativas nas comunidades mais carentes.
No evento, será uma das vozes da sociedade na discussão sobre a disseminação
da banda larga em território nacional.

*Reforma do direito autoral*

A internet e os meios digitais revolucionaram a visão de todos sobre os
direitos autorais. Por um lado, a pirataria se amplia, por outro, a cultura
livre e o compartilhamento se disseminam como uma prática cotidiana. O
objetivo deste eixo temático será buscar um equilíbrio que permita a criação
de um modelo sustentável e justo para os autores e, ao mesmo tempo, que
contemple as novas realidades e demandas sociais por acesso ao conhecimento
e à cultura.

Nos últimos anos, o Ministério da Cultura realizou diversos fóruns no país
para discutir este assunto, ouvindo comunidade artística, produtores,
profissionais do mercado, internautas e público em geral. A finalidade
destes encontros é o de construir um novo marco legal a respeito do tema no
Brasil, atualizando a Lei 9.610/98 no que se refere aos direitos autorais
dentro das novas tecnologias, criando uma harmonia baseada no interesse
público.

*Algumas mudanças previstas:*
•Descriminalização da cópia privada: permitirá a criação de backup de CDs e
DVDs de qualquer tipo de obra digital sem necessidade de autorização ou
remuneração ao titular;
•Mudança de suporte: para uso privado, o usuário poderá portar o conteúdo
original para outra mídia que não aquela que tenha adquirido originalmente.
Um exemplo disto é permitir a inserção de arquivos de um CD ou DVD originais
em um MP3 player;
•Distribuição de obras fora de catálogo: será possível a reprodução, sem
finalidade comercial, de obras literárias, fonogramas ou audiovisuais que
não conste mais em catálogo do responsável por sua exploração econômica. Na
prática, um LP antigo, que não é mais comercializado, poderá ser convertido
em arquivo digital e circular pela internet;
•Ampliação de beneficiados: roteiristas e compositores de trilhas sonoras de
obras audiovisuais poderão receber pela autoria;
•Utilização de pequenos trechos de obras: mashups musicais (fusão de
elementos de diferentes músicas) ou visuais, que não prejudiquem a
exploração normal da obra original, terão respaldo legal;
*•Digitalização de conteúdos de interesse público: museus, bibliotecas e
centros de documentações poderão disponibilizar na internet o seu acervo
para consulta.*
•Criação do IBDA – Instituto Brasileiro de Direito Autoral: o órgão irá
supervisionar, regular e promover a gestão coletiva dos direitos autorais e
facilitar o licenciamento de obras;

*Marco Civil de direitos na Internet.*

Por iniciativa espontânea dos internautas brasileiros, foi realizada,
durante a primeira Campus Party Brasil, em 2008, uma passeata liderada por
um robô solicitando uma maior liberdade e novos direitos para os
internautas. Na segunda edição, esta temática também esteve presente com
muita força nas discussões referente ao Projeto Cibercrimes.

Em novembro de 2008, atendendo a esta demanda social, o Governo Federal,
através do Ministério da Justiça, formalizou a abertura de um processo de
consulta pública para a construção colaborativa, via Internet, de um projeto
a ser encaminhado para o parlamento. Durante a realização da Campus Party, o
rascunho do texto que será encaminhado ao legislativo estará praticamente
pronto. Nosso objetivo será criar um diálogo entre os representantes dos
poderes executivos, sociedade civil e setor privado a respeito desta
importante temática.

Para maiores informações, consute a plataforma de debates sobre o marco
civil para a Internet: http://culturadigital.br/marcocivil/consulta/

*Direitos Humanos na Internet*

Combate à pedofilia, acesso à tecnologia para pessoas com deficiência,
educação em Direitos Humanos, acesso à rede para populações
afro-descendentes e quilombolas, populações indígenas e a construção da
igualdade de direitos de gênero: todo são temas quentes na rede. Em parceria
com a Secretaria Nacional de Direitos Humanos – Presidência da República – e
Secretaria Geral Ibero-americana (SEGIB), vamos desenvolver ações especiais
referente aos direitos humanos.
fonte: http://www.campusparty.com.br/campus-forum.html





-- 
Nilson Carlos Vieira Júnior
Bibliotecário - CRB - 8/7453
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