EXCELENTE conteúdo Prof. Aldo.

Muitos conceitos precisam ser revistos mas

Esse realmente é a chave mestra.

 

Entretanto ... como sempre... estamos presos a uma outra

chavinha chamada ATITUDE que viabilize implementar

MUDANÇAS de acordo com as exigências de 

um novo CONTEXTO.

 

Um grande abraço 

 

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Rejane Gontow - Diretora da iMind 

Consultoria em Inteligencia Organizacional

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Sent: sexta-feira, 5 de março de 2010 07:39
To: Bib
Subject: [Bib_virtual] Sistemas e redes de informação

 

A preocupação com  a organização da informação via idealização dos 
sistemas de armazenamento e recuperação da Informação é uma condição 
que se transformou em ideologia para os sistemas de informação nos 
últimos 50 anos. Tão forte foi o seu impacto na formação das ideias em 
ciência da informação que por vezes aceitamos que a parte represente o 
todo, na medida em que o Sistema de Armazenamento e Recuperação era 
considerado o próprio Sistema de Informação e Conhecimento. 

Isto seria uma aberração teórica pois o usuário que é o local onde se 
realiza o conhecimento e que  está fora do sistema, na sua ambiência, 
se deslocaria  para ser colocado dentro dele, como um recurso ou 
elemento que pudesse ser controlado  pelo sistema. Respeitando a 
teoria sistêmica  tanto o usuário, como o gerador da informação estão 
fora do sistema de armazenamento e recuperação da informação , estão 
em sua ambiência, pois o sistema não tem qualquer controle sobre eles. 


O sistema de recuperação da informação obedece um rígido formalismo 
técnico  que foi necessário para os propósitos de gerenciamento e 
controle da informação em uma determinada situação histórica.  Só a 
partir dos anos 80 novos modelos tecnológicos  provocaram um 
reposicionamento dos agentes que operam a informação  principalmente 
devido: 


1. uma nova visão conceitual de como a informação se relaciona com o 
conhecimento e com o desenvolvimento humano; 

2. aparecimento do modelo cognitivista como uma nova explicação para 
as atividades relacionada às atividades sócias aplicadas e a condição 
humana; 

3. a noção de rede de elementos interligados como um modelo mais 
adequado que a teoria sistêmica para as aplicações sociais; 

4. o entendimento que  existe na cofiguração da informação uma 
condição estática representada por seus estoques de documentos e uma 
condição dinâmica representada pelos fluxos de sua transferência para 
o usuário. 

Uma razão para se confundir os conceitos de informação e conhecimento 
é a falta de compreensão de que conjuntos de documentos formam um 
estoque estático e o conhecimento é um fluxo dinâmico, coisas 
impossíveis de serem igualadas. 

O abandono da metodologia sistêmica para representar o modelo dos 
agregados de informação se relaciona a situação ardilosa do conceito 
de sistema de informação que deixa de fora,  na ambiência o autor e o 
receptor da coisa toda. A representação em rede dava maior liberdade 
aos esquemas e se adaptava às novas condições que emergiam com web e 
web 2.0. 

Então para reforçar o que indicamos vale rever os conceitos de rede e 
de sistemas até para entendermos,  que é impossível ter um sistema de 
bibliotecas e que elas operam em rede. 

Um sistema  é um conjunto de elementos interconectados e 
interdependentes de modo a formar um todo organizado para alcançar um 
fim comum.  Todo sistema possui um objetivo a ser atingido e é um 
conjunto de componentes interligados e interdependentes, isso quer 
dizer se tirar um único elemento do sistema ele para e deixa de 
operar. 

O ambiente é alguma coisa que está fora do controle dos sistemas, mas 
é também algo que determina em parte o funcionamento do sistema. 
Assim, se o sistema opera em um clima muito frio ou quente,  o seu 
equipamento deve ser planejado para resistir a severas mudanças de 
temperatura. Falaríamos então que as mudanças de temperatura ditam as 
possibilidades de desempenho do sistema mas, contudo,  o sistema nada 
pode fazer com respeito às mudanças da temperatura. 

Já o termo genérico “rede” define um conjunto de entidades (objetos, 
pessoas,atividades) interligadas uns aos outros. Uma rede permite 
assim circular um fluxo elementos materiais ou imateriais entre cada 
uma destas entidades. Uma estrutura em rede indica que os seus 
integrantes podem se ligar a todos os demais. O conjunto resultante é 
como uma malha de múltiplos fios, que pode se  espalhar 
indefinidamente para todos os lados, sem que nenhum deles possa ser 
considerado principal ou central, nem representante dos demais. Não há 
um elemento chefe, o que há é uma vontade coletiva para realizar 
determinado objetivo. Se um ou mais elementos se desligarem da rede 
isso não ocasionara qualquer interrupção em seu funcionamento. A rede 
se reconstruirá com a partir dos seus nodos e laços existentes. 

Aldo de A Barreto 
[email protected]

também em 
http://avoantes.blogspot.com/ 
(com figura)







Prof. Dr. Aldo de Albuquerque Barreto, Ph.D.
.Pesquisador Sênior do CNPq 
  <http://www.aldoibct.bighost.com.br/>  http://www.aldoibct.bighost.com.br

.Editor do DataGramaZero, 
 Revista de Informação e suas Técnicas


          

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