Especialista mostra o que as ferramentas de redes sociais podem fazer por nós

Luiz Sugimoto

[25/6/2010] “Sigam-me os bons: o que as ferramentas de redes sociais podem
fazer por nós” foi a palestra concedida nesta quinta-feira (24) pela
bibliotecária e mestre em tecnologia Regina Fazioli, que é idealizadora e
coordenadora da Biblioteca Virtual do Governo do Estado de São Paulo. “Já
trabalhávamos com Orkut em meados da década, quando essa ferramenta não tinha
tanta força e era vista por todos como uma brincadeira”, afirmou a
palestrante, antes do início do evento realizado na Biblioteca Central Cesar
Lattes.

Especializada em gerência de sistemas e serviços de informação, Regina Fazioli
explica que a Biblioteca Virtual tem no seu site, acessível a todo cidadão
para informações de variados tipos, apenas a parte mais visível de suas
atividades, havendo um trabalho intenso de bastidores. “Estamos dentro da
Secretaria de Comunicação e somos responsáveis pelo ‘fale conosco’ do governo
como São Paulo SP, Cidadão SP, Ouvidoria, Casa Civil, Rodoanel e Nova
Marginal. Fazemos a triagem das mensagens para encaminhá-las às secretarias,
autarquias e órgãos quando nós mesmos não temos as respostas”.

Segundo a bibliotecária, quando o governo decidiu disponibilizar redes sociais
como Orkut, Facebook e Twitter, a tarefa ficou a cargo da Biblioteca Virtual,
que já possuía conhecimento destas ferramentas, até a formação de uma equipe
para dar conta de todo o serviço. “Quanto à nossa equipe, ela é pequena, mas
obrigatoriamente multidisciplinar, com três bibliotecárias e funcionários
ligados a direito, letras, gestão de negócios e tecnologia da informação”.

Regina Fazioli é de opinião que as redes sociais são o caminho natural para
instituições públicas ou privadas, ganhando importância cada vez maior num
mundo que tende a ser virtual – ainda que não apenas. Ainda de acordo com a
especialista, as redes sociais representam a maneira mais natural de
compartilhar conhecimento, aumentando a inteligência coletiva. “Ainda
prevalece nas empresas a atitude hierárquica, em que apenas se envia
informações, o que é uma maneira de agir da sociedade industrial; não existe
rede. Se, ao contrário, uma instituição age coletivamente, torna-se ponto de
referência para todos, beneficiando-se da convivência com outros problemas e
soluções”.

http://www.unicamp.br/unicamp/divulgacao/2010/06/26/especialista-mostra-o-que-as-ferramentas-de-redes-sociais-podem-fazer-por-nos
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