Amigos,

estamos desenvolvendo uma pesquisa sobre redes virtuais e uma de suas áreas
é sobre redes de pesquisa de grande porte e complexidade onde as relações
intersubjetivas não podem ser preponderantes.
Acabamos de publicar um artigo na Revista Reciis, em março, e temos
interesse em compartilhar nossas discussões e estudar a possibilidade de
parcerias nesta área..
Multribuicao: interacao e colaboracao em pesquisas em
rede<http://www.reciis.cict.fiocruz.br/index.php/reciis/article/view/425/768>
http://www.reciis.cict.fiocruz.br/index.php/reciis/article/view/425/768

Estão mais adiantadas as pesquisas sobre como conectar máquinas em rede, que
as pesquisas sobre como conectar pessoas em rede. Não sabemos exatamente
como aumentar a capacidade de uma rede de mentes humanas. Não existem
estudos sobre os “protocolos” deste tipo de rede.

A atividade em rede impõe limites para as pessoas fazerem as coisas como
estão habituadas. Isto acontece porque ela exige uma forma de trabalhar,
pesquisar e aprender, que tem pouco a ver com as práticas tradicionais. As
pessoas, nas relações que estabelecem em seu cotidiano, colaboram de modo
instintivo: coordenam-se, cooperam e agem em grupos pequenos, sem maiores
esforços. Mas quando as relações se tornam mais complexas, é uma necessidade
a introdução de tecnologias. E isso tem dois efeitos aparentemente
contraditórios:
- Por um lado, a colaboração instintiva se torna difícil. Não conseguimos
ter a mesma intensidade obtida mediante a colaboração mediada pela
comunicação intersubjetiva, onde percebemos inflexões de voz,
micro-expressões faciais, gestos corporais… Tudo isso permitia uma interação
emocional crucial. O sistema de neurônios espelho, fundamental para a
empatia e para aprendizado de tarefas por imitação, não pode ser utilizado
nesse caso.
- Por outro, a introdução de tecnologias interativas aumenta as
possibilidades de outro tipo de colaboração. Equipes de milhões de pessoas
podem colaborar de maneira efetiva, sem a necessidade de hierarquia,
centralização ou mesmo de objetivos comuns e conscientes.
Em 1950, metade das publicações na área das ciências exatas era produzida
por equipes, número que subiu para 80% nos últimos anos. O tamanho das
equipes era de 1,8 pesquisadores, hoje subiu para 3,5 (WUCHTY, 2007).

A pesquisa científica avançada ou é colaborativa, ou não existe.
Isoladamente, uma pessoa não consegue abarcar a diversidade de conhecimentos
necessários, nem mesmo para ela. Precisa do trabalho de outras pessoas. E
mesmo que um cientista pudesse sozinho criar ciência, ele necessitaria a
crítica e a avaliação de seu trabalho. Isso também é colaboração.

http://niltonbahlisdossantos.tumblr.com/

Nilton Bahlis dos Santos
Coordenador do Núcleo de Experimentação de Tecnologia Interativa (Next)
www.next.icict.fiocruz.br
Coordenador do NIT do Icict Fiocruz e Professor do PPGICS
_______________________________________________
Arquivos da Bib_virtual: http://listas.ibict.br/pipermail/bib_virtual/
Instruções para desiscrever-se por conta própria:
http://listas.ibict.br/cgi-bin/mailman/options/bib_virtual
Bib_virtual mailing list
[email protected]
http://listas.ibict.br/cgi-bin/mailman/listinfo/bib_virtual

Responder a