Enquanto tablets se expandem no Brasil, livro digital ainda engatinha
O GLOBO - Publicada em 11/05/2011
Paulo Justus

SÃO PAULO. Enquanto a base de proprietários de tablets, como o iPad, cresce
em ritmo acelerado no Brasil, a oferta de livros digitais engatinha, devido
a obstáculos que vão da renegociação de direitos autorais à preocupação com
pirataria. Paulo Rocco, dono da editora Rocco, conta que alguns agentes
cedem os direitos autorais para o livro digital por apenas dois anos, a
título de experiência.

A editora começou a vender e-books há um mês. São 50 títulos, tirados dos
contratos mais novos, que preveem a cessão de direitos para livros
digitais.

Apesar das dificuldades, as editoras querem dar este ano um salto no número
de e-books. A LP&M, hoje com 200 títulos, pretende chegar a 450. A Zahar
quer passar de 300 para 450, e a Sextante, de 50 para 100.

- Se você procura um livro digital que não existe, a chance é maior que ele
seja pirateado - diz Marcos Pereira, editor e sócio da Sextante.

Download é pouco se comparado à venda impressa

O consumo ainda é modesto. O best-seller "A cabana", da Sextante, atingiu
em seis meses mil downloads, contra 200 mil cópias em papel vendidas no
período. Já "Comer, rezar e amar", da Objetiva, teve 75 downloads em abril,
contra 10 mil impressos vendidos.

Na Zahar, que produz livros digitais há dois anos, o faturamento destes é
de apenas 0,1% do total. A editora, forte em livros acadêmicos, vende
títulos por 30% menos que nas livrarias e oferece capítulos separadamente,
por até R$ 1,90.

De olho na demanda futura, LP&M, Objetiva, Planeta, Record, Rocco e
Sextante criaram em 2010 a Distribuidora de Livros Digitais (DLD). Ela
entrou efetivamente em operação há um mês, com catálogo de 400 obras,
vendidas por Saraiva e Livraria Cultura e preço 30% menor que a versão em
papel. Roberto Feith, diretor-presidente da Objetiva e presidente do
Conselho da DLD, aposta na forte expansão quando os e-readers forem
acessíveis à classe média.

Na Ediouro, a ênfase ainda é nas classes A e B. Ela tem hoje 200 livros
digitais. Já a Record vem apostando em títulos para o público jovem.

Leia mais sobre esse assunto em
http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2011/05/11/enquanto-tablets-se-expandem-no-brasil-livro-digital-ainda-engatinha-924431592.asp


_______________________________________________
Arquivos da Bib_virtual: http://listas.ibict.br/pipermail/bib_virtual/
Instruções para desiscrever-se por conta própria:
http://listas.ibict.br/cgi-bin/mailman/options/bib_virtual
Bib_virtual mailing list
[email protected]
http://listas.ibict.br/cgi-bin/mailman/listinfo/bib_virtual

Responder a