Bibliotech: a primeira biblioteca pública dos EUA sem livros impressos

Todas as 10 mil obras estão disponíveis em formato digital

O GLOBO 
Publicado: 26/11/13 - 17h46

Para quem não tem acesso à rede, pode visitar a sede física da Bibliotech 

Para quem não tem acesso à rede, pode visitar a sede física da Bibliotech 

A primeira biblioteca pública totalmente digital dos EUA foi aberta 
recentemente no condado de Bexar County, no estado do Texas. Agora, todos os 
1,7 milhões de habitantes da região podem acessar gratuitamente o acervo com 
cerca de 10 mil obras. Melhor, para ter acesso aos livros não é necessário se 
locomover até o prédio físico da biblioteca, basta acessar a internet.

O projeto Bibliotech foi desenvolvido pelo juiz Nelson Wolff, um amante da 
literatura e colecionador de obras raras, também responsável por levar ao 
condado uma biblioteca com livros impressos de US$ 38 milhões na década de 
1990. A nova empreitada custou apenas US$ 2,4 milhões.

- Eu olho hoje para aquela biblioteca e fico orgulhoso, mas penso: o que vamos 
fazer com ela? - disse Wolff sobre sua antiga obra, em entrevista ao site CNet.

O prédio físico da Bibliotech se localiza na cidade de San Antonio. Para 
funcionar durante 8 horas diárias, a biblioteca tem apenas duas funcionárias, 
as jovens Ashley Eklof e Catarina Velasquez.

- Nós podemos focar nas necessidades da comunidade e não temos que lidar com os 
processos físicos dos livros – explicou Ashley.

Para ter acesso ao acervo, os moradores do condado podem se registrar on-line e 
baixar os títulos em seus próprios tablets e computadores. Caso a pessoa não 
tenha acesso à internet ou precise de leitores, pode se dirigir à sede física 
da biblioteca.

Estão à disposição da população 800 e-readers, sendo 200 especiais para 
crianças, 48 computadores, 10 laptops e 40 tablets. Os leitores podem ser 
emprestados por duas semanas e eles já vão carregados com as obras escolhidas. 
Caso não sejam devolvidos no prazo, o usuário recebe multa diária de US$ 1 até 
o 14º dia. A partir de então, o aparelho é dado como perdido e a multa de US$ 
150 é adicionada à conta.

A duração do empréstimo dos livros digitais é de 14 dias, mesmo que baixados no 
leitor próprio do usuário. A partir desse período, a obra é excluída do 
software utilizado para a distribuição e leitura.

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Canais da biblioteca virtual

Diário de Pernambuco - 24/11/13

Há alguns anos, era muito comum que as pessoas fossem atrás de livros apenas em 
bibliotecas. O hábito foi se perdendo aos poucos com o avanço da internet e dos 
sites de busca. A correria do dia a dia, unida às novidades tecnológicas, 
também influenciou as mudanças no modo de ler. Pensando nisso, algumas empresas 
têm investido em serviços que prometem facilitar a leitura. Há bibliotecas 
digitais ao pagamento de uma mensalidade e a possibilidade de compra de um 
livro específico em versão on-line.

O vendedor Lauro Rocha, 26 anos, resolveu adotar os novos métodos. Ele é 
usuário do sistema Scribd, que, ao lado do Oyster, é conhecido como uma espécie 
de “Netflix dos livros, porque ambos possibilitam a leitura on-line de obras. 
Membro do sistema há cinco anos, Rocha considera uma boa alternativa. Ele 
costuma usar o recurso para ler artigos científicos. Apesar de gostar do 
Scribd, em algumas circunstâncias prefere comprar o livro convencional. “Um 
livro é ainda muito mais fácil e interativo de se ler do que um arquivo 
digital”, defende.

Criado em 2007, inicialmente o Scribd era usado como um local de armanezamento 
de textos. Neste ano, o sistema lançou o streaming (transmissão direta por meio 
de um serviço) e versões para smartphones e tablets, em que o usuário pode 
começar a leitura pelo computador e continuá-la ao sair de casa, por exemplo, 
pelo celular. “O Scribd faz os leitores se sentirem em uma biblioteca. E a 
leitura de um livro atrai um próximo”, explica Trip Adler, CEO do Scribd.

O sistema tem um acervo com mais de 40 milhões de títulos de variados gêneros e 
línguas. A maior parte está disponível em inglês, mas é possível encontrar 
versões em português, como, por exemplo, da série Guerra dos Tronos de George 
R. R. Martin e A menina que roubava livros Markus Zusak. Alguns brasileiros 
também estão no sistema como a biografia de Getúlio Vargas, de Lira Neto, e 
Sentimento do mundo, de Carlos Drummond. Apesar de o Scribd ainda não ser muito 
conhecido no Brasil, é um brasileiro que figura na lista dos mais lidos do 
serviço. A obra O alquimista, de Paulo Coelho, está entre os favoritos dos 
usuários. Detalhe: o acervo do autor, que já até tuitou sobre o Scribd, está 
todo em inglês.

Com uma tecnologia bastante parecida, o Oyster, lançado no ano passado, oferece 
mais de 100 mil títulos para que os membros possam acessar de qualquer lugar a 
qualquer momento por uma taxa mensal. “Começamos a ver que esse serviço só 
estava disponível para músicas e filmes e ainda não existiam para livros. 
Quisemos criar uma melhor experiência de leitura”, revela o cofundador Eric 
Stromberg. Apesar de muito bom, uma das dificuldades do Oyster é que, como eles 
estão focados no crescimento nos Estados Unidos, ainda não há obras em 
português. Mas, para quem lê em outras línguas, é uma boa opção.

Alternativas nacionais
No Brasil, a deficiência no mercado de livros digitais ainda é grande. O mais 
conhecido é o site Domínio Público, que hospeda mais de 30 mil livros. No 
portal mantido pelo Governo Federal, as pessoas podem baixar livros 
gratuitamente, mas apenas obras antigas que já caíram no domínio público estão 
disponíveis.

A outra opção é buscar as livrarias digitais. Pelo menos dois sites prestam 
esse serviço no Brasil, o Gato Sabido, criado em 2009, e o novato Moby Dick 
Books. Em ambos, é possível localizar clássicos, best-sellers e lançamentos.

Para Leandro Barros, diretor de marketing da Moby Dick, essa experiência de 
comprar e ler livros em formato digital vem crescendo. “As pessoas não querem 
ter que andar com um leitor de e-book ou com um livro. Elas querem poder 
acessar de seu tablet ou celular. O mercado vai convergindo aos poucos a único 
dispositivo”, explica.

Apesar do número de vendas dos livros digitais ter aumentado, Barros reconhece 
que esse ainda não é fim das obras em papel. “A gente vende muito mais 
atualmente. Mas essa chave só vai virar de verdade quando o grande público 
começar a ter mais acesso aos dispositivos móveis. Ainda assim, a gente não 
pensa que isso vai gerar um conflito ou matar o papel”, analisa Barros.


Os serviços
Scribd: Mensalidade de US$ 8,89 e acesso ilimitado ao acervo
Oyster: Mensalidade de US$ 9,95 e acesso ilimitado ao acervo
Domínio Público: Acesso gratuito ao acervo disponibilizado do governo
Gato Sabido: Portal de comercialização de e-books
Moby Dick Books: Portal de vendas de livros digitais

Att.
-- 
Clivea de Farias Souto
Bibliotecária

Setor de Desenvolvimento de Coleções

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