Ou como transformar um sucesso em eficiência escolar numa humilhante derrota .
Desde 2000, quando o Brasil entrou no programa internacional de avaliação de estudantes (PISA<http://www.inep.gov.br/imprensa/noticias/outras/news03_25.htm>), a posição do Brasil está nos últimos lugares. Isso levou os envolvidos na educação brasileira a falar até em "tragédia da educação brasileira<http://www.google.com/search?q=tragedia+da+educacao+brasileira>". Sempre que eu lia isso ficava muito desanimado, com vergonha. Até que a ficha caiu: como comparar um desempenho de um país com PIB de 8 mil dólares com o desempenho de um país com PIB de 33 mil dólares? A gente tem que relativisar todos estes números. Para isso, fiz uma googlenilha que já apresentei aqui e que agora ampliei para comparar não só os investimentos na educação, mas PIB per capita equalizado pelo poder de compra (PPP). Para cada dólar investido pelo Brasil, o México precisa investir 1,8 dólarespara obter o mesmo resultado. A Finlândia, primeira colocada no PISA 2006, precisa investir 5,37 dólares. Os EUA, os que mais investem, precisam colocar 7,66 dólares para obter o mesmo resultado que o Brasil. Os dados e a bibliografia que mostram isso estão na googlenilha Desempenho escolar e investimento em educação no Brasil<http://spreadsheets.google.com/ccc?key=pH0vKjJkMrh0j2xo8aAp5Xw&hl=pt_BR> . Temos *um quinto* da riqueza dos EUA, *um quarto* da riqueza dos europeus, mas não temos uma situação quatro vezes pior que a deles, apenas *dois terços* daquelas. Nossa educação é ruim, mas é muito melhor do que deveria ser pelo que a gente gasta. Todos estes anos, os administradores de educação vêm tratando um fenômeno de eficiência educacional, uma vitória de um país pobre contra todas as adversidades, como uma humilhante derrota. E localizei um dos resposáveis por isso: o economista e consultor (só podia!) Cláudio Moura Castro. Leiam o relatório do PISA de 2000<http://www.oecd.org/dataoecd/30/19/33683964.pdf>. Durante todo o tempo, ele trata a posição do país no PISA como se fosse um dado de grande importância. Ora, a posição num ranking não significa muito. Serve para compeonatos ou concursos, só. É necessário a gente olhar para o resultado do PISA em relação ao que o país gastou para obter o resultado. Isto é eficiência. Mas Cláudio Moura Castro, um economista que não sabe trabalhar com números, joga na lama um excelente trabalho dos envolvidos na Educação brasileira. Arrasa com nossa auto-estima de educadores. Maldito economista! Então, divulguem isso para todos os colegas professores: o Brasil é um dos melhores do mundo em eficiência na Educação. Parabéns ao MEC, aos professores, aos estudantes (principalmente) e à sociedade brasileira. Com a auto-estima revigorada, vamos melhorar a Educação, que está ruim comparada com o que poderemos fazer colocando todas as escolas em rede. Abraços! -- nome: "José Antonio Meira da Rocha" tratamento: "Prof. MS." atividade: "Pesquisa e aprendizado em mídias digitais" googletalk: email: MSN: [EMAIL PROTECTED] ICQ: 658222 Skype: "meiradarocha_jor" veículos: [ http://meiradarocha.jor.br http://olpcitizen.blogspot.com ]
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