além do mais há uma questão maior do que essa: se o brasil quer entrar no mercado de fabricacao de computadores precisa criar politicas distintas para que seja atraente para empresas internacionais. Isso é complicado e fora do escopo da olpc.
A olpc é um projeto educacional e aproveita-lo para criar artificialmente vantagens para fabrica-lo internamente pode ate gerar uns emrpegos a curto prazo mas a longo prazo todo mundo sai perdendo. A educacao pois com o mesmo dinheiro poderiamos ter comprado muitos mais computadores de maior qualidade. A industria nacional pois fica dependendo de subsidios do governo para tornar um produto inferior rentavel e nunca consegue competir internacionalmente. E o brasil por que a longo prazo nós queremos uma geracao que esteja preparada para os computadores, uma geracao de cerebros que desenvolvam projetos, e que saibam ser empreendedores e nao mais uma geracao de criancas semialfabeitzadas que o pai tem um emprego em uma fabrica que opde ser substituido por um robo. o que me dói é que estamos tão perto: o brasil isentou os competidores dos impostos, so que o fez talvez tarde demais.. On Dec 21, 2007 4:06 PM, José Antonio <[EMAIL PROTECTED]> wrote: > On Dec 21, 2007 3:25 PM, Jaime Balbino <[EMAIL PROTECTED]> wrote: > (Sobre a entrevista de David Cavallo no blog http://mobeduc.blogspot.com ) > > > Não esperava muito que ele revelasse os bastidores, tentei ser > > discreto nisso. Mas ele foi bem mais fundo que minhas expectativas. A > > sua crítica à política industrial, de desenvolvimento e inovação > > brasileira não é nada diplomática. > > > Mas é o que o governo merece ouvir. Montar plaquinhas importadas em > gabinetes importados não leva a desenvolvimento sustentável nem cria > empregos (algumas centenas, talvez, coisa irrisória). > > Suzhou <http://en.wikipedia.org/wiki/Suzhou>, cidade da província chinesa > de Jiangsu, é a capital mundial dos laptops. Em 2005, 16 milhões de > computadores portáteis saíram da cidade perto de Shangai. Todas as empresas > do mundo estão transferindo suas linhas de laptops para > Suzhou<http://www.sinomedia.net/eurobiz/v200310/focus0310.html>. > Fábricas de outrora paraísos fabrís, como Taiwan, Índia ou Coréia do Sul, > estão nessa. Em 2001, apenas 4% dos portáteis eram feitos > lá<http://www.atimes.com/atimes/China_Business/HK22Cb01.html>. > Hoje, são uns 80%. > > O Brasil precisará de *12 milhões de laptops* anualmente para equipar os > envolvidos no ensino básico (60 milhões de pessoas, 5 anos de vida útil dos > equipamentos). 12 milhões é um número grande o suficiente para criar toda > uma cadeia produtiva brasileira nesta área, como foi feito em Suzhou. Um > projeto mais ousado de fornecer laptops para todos os cidadãos brasileiros > elevaria este número para uns *35 milhões de laptops anuais*. Com um > mercado destes, você pode diser: "Quero 35 milhões de laptops, e quero que > sejam feitos aqui". > > Mas isto não pode ser implantado de uma hora para outra. Suzhou levou 7 > anos para chegar a posição atual de produtora de 80% da produção mundial. > > Pedir montagem neste momento, num projeto piloto de 150 mil máquinas, foi > bobagem, falta de visão. Acaba favorecendo as investidas predadoras e > monopolísticas da Intel. E a conta do monopólio vem mais tarde. > > -- > > nome: "José Antonio Meira da Rocha" tratamento: "Prof. MS." > atividade: "Pesquisa e aprendizado em mídias digitais" > googletalk: email: MSN: [EMAIL PROTECTED] > ICQ: 658222 Skype: "meiradarocha_jor" > veículos: [ http://meiradarocha.jor.br http://olpcitizen.blogspot.com ] > > _______________________________________________ > Brasil mailing list > [email protected] > http://lists.laptop.org/listinfo/brasil > > -- Alexandre Van de Sande www.wanderingabout.com rio de janeiro ҉
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