On Jan 16, 2008, Jecel Assumpcao Jr <[EMAIL PROTECTED]> wrote: > Não vi nenhum laptop ter defeito na bateria com menos de três anos,
Todos os notebooks que já tive perderam significativamente a capacidade da bateria ainda durante o prazo de garantia, a ponto de a bateria se tornar inútil, mas não atender às condições para substituição. Só uma delas de fato morreu, mas mesmo assim a garantia não foi honrada por se tratar de um notebook importado, ainda que com garantia internacional. A garantia internacional excluía países em que o notebook não fosse comercializado, e a HP não comercializava o mesmo modelo de notebook no Brasil, só um similar com teclado ABNT2. Razão suficiente para não trocar a bateria igualzinha à do modelo nacional. Jóia, né? Isso sem falar nas baterias explosivas, tão comuns hoje em dia, mais ainda com instalações elétricas não exatamente apropriadas. Esse negócio vai pegar fogo, literalmente. :-( > Realmente os pilotos no Brasil tem usados os computadores sempre > ligados nas tomadas, tanto no caso do Classmate quanto do XO. E > como os computadores ficam nas escolas e nunca vão para casa as > baterias não chegaram a ser usadas ainda. Meu, não tão deixando as crianças levarem o X0 pra casa?!? Como elas fazem a lição de casa usando a rede Mesh, desse jeito? > Mas imagino que o quadro será bem diferente num piloto maior (e ai o > Classmate poderá causar problemas). Mas como o piloto está orientando pra outro lado, vai acabar limitando o quadro futuro e causando problemas. Eita, nóis :-/ > Mas meu critério para decidir se algo é um componente do sistema ou itém > de consumo não é se dá para operar sem (senão cartuchos de tinta e papel > para impressoras não seriam material de consumo, certo?) mas sim se é > razoável supor que terá uma vida inferior ao do resto do sistema. Pode caracterizar como de consumo ou não, tanto faz, mas não pode deixar de fora da licitação pela vida útil esperada pro equipamento, senão privilegia quem fornece um componente de menor custo e muito menor durabilidade. Por exemplo, se a Intel^WPositivo coloca uma bateria que dura um ano e cobra R$50 por uma, só pra manter o laptop útil ao longo de 3 anos o MEC vai precisar desembolsar mais R$100, e aí provavelmente vai ser em licitação monopolística. E se quiser esticar pra 5 ou 7 anos, tome mais R$100 ou R$200, supondo que a Positivo se mantenha honesta em relação ao preço das baterias. Agora compara com a bateria do OLPC, feita pra durar 5 anos e custar R$40 pra substituir, pros poucos que falharem ao longo dos 5 anos o custo com baterias vai ser uma ordem de grandeza menor. Isso sem falar nos pagamentos de energia elétrica. O pessoal parece que fez a licitação pensando em "preço de equipamento e serviços", sem considerar outras questões de TCO. Infelizmente, isso dá margem pro fornecedor empurrar custos escondidos pro comprador, que vai ter que desembolsar mais depois, parte disso sem ter opção de outros fornecedores, permitindo a recuperação do prejuízo pela venda inicial abaixo do preço de custo (= dumping). > Veja o caso de pneus num carro - mesmo que você troque apenas uma ou > duas vezes (e tenham quem nunca troque) ao longo da vida do carro, é > claramente um itém de consumo. Ok, vamos usar esse exemplo. Dois fornecedores (indústrias nacionais) revendem exatamente o mesmo automóvel importado, que vem da China ou da Malásia quase pronto, apenas sem rodas nem pneus. Conseguem ambos trazer a carcaça do automóvel pelo mesmo custo. O que têm a adicionar, para caracterizar indústria nacional, é a montagem do equipamento, adicionando a roda e os pneus. As rodas que cada um escolhe, pra simplificar, custam a mesma coisa, mas são incompatíveis: um pneu funciona só com a roda correspondente, e cada fornecedor detém um monopólio sobre a comercialização tanto da roda quanto do pneu em território nacional. Numa licitação, um coloca um pneu lixão que dura 1 mês (garantia legal) e diz que, como é item de consumo, não está coberto na garantia de 3 anos especificada no edital para o automóvel. O outro coloca um pneu que custa 10 vezes mais, mas feito para durar 3 anos. Como em 3 anos há 36 meses, no caso do primeiro fornecedor, o custo total com pneus vai ser 36 vezes o preço do pneu, enquanto no caso do segundo, vai ser apenas 10 vezes. Mas, pelas normas da licitação, que permitem deixar a substituição dos pneus de fora, fica a obrigação de comprar a opção que, de imediato, parece mais barata, mas que, no longo prazo, vai necessariamente custar mais. E, se o primeiro fornecedor aproveitar o monopólio pra cobrar mais pelos pneus sobressalentes, o negócio fica ainda pior pro comprador. >> > Dai a MEC teria que fazer um licitação separada para a instalação, >> > manutenção, etc. >> >> Não sei como funcionam licitações, mas não é possível fazer uma >> licitação combinada para os vários itens, a serem cotados e adquiridos >> separadamente? > Não vejo nenhuma razão que impediria isso, mas me parece equivalente a > múltiplas licitações. Uma licitação combinada poderia permitir que um fornecedor oferecesse descontos para a seleção de vários itens seus, ao mesmo tempo em que especificando preços independentes para cada item. Ou seja, torna-se possível o comprador obter vantagens como a que você mencionou da cesta escolar (o quarto item de brinde), sem porém inviabilizar completamente a participação de fornecedores que não conseguem oferecer o pacote completo, mas que são muitíssimo mais eficientes em determinados aspectos. -- Alexandre Oliva http://www.lsd.ic.unicamp.br/~oliva/ FSF Latin America Board Member http://www.fsfla.org/ Red Hat Compiler Engineer [EMAIL PROTECTED], gcc.gnu.org} Free Software Evangelist [EMAIL PROTECTED], gnu.org} _______________________________________________ Brasil mailing list [email protected] http://lists.laptop.org/listinfo/brasil
