Jaime,
Pode ser que eu esteja errado. mas acho que a Microsoft não está
muito preocupada com a "canabalização" do mercado de máquinas
maiores pelos mini-laptops, mesmo porque ela não as fabrica.
Minha visão é de que a Microsoft está tentando é adiar o máximo
possível a morte anunciada desse modelo de computação que temos
hoje e onde ela lidera. O futuro está na tal de "computação em
nuvem" em que vamos ter uns computadores muito simples, quase uns
terminais, conectados a grandes mainframes e trabalhando com
"virtualidade". E todo mundo vai pagar uma mensalidade conforme
usar aplicações, arquivar dados etc. Como se paga luz, agua ou tv a
cabo.
A Microsoft sabe disso e está correndo atrás da Google que já
está trabalhando com esse modelo em mente.
Uma coisa que a Microsoft precisa manter é seu "brand", a força
de seu nome. E ajudando a OLPC Foundation ela está fazendo isso. Ao
contrário da Intel que deu aquela horrível "pisada na bola".
Mas, o que me deixa mais preocupado é que, aqui nessa lista, a
gente continua discutindo sobre Linux, Microsoft etc. etc. enquanto
deveríamos estar discutindo sobre métodos pedagógicos e outras
coisas mais relacionadas com educação e não com tecnologia. Eu me
afastei um pouco de participar ativamente dessa comunidade
justamente porque achava que era a vez de, nós de tecnologia, irmos
para a sombra e darmos a voz e a vez para o pessoal de educação.
Mas parece que tecnologia é mesmo uma "cachaça" que fascina todo
mundo. Parabéns a Denise e ao pessoal que está tentando mudar esse
enfoque. Prometo tentar ficar quietinho no meu canto.
Américo
> Date: Fri, 16 May 2008 12:45:19 -0300
> From: [EMAIL PROTECTED]
> To: [EMAIL PROTECTED]
> Subject: [OLPC Brasil] Fwd: OLPC dobra Microsoft
>
> Discordo Américo,
>
> A Microsoft não quer criar concorrência para o mercado de
desktops e
> notebooks. Um eventual Vista para subnotebooks retira potenciais
> compradores de máquinas "mais parrudas" e caras.
>
> Uma coisa é certa com essa atitude: o Windows Mobile (ou CE) não
tem
> condições de atender aos subnoteebos, seja por limitação técnica,
seja
> por má aceitação dos consumidores.
>
> A queda desenfreada de preços do hardware não é o problema, o
problema
> é o aumento de recursos disponíveis a preços baixos. Como você já
> alertou, Américo, quando o computador fica tão popular e funcional
> como uma caneta BIC as coisas mudam radicalmente e os industriais
tem
> motivo de sobra para "tremer nas bases".
>
> Nem todo mundo tem a capacidade de inovação de uma Apple, capaz de
> oferecer hardware e software para equipamentos móveis com recursos
> incríveis e ainda utilizá-los para alavancar a própria venda de
> desktops e notebooks. E olhe que o iPhone nem dá suporte a 3G.
>
> A Microsoft está nitidamente tentando conter ou limitar o avanço
> destes portáteis. A estratégia mudou, se antes ela os ignorava e
não
> dava suporte a estes produtos, agora também não signfica que irão
> portar o Vista para o OLPC (como a Apple fez com seu OSX no
iPhone). A
> estratégia é bem outra, e a motivação também:
>
> [do BR-Linux]
> "IDG traz à tona plano da MS para tomar o lugar do Linux nos
notebooks
> baratos - e limitar a capacidade deles ao mesmo tempo
> Leia também:
>
> A ComputerWorld inglesa fala sobre um plano da Microsoft divulgado
> pelo IDG para fazer frente ao avanço do Linux nos notebooks
> ultraportáteis e mais baratos. Um fabricante de laptops de baixo
custo
> declarou ao jornalista: "Fabricantes de PCs de baixo custo têm
feito
> bons avanços com o código aberto, e a Microsoft quer colocar um
ponto
> final nisso."
>
> E a idéia da empresa é simples: oferecer aos fabricantes grandes
> descontos na aquisição do Windows XP Home (que continua mais vivo
do
> que nunca, aparentemente) e assim encorajá-los a deixar o Linux no
> escanteio, mantendo os preços baixos.
>
> Mas não pára por aí: o fabricante também teria que se comprometer a
> não colocar telas maiores do que 10.2 polegadas, nem HDs maiores
que
> 80GB, nem telas touchscreen - e assim estas máquinas não
concorreriam
> com as máquinas mais avançadas, típicas do Windows Vista.
>
> A proposta estava em cartas da empresa enviadas aos fabricantes de
> hardware recentemente, uma das quais chegou às mãos do IDG. A
> Microsoft recusou-se a comentar, dizendo que não trata
publicamente de
> seus acordos com fabricantes.
>
> E os preços oferecidos ainda discriminam mercados - a favor dos
países
> em desenvolvimento, onde cada licença seria vendida aos fabricantes
> por US$ 26. Nos países considerados desenvolvidos, o preço unitário
> seria de US$ 32. Em ambos os casos, os fabricantes podem obter
> descontos de até US$ 10, se limitarem a memória a 1GB e a
freqüência
> da CPU a 1GHz."
>
> link para reportagem:
>
http://idgnow.uol.com.br/computacao_pessoal/2008/05/12/microsoft-limita-recursos-de-hardware-em-ultraportateis-com-windows/
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