Amigo Couto, 
Aproveitando a “carona” já presentindo o que serão os momentos agradáveis em 
Esteio, informo que a expressão Tchê, ou mesmo Chê, tem seu significado em 
nossas raízes, dos tempos em que éramos as vezes castelhanos, outras tantas 
lusos, até que nos decidimos por sermos gáuchos, da pátria pampa, Argentina, 
Brasil e Uruguai, mas brasileiros. Quando por aqui chegaram os portugueses com 
Pero Vaz de Caminha e tantos outros, entre eles Anchieta, o latim marcava 
acentuada presença em nossa língua, pela cultura dos Jesuítas, mas também o 
francês, o espanhol pela proximidade, etc. Além disso, o fervor rfeligioso era 
muito grande e a população mais simples. Por essa razão, a linguagem falada no 
dia a dia, era dominada por expressões religiosas, tais como, “vá com Deus, 
Deus queira, Queira Deus, juro pelo céu. Tenho um ronda que a cada noite, 
quando lhe dou boa noite, lhe digo, até amanhã se Deus quiser, e ele me 
responde:  Ele vai querer. Mas voltemos ao tchê. Também eram usadas 
interjeições: Ô criatura de Deus,como aconteceu? menino do céu porque fêz isto? 
Minha Virgem Santa, etc. etc. etc. Daí vai que, nossos irmãos uruguaios 
abreviaram algumas dessas interjeições: ao invés de falarem “gente do céu”, 
diziam apenas “che” que se pronuncia tchê e que segundo os entendidos seria ou 
é, uma abreviatura da palavra caelestis que se leria “tchelestis” e significa 
céu, ou do céu. Era uma forma de apelar a Deus na hora do sufoco, mas também 
uma forma carinhosa de se referir a pessoas e ou animais. Portanto, segundo a 
lenda histórica, o gaúcho ao chamar alguém de tchê, está afirmando 
carinhosamente que seu comparsa é pessoa de bem, vem do céu, de Deus.  Mas bah 
tchê, nesta língua significa mais ou menos dizer-se: Mas que barbaridade! Como 
Deus é bom me mandando a ti para estares comigo. Entra amigo, toma um amargo, 
símbolo de nossa hospitalidade, puxa o banco e te assenta que o rancho ésimples 
mas o coração é grande.  Tratar alguém por tchê, antes de qualquer coisa é 
reconhecer que o amigo vem do céu. Um abraço tchê.



From: Alberto Couto 
Sent: Sunday, August 18, 2013 5:09 PM
To: [email protected] 
Subject: [bufalos] Expointer

  
Amigo Dagomar

Chegarei no dia 25, acompanhado de filho e neto. Levarei uma bagagem extra,
ou seja: “IGUARIAS BÚFALO BILL”. Pergunte ao nosso amigo Delfino, se gostou
do nome” IGUARIAS” .

Entre os produtos lácteos constam: queijos, doce de leite, doce de cacau e o
campeão de rendimento, “sorvetes”.

Entre os produtos cárneos: carne de sol, linguiças, salaminho, mortadela,
hambúrguer, káfta, lombo defumado, língua ao molho de tomate. “BÁ CHE”, já
estou cansado de descrever as delícias que iremos 

degustar durante a Expointer. O vinho ficará por conta de vocês.

Fico satisfeito em poder passar momentos agradáveis com a irmandade
bubalina.

Abraços

Alberto Couto

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