Borland aposta em
Java para crescer no Brasil em 2003
A Borland,
fornecedora de tecnologia para desenvolvimento, distribui��o e integra��o de
aplica��es, est� apostando na linguagem de programa��o Java para crescer em
2003. A empresa possui o JBuilder, ferramenta para desenvolvimento em Java que
se encontra na vers�o 8.0.
Os servidores de aplica��es – �rea
na qual a empresa come�ou a investir pesado este ano – e um punhado de
novidades resultantes de aquisi��es que a companhia fez no mercado
norte-americano devem compor, junto com o JBuilder, o trip� que sustentar� o
crescimento da Borland.
A empresa adquiriu a Boldsoft,
desenvolvedora de aplica��es em .Net, a Starbase, que tem solu��es de
gerenciamento de desenvolvimento em equipe, e a TogetherSoft, que atua na �rea
de modelagem de dados – esta �ltima foi a maior aquisi��o, movimentando US$
185 milh�es.
Segundo o diretor geral da Borland
para a Am�rica Latina, Jos� Rubens Moreira Tocci, apesar de a desvaloriza��o
cambial este ano ter apanhado a companhia no contrap� dos investimentos, a
subsidi�ria brasileira da empresa conseguiu reportar crescimento em d�lares. O
executivo, no entanto, n�o revela os n�meros locais.
"Hoje a empresa possui faturamento
quatro vezes maior do que em 1999, quando abrimos a subsidi�ria brasileira",
diz Tocci. A carteira de clientes, segundo o executivo, vai desde
softwarehouses como a SAP at� grandes companhias que precisam desenvolver
aplica��es pr�prias, como a Petrobras, passando pelo governo (Banco Central) e
chegando at� pequenos neg�cios.
As expectativas para 2003 s�o
positivas, gra�as ao trip� de produtos que cresce a um ritmo veloz e ao
Delphi, produto mais tradicional da Borland. "O segundo semestre estava
parado, mas depois que as elei��es foram definidas os clientes voltaram a
comprar bem", afirma Jos� Eug�nio Braga, diretor comercial da Borland Brasil.
Os servidores de aplica��es j�
respondem por algo entre 10% e 15% do faturamento da companhia no Brasil. O
JBuilder cresceu quase 200% e representa algo entre 20% a 30% do faturamento,
enquanto o Delphi representa quase 40%. A �rea de servi�os da Borland tamb�m
tem uma colabora��o importante na receita.
O maior entusiasmo, no entanto,
est� mesmo com o Java. "Teremos aplica��es distribu�das usando Java em todos
os pontos, rodando na internet, em telefones e servidores", diz Braga. Segundo
o executivo, a linguagem Java demorou para estourar no Brasil – algo que
supostamente s� aconteceu este ano. "As empresas do setor financeiro, por
exemplo, s� agora acordaram para a Java." Outra esperan�a � o setor de
telecom, tradicional cliente do JBuilder.
Recente alvo de especula��es de
que seria adquirida por alguma gigante do mercado – a Microsoft � o nome mais
citado -, a Borland prefere n�o comentar especula��es. "Todo ano algu�m vai
comprar a Borland", ironiza Tocci. "A compra faria sentido para a Microsoft,
como faria para a Oracle, Sun e muitas outras. Mas isso n�o significa
necessariamente que vai ocorrer."
Os rumores ganharam for�a depois
que a IBM adquiriu a Rational, tradicional rival da Borland, por US$ 2
bilh�es. "Ter a IBM como competidor n�o torna a minha vida mais f�cil", afirma
Tocci. "Por outro lado, se a IBM centrar o foco de atua��o na sua plataforma,
podemos crescer em outros mercados."
Com reportagem
de Ricardo Cesar