ENSINAMENTOS - NET JUR�DICA DALMO DE ABREU DALLARI

Em 1995, o professor e grande advogado Dalmo de Abreu Dallari, deu uma
espetacular entrevista de p�gina inteira a Jorgemar Felix, no Jornal do
Brasil. Ent�o com 63 anos de idade e 40 de profiss�o, dono de um
inigual�vel poder de dizer coisas corretas e indefens�veis, Dallari �,
juntamente com Fabio Konder Comparato e outros poucos, um dos exemplos
m�ximos de sabedoria no Direito. Um verdadeiro modelo que deveria ser
ouvido e estudado por jovens e velhos, para que fosse criado ju�zo
cr�tico latente na �rea jur�dica, em contraposi��o � pasteuriza��o
pensante que domina a esmagadora maioria dos operadores do Direito.

Confira os ensinamentos do professor Dalmo de Abreu Dallari:

�O Judici�rio � muito caro. � preciso ter um advogado, pagar custas,
produzir provas, per�cia para ter acesso ao Judici�rio. A justi�a �
vendida, nunca � dada.�

�A c�pula � a culpada, pois gosta de receber pequenos agrados e, em
troca, n�o briga pela moderniza��o do servi�o.�

�Quem n�o tiver dinheiro para comprar a justi�a, n�o a tem. E o sistema
estabelece que quem tem mais dinheiro tem mais justi�a.�

�Quando algu�m faz uma cr�tica a um tribunal, imediatamente o tribunal
diz que est�o criticando o Judici�rio. � muito parecido com o que tem
acontecido no Brasil em rela��o �s For�as Armadas. Quando se diz que o
Supremo agiu errado, alegam que � uma cr�tica ao Judici�rio, e a� os
ju�zes regem corporativamente. Isso est� acontecendo hoje na quest�o do
controle do Judici�rio.�

�Esse controle atingiria especialmente as c�pulas judici�rias, que hoje
est�o completamente sem controle. No Tribunal de Justi�a existe um
corregedor, que � um desembargador. Esse corregedor jamais abrir� um
inqu�rito contra outro desembargador.�

" O defeito n�o � s� dos ju�zes, � do sistema jur�dico, das faculdades,
que se preocupam muito mais em ensinar processo do que ensinar Direito."

�Na verdade, � preciso que haja um cuidado maior na escolha dos
ministros. O presidente indica e o Senado faz uma sabatina p�blica e
depois decide. O que se tema verificado � que o Senado nesse caso tem
sido absolutamente omisso.�

�Em muitos outros casos n�o se verifica se realmente o candidato
proposto pelo presidente preenche os requisitos de vida ilibada e
not�vel saber jur�dico. Isso vem conduzindo a escolhas muito ruins. O
povo n�o tem nenhuma informa��o sobre o processo de escolha e a� eu
incluo as pessoas da �rea jur�dica. Os advogados vezes muitas s�o
surpreendidos com a indica��o para o Supremo de algu�m em quem nunca se
ouviu falar. O Ilmar Galv�o � um caso e o primo do Collor, Marco Aur�lio
Mello, � outro. O Supremo virou cabide de emprego de luxo.�

�O Ant�nio Carlos Amorim, que foi presidente do Tribunal de Justi�a do
Rio, teve uma s�rie de comportamentos totalmente incompat�veis com a
posi��o de presidente de tribunal. Ele foi assistir � Copa do Mundo a
convite da CBF, levando fam�lia, e depois de verificar que o presidente
da CBF tinha processos na Justi�a.�

�O Judici�rio ainda realiza muita sess�o secreta, coisa que n�o deveria
acontecer.�

�Aqui em S�o Paulo esse viaduto que se chamou Tribunal de Justi�a �
rid�culo. Esse viaduto fica a sete quil�metros do tribunal, n�o tem nada
a ver. Ent�o por que cham�-lo de Tribunal de Justi�a? Exatamente para
anestesiar. E o Judici�rio se sente homenageado, fica feliz. S� que
enquanto isso acontece, ele n�o tem verbas para se informatizar e fica
acomodado



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