A Existência do Mal:

            Está na moda atualmente, inclusive entre os doutos na fé, dizer que o demônio está aposentado. Esquecem-se que ao se acreditar nessa premissa, estão negando a palavra de Jesus e por conseguinte, negando Deus.

         Diz o cardeal Jorge Arturo Medina Estevez, chefe da Congregação para o Rebanho Divino e disciplina Sacramental. " Sabemos que alguns católicos; não foram apropriadamente educados na fé e duvidam, da existência do diabo. Se isso acontece, há uma falha séria na formação religiosa. A existência do diabo não é uma opinião que se pode ter ou não. Pertence à fé e à doutrina católica."

         Desde que Herbert Haag proclamou 'a demissão do diabo', clama-se cada vez mais alto por uma revisão da doutrina sobre o pecado original. 0 Concílio de Trento (1545-1563), no decreto sobre o pecado original (promulgado em 17 de junho de 1546), rejeitou energicamente doutrinas erradas, tanto sobre o pecado original quanto sobre a culpa hereditária.

         Dizer-se que existe o mal, mas este é oriundo do homem, é apostasia; o mal é proveniente da negação a Deus, mas proveniente de um ser inteligente e espiritual que contamina a mente humana afastada da Graça divina.

         Quando eu freqüentava a Igreja de N.S. do Perpétuo Socorro no Grajaú, aqui no RJ, havia um padre, já idoso, italiano, e nem sei se ele ainda está vivo, que relatou durante um sermão sua experiência durante um exorcismo em Sta. Catarina. Disse-nos que o demônio, que possuía uma menina, falou de toda a sua vida pregressa na Itália, contando detalhes de sua juventude.

         O sacerdote até fez uma observação: "Já pensaram, meus irmãos, se eu tivesse alguma mácula grave na minha vida? Todos os que estavam a minha volta saberiam com detalhes. Por isto um padre exorcista, tem de ter uma vida ilibada e o consentimento de Roma para exercer este mister."

         O ritual é raramente empregado, pois mais de 95% dos casos podem ser explicados à luz da ciência médica, porém a possessão existe e está relatada em livros no Vaticano. Se nós invocamos a Deus , Ele está conosco; porém se levamos uma vida desregrada e afastados do Reino ou invocamos satanás, por lógica e fé , meus amigos, não tenham nenhuma dúvida, de que ele virá e tomará conta de nossas vidas.

         Evidentemente que a Igreja Católica, não trata desses assuntos como os protestantes que tiram o diabo " à torto e a direito" . Às vezes não passam de alucinação doentia de alguns pobres de espírito, mas nós não devemos usar de ceticismo para tudo, pois senão até perdemos a fé. Iremos explicar pela parapsicologia a cura do cego, do aleijado , do leproso e até a ressuscitação de Lázaro.

        No Novo Testamento, sobretudo o evangelho de Marcos, narra que Jesus agia também como exorcista. Atacaríamos a veracidade do texto do Novo Testamento e, de modo particular, Jesus de Nazaré, se quiséssemos reduzir o diabo a figura folclórica e lhe concedêssemos, no melhor dos casos, existência somente no papel.

Talvez haja mais do que um grão de verdade na expressão de Charles Baudelaire (1821-1867): 'A astúcia mais refinada do diabo é fazer-nos crer que ele não existe' .


Responder a