A Eliane pediu algo sobre tanatologia. N�o sendo propriamente sobre tanatologia, aqui vai emduas partes um artigo que foi preparado para o I� Congresso Internacional e Brasileiro de Parapsicologia, realizado no Recife a 31 de Outubro, 1 e 2 de Novembro /97 pelo Dr. Jo�o Carlos Pereira (filosofia) Estados alterados de consci�ncia: abordagem psicofisiol�gica V�rios estudos (Tart, 1975, 1977; Honorton, 1977 p.ex) mostram que os estados alterados de consci�ncia (EAC) tendem a favorecer a ocorr�ncia dos fen�menos Psi, sendo por isso leg�timo concluir que a compreens�o da natureza o do sentido destes depende de uma investiga��o cada vez mais apurada e aprofundada daqueles (EAC). Krippner e Solfvin (1986) sustentam precisamente esta ideia quando afirmam que "a compreens�o dos fen�menos Psi depende provavelmente de uma compreens�o concomitante dos EAC. � muito poss�vel - continuam - que o Psi n�o seja um fen�meno perceptual, mas que resulte antes de uma partilha de experi�ncia ligadas umas �s outras por associa��es e sentimentos de m�tua compreens�o, partilha essa que facilitaria os EAC (...). S� o estudo mais aprofundado da psicologia da consci�ncia - concluem - pode proporcionar uma melhor compreens�o do fen�meno Psi". Hubert Larcher (1985) parece comungar da mesma posi��o, embora sublinhe a necessidade de uma abordagem fisiol�gica dos EAC, complementar � abordagem psicol�gica. E f�-lo, em minha opini�o, com toda a propriedade dado que s� por interm�dio de investiga��es fisiol�gicas � que � poss�vel esbo�ar uma cartografia emp�rica da consci�ncia e dos seus estados. N�o digo que a fisiologia permite definir o que � a consci�ncia e determinar o seu conte�do - fen�meno subjectivo, qualitativo, e por isso n�o mensur�vel ou hierarquiz�vel - mas permite saber o que ela n�o �, como muito bem demonstrou Andr� Virel (1980) distinguindo-a da vig�lia: "se a vig�lia, eventualmente quantific�vel a partir das suas tradu��es el�ctricas, � pass�vel de ser definida segundo o seu n�vel, o mesmo j� n�o acontece com a consci�ncia (...). E � por isso que se fala de estados de consci�ncia ou ainda de formas e de modalidades da consci�ncia, do seu conte�do, da sua fun��o. N�o se pode confundir estados de consci�ncia com n�veis de vig�lia". Partindo desta importante distin��o entre n�veis de vig�lia e estados de consci�ncia, Larcher (1975) descreve dez n�veis psicofisiol�gicos: cinco profundos e cinco elevados ou superiores. Assim, a hipnose parece situar-se a um n�vel mais profundo do que o sono, e que, mais profundos ainda, devem ser descritos os estados de biocemese (ou vida afrouxada) como a hiberna��o, seguindo-se os estados de biostase (ou vida suspensa, ou morte aparente) que, pela sua reversibilidade diferem da tanatose (ou vida aparente, ou morte suspensa). Paralelamente podem ser apontados n�veis elevados, ou seja, superiores ao estado de vig�lia: a lucidez, o �xtase com as sua importantes modifica��es sensoriais e motrizes, a psicostase, tamb�m chamada descanso pelos m�sticos ocidentais, e que difere da beatitude, n�vel irrevers�vel que para os crist�os corresponde ao estado fisiol�gico designado por dormi��o. Da combina��o entre estes dez n�veis resultam todos os modos teoricamente poss�veis de passagem, de tr�nsito entre eles, ou seja, 72 transes correspondendo a todos os estados de consci�ncia. Ora, se aceitarmos que a Parapsicologia � de facto uma "zona fronteiri�a" entre a psicologia normal e a psicopatologia, ent�o, argumenta Larcher, "a nossa compreens�o da parapsicologia depende muito largamente do conhecimento desses transes". 2.Din�mica dos transes let�rgicos: da biostase � tanatose, da psicostase � beatitude Se, como sugiro, os EAC favorecem a ocorr�ncia dos fen�menos psi ent�o torna-se imprescind�vel proceder � an�lise sistem�tica de todos os transes poss�veis, numa dupla vertente fisiol�gica e psicol�gica. E desta investiga��o podem surgir as bases para uma teoria alternativa e integral da consci�ncia, no �mbito da qual se revela mais pertinente falar de estados psicofisiol�gicos modificados(Yugiro Ikemi, 1980). Estamos perante uma tarefa hom�rica que espera por mentes pacientes e dedicadas, mas que se me afigura como o caminho a seguir se quisermos delimitar com algum rigor os contornos do que poder�amos designar por situa��o Psi. Tendo em vista os objectivos deste trabalho limitar-me-ei � descri��o de dois transes, que por serem o mais regressivo(profundo) e o mais progressivo (elevado) se situam no limiar da irreversibilidade que denomino por ponto ou momento "tan�tico". Este limiar reveste-se de uma import�ncia capital porquanto estou convencido, e esta � a minha tese, que a manifesta��o psi � tanto mais intensa e mais forte quanto mais n�tida for a problem�tica tanatol�gica. �������������������������������� Maria Luisa Albuquerque [EMAIL PROTECTED] http://www.terravista.pt/Mussulo/1287 ICQ UIN - 2372290 �������������������������������� ============================================== Para sair da Lista CLAP-PT http://www.virtualand.net/listas/clap.html ponha seu endere�o e seleccione sair da lista ----------------------------------------------------------------- HISTORICO DA LISTA EM http://www.mail-archive.com/clap-portugal%40virtualand.net/ ----------------------------------------------------------------- Centro Latino-Americano de Parapsicologia - Portugal� http://www.terravista.pt/Mussulo/1287/ ============================================== PORTAL VIRTUALAND: Seu Portal de Servi�os GRATUITOS http://portal.virtualand.net
