Fatos Supranormais

� Fornalha Ardente � "Ardendo em c�lera, Nabucodonosor ordenou que lhe trouxessem � presen�a Sidrac, Misac e Abd�nago (ou, segundo outra fonte ou etimologia, Ananias, Misael e Azarias). Conduzidos esses homens imediatamente perante o rei, disse-lhes Nabucodonosor: �� verdade, � Sidrac, Misac e Abd�nago, que n�o servis a meus deuses e n�o rendeis adora��o � est�tua de ouro que eu erigi? Pois bem: estais prontos (�) a vos prostar e a render culto de adora��o � est�tua que fiz? Se n�o a adorardes, sereis imediatamente precipitados na fornalha acesa. E qual � o deus que poderia livrar-vos das minhas m�os?�"

"Em resposta, disseram Sidrac, Misac e Abd�nago ao rei Nabucodonosor: �(�) Se assim for, o nosso Deus, a quem servimos, tem o poder de nos livrar da fornalha acesa e nos livrar� tamb�m, � rei, da tua m�o (�) Fica sabendo, � rei, que n�o serviremos a teu deus, nem adoraremos a est�tua de ouro que levantaste�."

"Ent�o Nabucodonosor encheu-se de c�lera, e a expresS. do seu rosto alterou-se contra Sidrac, Misac e Abd�nago. E, tomando a palavra, deu ordem para que se acendesse a fornalha sete vezes mais que de costume. Depois ordenou aos homens mais fortes do seu ex�rcito que amarrassem Sidrac, Misac e Abd�nago e os precipitassem na fornalha acesa. Eles foram, pois, amarrados com suas t�nicas, seus cal��es, seus barretes e suas outras vestes, e arremessados � fornalha acesa."

"Entretanto, porque a ordem do rei era perempt�ria e a fornalha estava excessivamente acesa, os homens que nela arremessaram Sidrac, Misac e Abd�nago foram mortalmente atingidos pelas chamas. Quanto aos tr�s homens, Sidrac, Misac e Abd�nago, eles ca�ram amarrados no meio da fornalha acesa, mas eles come�aram a andar no meio das chamas, louvando a Deus e bendizendo o Senhor (�): �Bendito �s tu, Senhor, Deus dos nossos pais, tu �s digno de louvor (�) Saibam, assim, que tu, Senhor, �s o �nico Deus, glorioso sobre toda a terra (�) Bendizei o Senhor, louvai-o e exaltai-o para sempre, porque Ele nos livrou do Abismo (s�mbolo do al�m-t�mulo) e nos salvou da m�o da morte, libertando-nos da chama da fornalha ardente� (�) Entretanto, os servos do rei (�) n�o cessavam de alimentar o fogo com nafta, pez, estopa e lenha mi�da. Tanto assim que a chama projectou-se para o alto at� quarenta e nove c�vados acima da fornalha e, estendendo-se, atingiu a quantos dentre os caldeus se encontravam perto da fornalha (� Aos tr�s jovens, por�m) o fogo (�) nem os afligiu nem lhes causou qualquer inc�modo. Ent�o todos os tr�s, a uma s� voz, puseram-se a cantar, glorificar e bendizer a Deus no meio da fornalha"(�)

"Ent�o o rei Nabucodonosor ficou perturbado e levantou-se �s pressas, (�) aproximou-se da abertura da fornalha acesa e, tomando a palavra, clamou: �Sidrac, Misac e Abd�nago, servos do Deus Alt�ssimo, sai para fora e vinde!� Ent�o Sidrac, Misac e Abd�nago sa�ram do meio do fogo. Os s�trapas, os magistrados, os governadores e os conselheiros do rei acorreram logo para ver esses homens: o fogo n�o tinha exercido poder algum sobre seus corpos, os cabelos de sua cabe�a n�o tinham sido consumidos, seus mantos n�o tinham sido alterados, e nenhum odor de fogo se apegara a eles. Exclamou ent�o Nabucodonosor: �Bendito seja o Deus de Misac, Sidrac e Abd�nago, que (�) libertou os seus servos, os quais, confiando nEle, desobedeceram � ordem do rei e preferiram expor seus corpos a servir ou a adorar qualquer outro deus sen�o o seu Deus (�) N�o h� outro deus que possa libertar dessa maneira!�" (Dn 3,13-24.45-51.88.24bis-29bis).

Bem claramente aparece o conceito b�blico nesse exemplo. O fogo conserva suas propriedades, sua energia t�rmica e combustiva. Os jovens n�o S. consumidos pelo fogo porque interv�m o poder de Deus. Inclusive outro trecho da mesma passagem apresenta um Anjo personificando a Deus, e brisa de orvalho simbolizando o poder divino: "O Anjo do Senhor desceu para junto deles na fornalha e expeliu para fora a chama do fogo, fazendo soprar, no meio da fornalha, um como vento de orvalho refrescante" (Dn 3,49s).

*** Escreve Saintyves, um dos primeiros l�deres e dos mais prestigiados pelos modernistas, antigos e de hoje: "Se admitimos que o livro de Daniel � um livro hist�rico, faltaria estabelecer que este livro � verdadeiramente de Daniel (claro que n�o; � que Saintyves n�o sabe que a maioria dos livros b�blicos foram escritos "segundo" os autores citados, segundo v�rias fontes �s vezes, das quais a principal remonta ao autor citado), o que � fortemente contestado pelos cr�ticos. A este contempor�neo de Ant�oco Epifanes que se fez passar (?) por contempor�neo de Nabucodonosor, estamos portanto no direito (?) de contest�-lo quando conta a hist�ria dos tr�s jovens na fornalha (�) Acreditar hoje que os cinco livros ditos de Mois�s S. realmente dele (claro que n�o! Quem n�o sabe disso?) n�o seria menos rid�culo que defender a autenticidade dos escritos atribu�dos a orfeu ou �s musas. Mas ent�o como garantir a historicidade das maravilhas do G�nesis e os milagres do �xodo?"60.

� Muito c�modo. E realmente rid�culo. Por algum detalhe discut�vel, por poucos detalhes todos perif�ricos e completamente acidentais, facilimamente esquec�veis ou confund�veis pelos autores b�blicos precisamente porque S. detalhes acidentais, os modernistas passam a negar o fato substancial, impressionante, inesquec�vel!

� No volume 3 discutiremos o tema da historicidade dos fatos b�blicos. As pequenas dicas que nos volumes 1 e 2 vamos soltando S. s� para� poder passar adiante. Na realidade os modernistas negam o fato n�o por causa dos detalhes; negam por preconceito contra todos e contra qualquer milagre. Sem estudar os fatos. Pelo mesmo "motivo", seriam tamb�m lendas todos os casos an�logos posteriores!

Amplo Material � Como sempre, h� amplo material onde escolher. E h� v�rias modalidades de pirovasia supranormal ou de milagrosa invulnerabilidade ao fogo. Extracto agora a modalidade com refer�ncia especificamente a inc�ndios ou algum forno aceso, como nos tr�s jovens do Livro de Daniel, n�o de outros modalidades de pirovasia como, por exemplo, com refer�ncia a simples fogueiras, braseiros etc., embora sejam modalidades semelhantes.

O Mais Parecido. � Como se fosse o eco do caso com os tr�s jovens do livro de Daniel. Durante a persegui��o do imperador Adriano, um dos seus comandantes, Aureliano, mandou que lan�assem na fornalha o jovem papa S. Alexandre, de apenas 30 anos. Junto com o papa foi lan�ado � fornalha ardente S. Evencio, de 80 anos. Os dois santos, desafiando o tirano e seus �dolos, passeavam no meio das enormes chamas da fornalha completamente ilesos e aclamando a Jesus Cristo. Perto do forno estava em p�, preso tamb�m por ser crist�o, esperando o momento do seu mart�rio, o jovem S. Te�dulo. O papa S. Alexandre gritou-lhe em alta voz: "Vem, meu irm�o, vem connosco. O Anjo (s�mbolo do poder divino) que passeava com os tr�s hebreus est� connosco, Ele reserva um lugar para ti". Como resposta, S. Te�dulo se arrancou dos seus guardas e pulou r�pido na fornalha. Os tr�s santos ent�o passeavam cantando hinos de louvor a Deus. A raiva do aloucado tirano explodiu ao m�ximo: mandou os tr�s crist�os sa�rem da fornalha. S. Evencio e S. Te�dulo foram decapitados; e o papa S. Alexandre, com unhas de a�o, foi esquartejado at� morrer61.

� Tamb�m em outros muitos casos os elementos da natureza, como o fogo e o veneno, pelo poder divino respeitaram os santos; e Deus "respeitou" a liberdade e ac��o directa dos algozes, e assim os santos alcan�aram a gl�ria de morrer pelo seu Senhor que antes dera a vida por todos os homens.

Um Modelo de Const�ncia � S�culo II. S. Victor de Damasco foi levado ao tribunal de Sebasti�o por ser crist�o. Recusando-se a adorar os �dolos, come�aram as ferozes torturas. Quebraram os dedos. Esfolaram largos peda�os do epit�lio. Obrigaram-no a beber mortal veneno, que nada lhe prejudicou. Arrancaram nervos e tend�es do seu corpo. Empurraram garganta abaixo cal e vinagre. Arrancaram seus olhos. Deixaram-no pendurado de cabe�a para baixo numa �rvore durante tr�s dias.

Por fim recorreram ao fogo, como �ltimo argumento contra sua invenc�vel const�ncia na f� e adeS. a Cristo. Ducha de �leo fervendo. Tochas ardendo aplicadas por todo o corpo. Para acabar de uma vez com o m�rtir, jogaram-no a um forno ferozmente acesso. Tr�s dias ap�s, quando abriram o forno, os algozes descobriram que S. Victor n�o havia sofrido literalmente nada. Pelo contr�rio, sarara de todas as les�es sofridas anteriormente!

� por tudo isso que � chamado S. Victor, isto �, santo vencedor62.

[continua]

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