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FATOS SUPRANORMAIS �
Diz a B�blia: "Apascentava Mois�s o rebanho (�) e chegou � montanha de Deus, a
Horeb (ou Sinai, em outra nomenclatura). O Anjo de Iahweh (o pr�prio Deus) lhe
apareceu numa chama de fogo, no meio de uma sar�a. Mois�s olhou, e eis que a
sar�a ardia no fogo, e a sar�a n�o se consumia. Ent�o disse Mois�s: �Darei uma
volta, e verei esse fen�meno estranho, porque a sar�a n�o se queima� (�) E Deus
o chamou do meio da sar�a. Disse: �Mois�s, Mois�s (�) N�o te aproximes daqui;
tira as sand�lias dos p�s porque o lugar em que est�s � uma terra santa�. Disse
mais: �Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abra�o, o Deus de Isaac e o Deus de
Jac�. Ent�o Mois�s cobriu o rosto, porque temia olhar para Deus" (Ex 3,1-6).
*** Como qualquer iniciante nos estudos de parapsicologia sabe, a telergia ou o ectoplasma pode cobrir, inclusive sem contato, uma flor ou a planta toda, e arder, pirog�nese, sem que arda a planta. A fotog�nese, uma luz intensa ao redor da flor ou da planta, tamb�m poderia dar a impresS. de arder sem consumir. Estes fen�menos parapsicol�gicos naturais l�gicamente n�o os podia entender Mois�s. Perfeitamente poderiam ser sinal (providencial) de Iahweh. "O que se pode explicar por menos�" � N�o se pode. Qualquer iniciante nos estudos de parapsicologia sabe que todos os fen�menos paraf�sicos exigem a presen�a do ps�quico que exterioriza a telergia ou ectoplasma. Ora, a B�blia parece dar a entender que a sar�a ardia � dist�ncia de Mois�s, e depois � que se aproximou para examinar melhor. Mas isto � discut�vel� � Em todo caso, a emisS. de telergia sup�e um estado alterado de consci�ncia. E certamente esse estado n�o se coaduna com a reflex�o e equil�brio de Mois�s, como � apresentado. Werner Keller, pr�mio Nobel em literatura, adere � explica��o da sar�a ardente sem se consumir identificando-a com alguma planta da regi�o. S. duas hip�teses. Keller considera mais l�gica a hip�tese do dr. Smith: "Sup�e ele que a �chama de fogo� poderia ser muito bem a rama vermelho-carmesim do visco em flor, Loranthus accaciae, que cresce por toda parte na Terra Santa e no Sinai em diferentes moitas e pequenas �rvores espinhosas (que teriam sido confundidas com sar�as) da fam�lia das ac�cias. Quando esse visco est� em plena flora��o, a moita parece envolta em fogo devido �s suas cores vermelhas e ardentes"(?)49. *** Nem precisa dizer que imediatamente os racionalistas, com os modernistas atr�s, aderiram a esta explica��o. E esgrimem o ad�gio, ali�s evidente: "O que se pode explicar por menos (naturalmente) n�o se deve explicar por mais" (supranormalmente). � Mas n�o se pode explicar assim. � completamente absurdo imaginar que Mois�s n�o conhecesse essa planta, "que cresce por toda parte na Terra Santa e no Sinai". E que tamb�m n�o a conhecessem os escritores e leitores hebreus da B�blia. E Mois�s viu e voltou para observar melhor. Um fen�meno t�o perfeitamente observ�vel e conhecido n�o seria surpreendente nem sinal de coisa alguma. A segunda hip�tese parece menos prov�vel a Werner Keller: "Um perito em bot�nica da B�blia, dr. Harold N. Moldenke, administrador e curador do Jardim Bot�nico de Nova York, escreve a respeito: �Entre os comentadores que julgam ter encontrado uma explica��o natural, pensam alguns que o fen�meno da sar�a que ardia e n�o se consumia pode ser explicado por um tipo de planta de g�s, ou fraxinela, a Dietamnus Albus L. � uma erva grande de um metro de altura, com pan�culas de flores cor de p�rpura. A planta toda � coberta de min�sculas gl�ndulas oleaginosas. Esse �leo � t�o vol�til que se evapora continuamente, e a aproxima��o duma chama descoberta causa uma inflama��o s�bita� (�) O fen�meno da sar�a ardente existe, pois, na natureza, literalmente, em plantas com um grande conte�do de �leos vol�teis. O naturalista alem�o dr. M. Schawabe comprovou em repetidas observa��es a inflama��o espont�nea. A mistura de g�s e ar inflama-se algumas vezes por si s� no calor intenso e no ar parado, ficando o arbusto intacto"50. *** "O que se pode explicar por menos�" � N�o se pode. Esta segunda hip�tese, que Kelller considera menos prov�vel, na realidade seria menos desrespeitadora, sem deixar de s�-lo, com a sagacidade e capacidade de observa��o de Mois�s. Com a intelig�ncia extraordin�ria que Mois�s demonstrou ter, que volta expressamente para observar o fen�meno, de modo nenhum ia ser ele mesmo a causar o fen�meno com sua tocha acesa sem perceb�-lo. Se ardeu espontaneamente, pelo excesso de calor, de nenhum modo se surpreenderia de que o g�s ardesse a alguma dist�ncia da pr�pria folha sem que esta se queimasse. De nenhum modo tomaria o fato como mais que curioso dando-lhe nada menos que a categoria de sinal de Iahweh. *** Que, como querem os modernistas, fosse utilizado pelo pr�prio Iahweh como Seu sinal� � �um fato t�o corriqueiro e normal, raia a blasf�mia. *** De novo s� restaria aos racionalistas e modernistas a fuga. A sar�a que arde e n�o se consome seria uma lenda, nem existem nem podem existir tais fatos� � A realidade � que existem muitos. N�o s� de pirog�nese e aparente pirovasia como os aludidos e bem conhecidos por qualquer iniciante nos estudos de Parapsicologia. E n�o s� sobre uma planta, insens�vel. O pr�prio sens�vel corpo humano arde sem se consumir nem ser minimamente afetado. � a modalidade agora selecionada. FALSO SINAL � � muito conhecido que em muitas culturas certos iniciados passam, rapidamente, com os p�s descal�os sobre carv�es acesos. Os m�gicos tamb�m costumam reproduzir este e outros fen�menos de aparente pirovasia. Pura t�cnica, quando n�o truque em tudo ou em parte. Os kahunas, da Polin�sia, talvez sejam o povo que guarda os mais antigos segredos de truques e t�cnicas. Na sua ignor�ncia, por outra parte, n�o sabem que muitos desses segredos S. conhecidos por outros grupos de charlat�es e falsos magos � n�o h� magia verdadeira. E na sua ignor�ncia n�o sabem, nem adivinham!, que todos esses segredos S. perfeitamente conhecidos pelos bons m�gicos e parapsic�logos � todo bom parapsic�logo deve ser tamb�m profundo conhecedor de m�gicas. A respeito dos kahunas escreve Max Freedom Long, um� esot�rico � pois ao longo dos seus escritos mistura um pouco de ci�ncia e sagacidade com consider�veis doses de desconhecimento e mesmo charlatanice; e por isso mesmo � muito paparicado pelos esot�ricos e supersticiosos: Os kahunas "disseram que a religi�o deles (n�o � religi�o, � pura invencionice e mentalidade m�gica) era a �nica verdadeira e que o passeio sobre o fogo provava isso (?!). Disseram tamb�m que nenhuma outra f� religiosa possibilita aos devotos andar por sobre o fogo (� claro que a religi�o n�o ensina truques e t�cnicas). O que eles queriam que eu acreditasse era que o deus deles guardava os p�s dos puros e dos sagrados para que n�o se queimassem. Os que ainda n�o eram suficiente e completamente puros sairiam queimados"51. � Em outra oportunidade falaremos da pirovasia. Agora basta uma observa��o: que milagre � esse que quando algu�m, por mais "puro e sagrado" que seja, diminui a velocidade ou trope�a est� "liquidado"? Um exemplo concreto referido pelo pr�prio Long (os par�nteses, como sempre, S. meus): ISSO N�O � SUPRANORMAL! � "Um velho, muito fraco e muito encurvado, havia entrado no fogo (brasas vulc�nicas um tanto endurecidas, mas ainda fumegantes; desafio todos esses "puros": se fossem chamas, que demorasse meio minuto para ser atravessado, ningu�m sobreviveria). Suas m�os estavam estendidas para o alto, como implorando aux�lio. Depois dos primeiros passos (que t�m de ser r�pidos!), ele come�ou a vacilar. Continuou hesitante, saltou no ar (estava abrasando-se, por falta de velocidade!), afocinhou de maneira selvagem e caiu de uma vez (e, claro, se n�o fosse socorrido imediatamente, morreria: desafio de novo a todos esses "puros"). No mesmo instante, assistentes munidos de longos ganchos � guisa de dragas (eles n�o S. "puros" nem quando pretendem salvar a vida de outro "puro"?) postaram-se � beira do braseiro. Trabalhavam freneticamente rolando o corpo fumegante para fora. Dragaram-no perfeito, mas com brasas aderindo � carne queimada. Uma jarra de �gua foi derramada sobre o corpo ainda em forma. Levantaram-no depois, carregando-o prontamente" (tudo in�til). � "�Estava morto antes que o tirassem� � disse uma voz grave � altura do meu cotovelo". � "E eu comentei sorrateiramente (referindo-se aos outros "puros" que, evidentemente, n�o podiam diminuir a velocidade, para socorrer o companheiro ca�do�): �E n�o pararam�, continuam sempre��"52. � Quando o corpo "arde", quando o fogo alcan�a o corpo, ainda que por poucos segundos, queima, consome, mata� Isso � bem normal. [Continua] - *******************************************************************
Fernando De Matos: [EMAIL PROTECTED] [EMAIL PROTECTED] [EMAIL PROTECTED] ICQ#26750912 [EMAIL PROTECTED] Centro Latino-Americano de
Parapsicologia - Portugal�
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