Viva!

Eu j� respondi a uma mensagem similar do amigo sobre o assunto "que � a mediunidade", se n�o estou em erro. No entanto, se fizer-se um estudo criterioso da pseudo-religi�o, nomeadamente o estrup�cio conglomerante, mas despuzzlezeante da new-age e, mais particularmente, do esp�ritismo, pomo culminar da cegueira supersticiosa e minado � partida por si mesmo, por acient�fico, comparativamente com a religi�o cat�lica, at� o mais aprimorado ateu, agn�stico, etc, sendo consciencioso em seu arb�trio, se inclinar� para esta �ltima pela sua seriedade.

A Parapsicologia � um instrumento como os demais ramos cient�ficos que concorrem para o conhecimento do ser humano da realidade, como tal, � natural o puxa-saco pelas diferentes perspectivas doutrin�rias. E s� quem tiver olhos para ver ser� um vision�rio, um g�neo, no meio de tantos que n�o v�m, mesmo sem serem cegos, que infelizmente n�o os desculpabiliza, pelo contr�rio os agrava...

E como o Juan j� exp�s em algumas das suas mensagens, que no meu ver complementam a id�ia, n�o vou prolongar uma discuss�o est�ril e, sim, vou dentro do meu escasso conhecimento no assunto falar sobre o sugerido PMIR. (RPP n.� 59, pg. 5; e 54, pg. 13, "6-Onde se quer chegar?")

PMIR: Sigla de Psi Mediated Instrumental Response, que corresponde em portugu�s a Resposta Instrumental Mediada por Psi (Rex Stanford, 1990). Trata-se de um modelo t�cnico para um desempenho n�o intencional de PSI por parte do AGENTE, bem aceite pelas sua pragmaticidade e verificabilidade. Ou seja, postula que o ser humano rastreia o meio ambiente � procura de informa��es que possam ser �teis para a satisfa��o das suas necessidades psicol�gicas e biol�gicas. Essas informa��es levariam a respostas instrumentais, i. e. a tomadas de atitude, p. ex. como mudan�a de caminhos habituais para evitar acidentes, ou para encontrar algu�m. Por outras palavras, Stanford sustenta que PSI � uma fun��o psicofisiol�gica INCONSCIENTE a servi�o da adapta��o ou, em �ltima inst�ncia, SOBREVIV�NCIA. Assim, estar�amos a utilizar PSI sempre que necess�rio, sem nos darmos conta disso. Vide ENSP.

ENSP: Significa Evolution's Need Serving Psi, i. e. Psi Servindo as Necessidades da Evolu��o. Modelo de Robin Taylor que enfatiza o modelo da PMIR, apontando a PSI como uma habilidade natural usada para maximizar o bem estar biol�gico do organismo ou conferir-lhe uma vantagem evolutiva, em que actuaria, n�o de forma conscientemente dirigida por parte do indiv�duo, na recolha de informa��o, parcialmente no meio ambiente, que sirva �s necessidades e postulando quatro hip�teses: 1) Seria mais relevante para est�mulos que modificam o bem estar do organismo biol�gico, como evitar um perigo, encontrar um amigo, alimento ou abrigo; 2) Agiria provavelmente mais para est�mulos importantes ao bem estar dos membros da fam�lia; 3) � mais �til e vis�vel em situa��es imprevis�veis; 4) O n�vel de confus�o PSI do ambiente aumentar� se este for menos previs�vel e diminuir� se for mais previs�vel. Assim, pressup�e-se que as experi�ncias mais favor�veis s�o as de pressentimento e os estudos de testes de mecanismos de defesa, o que implica uma incid�ncia para o incrementar de resultados de estudos que se prop�e a treinar o desenvolvimento PSI.(RPP n.� 59, pg. 5)

Pode-se ainda ler na mesma RPP n.� 54, pg. 13: "Existem outros modelos que priorizam os processos cognitivos relacionados a PSI. Um dos mais importantes � o Modelo de Processamento de Informa��es, de Harvey Irwin (1979). Irwin prop�e que tra�os de mem�ria correspondentes a informa��es enviadas pelo agente seriam evocadas no processamento das informa��es oriundas da ESP.
Este processamento dar-se-ia em tr�s est�gios, todos a n�vel inconsciente:
a) padr�o de reconhecimento;
b) codifica��o sem�ntica e
c) an�lise sem�ntica.
Um aspecto importante neste modelo � a no��o de capacidade de processamento. Sup�e-se que essa capacidade seja limitada. Assim, se o psiquismo estiver ocupado com algum processamento importante, as demais informa��es dever�o esperar, correndo o risco de serem perdidas."
Ao contr�rio dos dois modelos anteriores, este peca por car�ncia de comprova��o emp�rica, sendo o modelo PMIR o mais bem aceite, discutido nos �ltimos 20 anos e o que apresenta mais dados emp�ricos.
 
Psi-Sauda��es
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   Fernando De Matos:
ICQ#26750912
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 Centro Latino-Americano de Parapsicologia - Portugal�
             http://www.terravista.pt/Mussulo/1287/
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----- Mensagem original -----
Enviado: Sexta-feira, 5 de Maio de 2000 5:41
Assunto: [CLAP-PT] � lament�vel

Mais uma vez sou obrigado a presenciar desta vez por meio da Internet,
Esta lament�vel situa��o, o uso da Parapsicologia , como arma Religiosa por um Lado espir�tas, por outro cat�licos,  onde fervorosos em  defender suas doutrinas esquecem do respeito, onde est� realmente o lado espiritual nestes desagrad�veis fatos.
 
A Parapsicologia � Ci�ncia por isso devemos trat�-la como tal, 
Estudar,  pesquisar e Publicar, e n�o ficar dando opini�es sem saber o que est� falando, ou apenas repetir o que outros disseram.
 
J� sabemos que todos os fenomenos pesquisados, que antes eram considerados interven��o de algum espir�to, j� � mais que explicado que � um fenomeno humano (PSI), isso n�o quer dizer que n�o possa existir tal interven��o, s� que nos casos estudados at� hoje n�o houve interven��o nenhuma, casos estudados por pesquisadores s�rios.
Mas devemos respeitar nossos amigos esp�ritas, n�s como pesquisadores temos o dever de explicar para eles tais fenomenos, mas n�o temos o direito de for��-los a isso, se querem continuar acreditando que continuem nossa parte j� fizemos.
 
Tenho uma proposta a fazer aos amigos da lista, vamos discutir,como se d� o processo de tais fen�menos.
Para abrir a discuss�o vamos debater sobre
a teoria de PMIR de - REX STANFORD.
 
Um abra�o a todos
 
Edson Konioshi
 

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