V�rios casos em Anaya

EM AUS�NCIA Hosn Mohair tinha 24 anos em 1950. Nesse ano se abria o t�mulo e encontraram completamente incorrupto o cad�ver de S. Charbel Makhluf, em Anaya (L�bano).

A jovem Hosn Mohair, com terra e �gua que lhe trouxeram do t�mulo de S. Charbel, fricciona a perna doente. At� ent�o caminhar fora sempre para ela um tormento, um mancar violento e desajeitado. De nascen�a uma das pernas era notavelmente mais curta do que a outra.

Hosn Mohair n�o era cat�lica, sen�o da seita drusa. Mas ela invoca com f� a intercesS. do famoso monge cat�lico, e instantaneamente as duas pernas ficaram exatamente do mesmo tamanho e igualmente fortes, com grande surpresa dos m�dicos e de toda sua cidadezinha, Chuaifat, onde muitos drusos se converteram ao catolicismo, e outros ao menos reconheceram o milagre e testemunharam no processo de canoniza��o de S. Charbel39.

CINCO CENT�METROS "Eu, abaixo assinado Akel Jos� Wakim, de Djeidat El-Maten, de 25 anos de idade, declaro que em 1939 andando de bicicleta (�) sofri um acidente, ficando com uma grande ferida na cabe�a, uma dupla fratura na perna e outra no joelho esquerdo (�) Depois de ficar tr�s meses internado, abandonei o hospital (�) Contudo, a minha perna ficou r�gida desde as cadeiras at� o tornozelo, n�o sendo poss�vel dobr�-la, ficando quase que impossibilitado de andar (�), caminhava com uma perna r�gida, n�o sendo poss�vel me abaixar ou ajoelhar, tendo ainda que usar um suporte especial, pois minha perna tinha ficado 5 cent�metros mais curta".

"Ouvindo falar dos milagres do pe. Charbel, fui a Anaya, cheio de f� e de confian�a na intercesS. do Servo de Deus" (�) Dirigimo-nos ao sepulcro do pe. Charbel, onde rezamos com grande fervor (�) Minha m�e passou a sua m�o sobre o sepulcro do Santo, e logo friccionou a minha perna enferma".

"Meia hora depois entraram os frades trazendo em procisS. uma imagem da Sant�ssima Virgem, entoando c�nticos em Seu louvor. Neste momento senti como uma esp�cie de c�cegas muito fortes na minha perna, e quando se retiraram os frades percebi que podia ajoelhar-me sem sentir mais nada (�) Percebi tamb�m que a minha perna, que permanecera im�vel durante 10 anos, tinha recuperado a sua natural mobilidade" (O aspecto sinal est� clar�ssimo: Deus faz o milagre em honra e pela intercesS. de S. Charbel, justo no momento em que se invoca nas ladainhas a Medianeira de Todas as Gra�as).

"Desde ent�o posso andar e pular como os demais, e a minha perna enferma tinha recuperado seu tamanho normal. Estava totalmente curado"40.

O ministro das finan�as do L�bano, dr. Emile Lahud, criminalista egr�gio, e por outro lado c�tico "livre--pensador", queixava-se ao presidente da rep�blica, dr. Bechara El-Khoury, desse "fen�meno de supersti��o que est� tomando conta do povo". O presidente encarregou-o de visitar Anaya e trazer-lhe a verdade com vistas a poss�veis provid�ncias.

O ministro chega a Anaya no momento em que eram maiores os clamores da multid�o e o repicar dos sinos: O ministro encontrou precisamente Akel Jos� Wakim, o manco que ele conhecia e que agora est� pulando e chorando de j�bilo, porque instantes antes havia sido plenamente curado. O "livre-pensador" ministro dr. Emile Lahud, impressionado profundamente, proclama sua f� cat�lica l� mesmo. Outros o imitam. Convers�es e confiss�es se sucedem numerosas41.

O milagre da cura de Akel Jos� Wakim foi verificado, analisado e aprovado para o processo de beatifica��o do pe. Charbel Makhluf42.

DEZ CENT�METROS Juliette Ibrahim Naser, de Tr�poli, nasceu com as pernas desiguais. Quando tinha dois anos sofreu uma opera��o cir�rgica realizada pela equipe do dr. Abdel-Latif Bissar. Ficou em cama seis meses, e por fim o m�dico reconhece que a opera��o fracassara.

Faz outra opera��o. Mais seis meses de cama. E nova constata��o de malogro. O esfor�ado cirurgi�o prop�e fazer um terceiro intento, mas a m�e da menina recusa.

Levam ent�o a menina ao c�lebre cirurgi�o franc�s dr. Fruchot, que operava em Beirute. O m�dico, ap�s demorada an�lise, diz que poderia fazer uma cirurgia somente para que o mal n�o piorasse, mas que n�o podia de maneira nenhuma garantir progresso. Nessas circunst�ncias, os pais recusam. A diferen�a entre as pernas j� era de dez cent�metros!

Passam os anos. Juliette ouve e l� sobre os milagres que Deus realiza no t�mulo do pe. Charbel Makhluf. Em 5 de maio de 1950, j� com 30 anos, decide ir a Anaya. N�o obt�m �xito nenhum.

Nova peregrina��o 15 dias depois. Nada.

Terminado o dia, recusou-se a deixar a hermida e convento, com a fam�lia. Dormiu l�. Queria ficar perto do t�mulo do pe. Charbel. Aquela noite, �s 3 da madrugada, participou com os monges de uma ladainha em honra de Nossa Senhora e M�e. Sentiu um tremor e dor violenta em todo o corpo. E logo ajoelhou-se normalmente, o que antes n�o podia fazer.

Ficou com medo, pensando que fosse a febre tif�ide e que n�o poderia voltar logo a Tr�poli. Come�ou a chorar. Assustada com a nova doen�a de que pensava padecer, exclamou em voz alta de forma que todos a puderam ouvir: "Por favor, padre Charbel, estou satisfeita como era. Deixa-me voltar � minha fam�lia como estava. E cura esses doentes ajoelhados diante de ti."

Nesse momento, em 21 de maio de 1950, Juliette Ibrahim Naser, perante o t�mulo do hoje S. Charbel Makhluf, � vista de todos, teve uma das pernas crescida e se robustecida instantaneamente, ficando exatamente igual � outra. Estava perfeitamente curada43.

DUAS IRM�S EM LOURDES � Lucie Renauld foi a Lourdes em agosto de 1891. Certificado m�dico: "Atrofia muscular da perna esquerda, seq�ela de uma paralisia infantil". A perna esquerda n�o s� era mais curta, sen�o tamb�m mais magra. Para caminhar usava um sapato especial com um salto 3 cent�metros mais alto que o da perna direita.

Ao sair da piscina de Lourdes, no dia 24 de agosto, todos constatam que as duas pernas eram exatamente do mesmo tamanho e da mesma espessura!

Ap�s as verifica��es no Bureaux, todos v�em que a jovem Lucie sai mancando! Mas mancava para o lado direito, porque cal�ara os sapatos e o do p� esquerdo tinha uma sola tr�s 3 cent�metros mais alta. Um m�dico e o enfermeiro acompanham a jovem para igualar os saltos, e a jovem agora j� caminha perfeitamente.

A doen�a de que t�o maravilhosamente sarara Lucie num instante era heredit�ria na sua fam�lia. Um ano mais tarde sua irm� Charlotte, animada pelo exemplo de Lucie, decide acompanhar a peregrina��o nacional a Lourdes para suplicar � M�e Celeste.

O dr. Monnier, cirurgi�o do Hospital Saint-Joseph, de Paris, acabava de desaconselhar, no dia 12 de julho, qualquer tratamento m�dico para Charlotte, v�tima de doen�a id�ntica � de sua irm� Lucie, com a �nica diferen�a de ser na perna direita: 3 cent�metros mais curta, atrofia muscular.

Desce mancando na piscina, e nota, quando sai, que suas pernas S. do mesmo tamanho e espessura. Coloca seus sapatos, e� n�o pode caminhar perfeitamente porque o sapato da direita tem uma forte placa de corti�a de 3 cent�metros de altura.

Ap�s as verifica��es em Lourdes, o dr. Monnier toma em Paris todas as precau��es para n�o cometer nenhum erro: "Fizemos deitar a jovem e colocamos as duas sali�ncias, os dois quadris absolutamente no mesmo plano". Embora tenha 18 anos, Charlotte cresceu em altura geral ap�s o dia 12 de julho entre 2 e 3 cent�metros, mas se produziu nela algo maravilhoso: "fora de todo estado m�rbido, um alongamento do membro inferior direito que ultrapassa entre 28 e 29 mil�metros o crescimento normal do membro inferior esquerdo". Em conseq��ncia: "Todo tra�o de raquitismo havia desaparecido".

Em ambas as irm�s, Lucie e Charlotte Renauld, a claudica��o, que durava desde que tinham 4 anos de idade, e a conseq�ente atrofia, quando cada uma atingiu a idade de 18 anos, desapareceu radicalmente num instante em Lourdes.

Os especialistas de Lourdes consideraram milagrosas as duas curas. O eminente cirurgi�o do Hospital Saint-Joseph, de Paris n�o p�de menos que as declarar "absolutamente extraordin�rias"44.

Em todos os casos citados, an�logos ao de Pierre De Rudder, estamos frisando o crescimento, ou "nascimento", ou "cria��o"� instant�nea de por��es de osso. Mas o leitor refletir� tamb�m sobre o "nascimento" instant�neo dos m�sculos, dos nervos, da pele�

"OUTRA FOR�A", TRANSCENDENTE � E poder�amos citar outros muitos fatos do mesmo tipo.

*** "O fato da cura de Pierre De Rudder n�o pode ser verdadeiro�"

� S. fatos. Hoje, ao menos se espera de quem queira chamar-se cientista, a parapsicologia exige, que se aceitem os fatos, que se olhe a realidade, sem preconceitos.

*** S� "plenamente curada"? S� "absolutamente extraordin�rio"? Naquele ambiente originado na famosa pol�mica sobre os milagres e que lamentavelmente ainda � alentado pelos te�logos modernistas, � claro que alguns m�dicos s� v�o a acrescentar "cura completamente inexplic�vel nos nossos conhecimentos atuais", ou frases outras igualmente sem compromisso.

� Hoje, por�m, o cientista, perante a realidade, n�o pode admitir reparos sem abertamente sublinhar a frase de um diretor de uma cl�nica especializada em ortopedia: "A enfermidade descrita em Ang�lica Morel (� e tantos outros casos), que tal deforma��o se tenha normalizado em oito dias, � de fato um milagre"45.

� Isso � o que entendemos por milagre. E como milagres indiscutivelmente foram considerados estes fatos pelos maiores e mais conscienciosos e meticulosos especialistas consultados em Oostakker, em Lourdes, em Anaya, nos processos de canoniza��o�

*** "� porque seria um bofet�o em todas as leis da biologia e da patologia".

� Por que as testemunhas e os especialistas os consideram milagres? Porque honestamente compreendem com toda clareza que nenhuma lei da biologia ou da patologia, nenhuma for�a da natureza pode explicar esses fatos.

Para que uma fratura sare naturalmente deve formar-se uma fin�ssima camada cartilaginosa em ambas as extremidades dos fragmentos do osso quebrado. Embaixo desses estratos cartilaginosos v�o-se formando vasos capilares destinados a levar sais ou fosfatos de c�lcio, necess�rios � crosta que se forma pouco a pouco nas superf�cies quebradas do osso. Os estratos cartilaginosos, superpondo-se continuamente, em ambos os fragmentos do osso, terminam por encontrar-se, por unir-se. Fica assim formado o que se chama calo �sseo.

Mas como inicialmente esse calo �sseo � muito mole, e seria incapaz de suportar, sem destruir-se, o peso do corpo, tem de ir se solidificando cada vez mais, sempre por meio da incrusta��o, � base de dep�sitos de fosfato de c�lcio, subministrado pelo sangue.

O sangue se abastece desse fosfato no intestino delgado, que por sua vez o extraem dos alimentos. Levemos em conta que � muito pouco o fosfato que t�m os alimentos. E a quantidade de fosfato de c�lcio dispon�vel ou em estado livre em todo o sangue circulante por todo o organismo de uma pessoa ao todo n�o ultrapassa um grama e meio.

Por outro lado, a quantidade de fosfato capaz de ser depositada nos fragmentos do osso quebrado depende tanto do n�mero de vasos capilares que o organismo tenha conseguido formar sob a cartilgem da ruptura como da quantidade de sangue circulante com sua m�nima carga de fosfato. Levemos tamb�m em considera��o que esses vasos capilares S., necessariamente e em todo caso, pequen�ssimos, oscilando seu calibre entre 5 e 20 milion�simos de mil�metro. Consideremos ainda que nos maiores capilares a velocidade de circula��o do sangue em pouco poder� superar 57 cent�simos c�bicos de mil�metro por segundo.

Basta o dito para compreender com clareza que necessariamente, no melhor dos casos, � pequen�ssima a quantidade de fosfato que se pode depositar: uma pequena fra��o de mil�metro c�bico por minuto. N�o � poss�vel que um ossinho quebrado, o mais fino imagin�vel, sare em uma hora, ou em um dia� Para a consolida��o, ent�o, de uma fratura, bem singela, dos largos ossos de uma perna, S. necess�rios ao menos 30 ou 40 dias.

Quatro ou cinco gramas de fosfato de c�lcio por mil�metro quadrado S. indispens�veis para a grossura ou altura de um calo �sseo e consolida��o que possa ag�entar o peso do corpo. Precisam-se entre 4 e 8 meses.

Tratando-se, ent�o, de uma fratura antiga, complicada, com chaga em supura��o, e se ainda faltam osso e o peri�steo� e se ainda se pretende que cres�a o osso para igualar-se com o da outra perna (caso fosse poss�vel, pois normalmente as duas pernas crescem na mesma propor��o)�, perdemos a capacidade de c�lculo do tempo que seria necess�rio.

Curar uma perna nessas condi��es, num instante, � certamente uma esp�cie de cria��o. Criar, s� o Criador pode. Sup�e um poder infinito. Por isso S. absurdas as disquisi��es dos modernistas.

*** Recentemente B. Weissmahr teria feito que os defensores do milagre beijassem a lona, nocauteados46. Pondo--se contra os te�logos que relutavam a tirar de Deus o papel exclusivo e imediato na produ��o do milagre, outros te�logos se empenharam em precisar corretamente (bem?) a maneira de Deus agir no mundo. Estaria superada a dicotomia: milagre se � a��o de Deus, n�o milagre se agem as for�as da natureza. Na realidade milagre n�o seria mais que uma acelera��o por Deus das for�as da natureza. Assim, t�o simples. Palavra da teologia moderna47.

� Que Deus providencialmente se sirva das for�as da natureza, "acelerando-as"� � verdade �s vezes. Embora no fundo tal generaliza��o modernista n�o deixe de ser uma rid�cula contradi��o. Essa acelera��o j� n�o seria natural. Seria no m�nimo uma "a��o conjunta": da natureza e especial a��o de Deus. Em alguns casos poder�amos nessa "acelera��o" ou "a��o conjunta" perceber o modo pelo qual Deus agiu.

� Mas e em outros muitos milagres, chamados "supra naturam" e "contra naturam"?

� Mesmo aqueles que mais se relacionam com as for�as da natureza, aqueles chamados "praeter naturam": a natureza pode realizar esse efeito, mas n�o dessa maneira, ou n�o t�o rapidamente� Como e de onde e com quanta preciS. consegue o organismo tantos materiais que n�o possui, para fabricar instantaneamente uma perna? � uma cria��o.

Do ponto de vista da defini��o de milagre, que at� agora � o ponto que frisamos, guardemos, pois, com preciS. esta caracter�stica essencial: no milagre age outra for�a, transcendente, de fora do nosso mundo.

[continua]

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   Fernando De Matos:
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