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Alguns fatos * S. Bernardo (1091-1053), abade de Claraval e doutor da Igreja, costumava recitar diante de um crucifixo uma tocante oração que o próprio santo compusera. Numa oportunidade, diante de numerosas testemunhas, o Crucificado soltou um dos Seus braços e abraçou terna e prolongadamente o santo abade. Os grandes historiadores, os Bolandistas, acrescentam: "Veneramos com muita admiração esta história, ancorada pelo testemunho digno de fé na sua grande origem"34. — Ora, isto simplesmente pode significar que os bolandistas consideram histórico o caso. Autoridade indiscutível. *** Mas… o prodígio foi supranormal? * Um fenômeno práticamente idêntico, e muito divulgado em milhões de santinhos, em muitos afrescos e quadros, em numerosas biografias, aconteceu em honra de S. Francisco de Assis (1181-1226). * Estando Santa Catarina de Ricci (1522-1589), doente e com muito sofrimento no seu leito, desejava beijar o crucifixo que venerava no seu quarto. Perante várias testemunhas, o grande crucifixo desprendeu-se da parede, atravessou o quarto até a cama (outro tipo de telecinesia, esta certamente explica-se naturalmente), e a imagem de Jesus, despregando da cruz Seus braços (esta telecinesia é que perguntamos se é supranormal), abraçou a santa com ternura. Aos gritos das testemunhas, logo chegaram todas as outras religiosas, que ainda viram a santa em êxtase (estado alterado de consciência, simplesmente: o natural não reage ao sobrenatural). A cela estava inundada em indescritível fragrância (osmogênese parapsicológica, como o leitor sabe). Agora a santa é que estava abraçada ao crucifixo35. * Maria "La Buena", como a chamavam os espanhóis em Zamora, prostrou-se aflita perante o crucifixo de tamanho natural que há no Mosteiro de Santa Maria. Todos viram o Crucificado despregar um braço e abraçá-la. Três dias depois a santa literalmente morria de amor36. * Santa Bonna de Pisa faz sobre si mesma o sinal-da--cruz, enquanto se inclina em reverência perante o crucifixo. Ao mesmo tempo o Crucificado por Sua vez desprende da cruz a mão direita, abençoa a santa e a corresponde com uma profunda inclinação de meio corpo e da cabeça37. * Em 1870, no dia 15 de setembro, no santuário de Soriano, Itália, uma estátua de Santo Domingos, perante algumas pessoas presentes, parecia mover-se muito claramente… Como se estivessse vivo. Determinaram que não se espalhasse a notícia, em benefício da melhor observação e para evitar sugestões tão fáceis na multidão. Ficaram vendo, verificando, comprovando durante toda a noite. E durante toda a manhã seguinte. Ao meio dia, a notícia vazou. Foi-se acumulando a multidão. Todos os habitantes de Soriano queriam ver. Inclusive todos os turistas, italianos e estrangeiros, que já estavam na cidade ou que acabavam de chegar para visitar o famoso santuário. A partir do meio-dia, durante mais de uma hora, a pesquisa ficou perturbada em meio a gritos e outras manifestações de entusiasmo e mesmo de histeria. Mas todos sem exceção, mesmo os mais céticos e os observadores mais isentos e treinados, viram várias vezes a imagem de madeira maciça, representando Santo Domingos, desprender-se das tábuas em que estava fixada e caminhar à direita, à esquerda, para frente e para trás: em forma de cruz. Levitada no ar um meio palmo. Ao mesmo tempo também desprendia o braço direito, abria a mão, e com o braço e mão direitos fazia perfeitamente o sinal-da-cruz abençoando o povo. Franzia a fronte e mexia as sobrancelhas. Abria e fechava "normalmente" os olhos. Sorria. Ficava sério. Voltava o rosto e fixava algum tempo o olhar na imagem de Nossa Senhora do Rosário. Passado algum tempo, com a cabeça fazia inclinações, sacudindo assim a auréola e a estrela metálica colocada na nuca, ao mesmo tempo que agitava a flor-de-lis que tinha na mão esquerda e agitava também a mão direita girando-a, movimentos claramente de despedida, indicando aos presentes que deveriam sair, como para deixar lugar a outros. *** Mitos…? — Total preconceito e suma ignorância dos racionalistas e modernistas, no referente à ciência de observação, aos fatos. *** Alucinação? — Um pouco, e em alguns espectadores, pode ser. Mais ainda, certamente teve de haver. Mas tudo e em todos é impossível. Após muito amplo e meticuloso inquérito, concluía muito bem o bispo de Mileto: "A iluS., alucinação, histeria, num tão grande número de pessoas seria um prodígio possivelmente até mais difícil de explicar que o prodígio em questão". *** Telecinesia? — Em alguns dos exemplos citados as relações, por muito resumidas nas coleções hoje mais acessíveis em que tomo os dados, não o afirmam expressa e destacadamente, mas é absolutamente evidente que as imagens, de madeira maciça, de gesso, de metal… não se quebraram. — As imagens, inclusive às vezes se dá a entender claramente, continuaram ilesas. — Às vezes se declara expressamente que ficaram mais veneradas pela devoção popular. Se os movimentos nas imagens houvessem sido telecinesias naturais, é claro que a telergia jamais conseguiria dobrá-las. E depois de novo endireitá-las! Haveria quebrado ou mesmo despedaçado a imagem. O "detalhe" não haveria sido, de maneira nenhuma, omitido em nenhuma relação. — Expressamente se diz às vezes que os movimentos foram repetidos. A telergia parapsicológica teria quebrado tudo no primeiro intento de movimento… — E movimento preciso. Ida e volta no mínimo! Onde existe tão… "milagrosa" telergia humana? Com referência à imagem de Santo Domingos, em Soriano, declara o bispo: "Considerando que não tem sido encontrada nenhuma explicação natural do fato; considerando as circunstâncias de tempo e lugar (…) que excluem toda outra explicação que não seja sobrenatural (…), invocado o santo nome de Deus, declaramos que no conjunto S. sobrenaturais e milagrosos os movimentos da estátua de Santo Domingos acontecidos no dia 15 de setembro de 1870 (…Assinado) Mileto, 11 de fevereiro de 1871"38. [continua] -
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Fernando De Matos: ICQ#26750912 [EMAIL PROTECTED] [EMAIL PROTECTED] Centro Latino-Americano de Parapsicologia - Portugal® http://www.terravista.pt/Mussulo/1287/ [EMAIL PROTECTED] ******************************************************************* |
