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E
OUTROS MUITOS CASOS — No século
XX. Sem sairmos de Lourdes. Limitando-nos à classificação: peritonite com
fístula, como no caso verificado por Alexis Carrel (isto é, além da cicatrização
e “antes”, há que eliminar a supuração, a infecção, o inchaço,
etc): * Srta. Maria Teresa Canin.
Peregrinação de Marselha. Havia onze anos sofria de progressivo mal de Pott
(tuberculose óssea) dorsolombar e de peritonite tuberculosa com fístulas
peritoneal e vaginal. Desenganada. Estado desesperador: caquexia (extrema debilidade). Colapso pré-morte. Sarou em Lourdes instantânea e plenamente durante a bênção com o Santíssimo Sacramento, dia 5 de outubro de 1947. Reconhecido como milagre em 6 de junho de 1952.27 * Jeanne Pelin, sra. Gestas.
De Bègles (Gironde). Desde 1943, peritonite com fístulas e aderências,
que se reproduzem em diversos lugares após e apesar de três intervenções
cirúrgicas. Nada acontece numa primeira
peregrinação a Lourdes, aonde foi levada só por insistência de uma vizinha, pois
ela não é praticante. Mas em Lourdes recupera a fé e começa a
rezar. No ano seguinte a situação se agrava notavelmente. A doente pede ser levada a Lourdes na Peregrinação Nacional de Nossa Senhora da Saúde. Cura na imerS. na piscina para os doentes em 22 de agosto de 1947. Reconhecido como milagre em 13 de julho de 1952.28 * Coronel da Infantaria
Colonial Paul Pellegrin, de Toulon. Após uma cirurgia por abscesso purulento no
fígado, sobrevém uma longa fístula subcostal direita com abundante supuração, e
resistente — pelo contrário, sempre mais grave — a toda terapêutica, inclusive
com penicilina e estreptomicina. Após 18
meses de sofrimento, peregrinação do Rosário a Lourdes. ImerS. na piscina. Nada
acontece. Também nada acontece no dia seguinte durante a Bênção com o
Santíssimo. Ao terceiro dia, volta à piscina: não sentiu nada. Mas quando voltou
ao hotel, e para sua surpresa pois de nada suspeitava, a esposa, cheia de
alegria, viu que o marido estava completamente curado. Era o 3 de outubro de
1950. Declarada cura milagrosa em
8 de dezembro de 1953. * Irmã Sainte Françoise, residente em Gaudechart.
Saram imediatamente em Lourdes várias fístulas procedentes da vesícula, por
complicações após uma cirurgia de tumor na bexiga. * Também sara em Lourdes a
Irmã Catharina. Fístulas na fossa ilíaca esquerda, pelas quais saíam as fezes e
pus, também após uma operação cirúrgica30. * Madalena Carini, de San Remo
(Itália). A tuberculose havia matado muitos parentes. Para Madalena tudo começou
em 1935, quando contava 10 anos de idade. Sucessivamente foi-se constatando que
sofria mal de Pott dorsal, tuberculose pulmonar e pleurite, peritonite
tuberculosa parietal e visceral, insuficiência coronariana (cardíaca). Em 1945 o
processo de peritonite plástica com aderências se localiza também ao nível do
pericárdio, conturbando ainda mais o funcionamento do coração. Com todas estas
dificuldades, Madalena cai em anemia perniciosa. Em 1947 a radiografia constata
ainda mais outra grave complicação: lesões de osteíte
tuberculosa. Dia 15 de agosto de 1948. Os
parentes assinam um termo de responsabilidade, porque os médicos desaconselham a
viagem como atentado à vida de Madalena. A doente, com 40 graus de febre,
desenganada, mas cheia de fé, participa de uma numerosa peregrinação a
Lourdes. Rezando o terço na gruta,
Madalena Carini sente um súbito calor, formigamento no peito e fortes batimentos
cardíacos. Essa ligeira crise é imediatamente substituída por uma indizível
sensação de bem-estar. Havia sarado de todas suas doenças e sumiram as fístulas e cavernas, assim
como a tumefação abdominal. Em 2 de junho de 1960, o então cardeal Montini,
futuro papa Pio XII, assinou o decreto de reconhecimento do milagre31. * Enfim, segundo estatística publicada pelo pe. Bertrin32, até 1913 os médicos do Bureau des Constations Médicales de Lourdes haviam considerado milagrosas 52 cicatrizações instantâneas, perfeitas e duradouras de feridas profundas. POR QUE AS CICATRIZAÇÕES INSTANTÂNEAS —
Todos os tipos de fatos supranormais derrubam todas as elucubrações do
determinismo absoluto. Não só os fatos do tipo ou classificação de cicatrizações
instantâneas. Temo-nos restringido unicamente às cicatrizações instantâneas (com
todos os outros pressupostos, inclusive a correspondente regeneração de tecidos
necessária para que a cicatrização seja perfeita), por serem elas as que
derrubaram o determinismo racionalista que o ambiente incutira em Alexis
Carrel. É claro que concretamente os
milagres de cicatrizações instantâneas que presenciou e estudou chamaram tanto a
atenção e converteram ao catolicismo o prêmio Nobel em fisiologia Alexis Carrel
precisamente porque, como todos os milagres, não têm absolutamente nenhuma
explicação natural. OBJEÇÕES FISIOLÓGICAS? — Mas os racionalistas, pelo preconceito, não
raciocinam. Ou simplesmente deturpam, como também os modernistas antigos. E os
modernistas de hoje repetem como papagaios as conclusões, sem nem sequer
conhecer os falsos argumentos, sem suspeitar do disparate que estão
repetindo. *** Um bom parapsicólogo em
outros temas, Robert Tocquet, no tema do milagre irrefletidamente repete e
resume uma objeção aparentemente muito científica (?) dos
racionalistas: *** “Em suma, quais S. as dois
caracteres primordiais e específicos que caracterizam as curas que parecem inexplicáveis
simplesmente por um mecanismo sugestivo? (…) De uma parte um processo de
recomposição dos tecidos (…), e de outra parte a instantaneidade, ou melhor, a
grande rapidez deste processo. Ora (…) S. fenômenos bem conhecidos em biologia:
consistem na reconstrução de uma parte de um órgão após ele haver sido
destruído. Esta faculdade varia consideravelmente segundo os diversos grupos de
animais. De uma maneira geral, vai diminuindo gradualmente à medida que se sobe
na escala dos seres, mas não está
ausente no cume da escala zoológica, isto é nos pássaros e nos mamíferos (onde se
incluem os seres humanos). Não obstante, nestes dois grupos se observam
principalmente fenômenos de cicatrização (…) Enquanto que certos vertebrados
inferiores, como os protozoários e as salamandras, que pertencem à classe dos
anfíbios, S. capazes de refazer sua cauda, suas patas e inclusive seus
olhos”33. — Nenhum dos defensores do
milagre está falando de protozoários nem de salamandras nem de outros seres
inferiores e simples na escada biológica. Estamos falando de um ser
complexíssimo que está no cume: o homem. *** “A cicatrização
instantânea é possível naturalmente”? “Força infinita da mente”? Ou do
“mecanismo sugestivo”, como diz Tocquet? — não o afirma, conhece muito bem a
parapsicologia. — Muito bem, que algum
racionalista ou modernista, ou algum seguidor de Tocquet, apresente um ser
humano — ou mesmo um pássaro, ou um mamífero qualquer — no qual se realize uma
cicatrização instantânea de uma
ferida mesmo só de quatro centímetros de comprimento e três centímetros de
profundidade e dois centímetros de largura. A que pode fazer sem quase nenhuma
dor uma simples faca. Não precisa ser nem remotissimamente semelhante a tantas
cicatrizações claramente supranormais que apresentei neste capítulo e no
capítulo 4. Nem a outras muito maiores que apresentarei no volume 2 etc., desta
mesma coleção. Mas que essa cicatrização instantânea seja em outro ambiente, diferente do ambiente
dessas curas que eu apresento, diferente desse ambiente onde todas as
circunstâncias estão apontando para essa Outra Força, transcendente, Deus.
Apresentem um só caso. A parapsicologia internacional lhes dá 10.000 dólares. Eu
mesmo, além de fechar o CLAP…, dou 10.000 dólares a cada um. Podem ser todos os
racionalistas e modernistas e esotéricos e curandeiros de todas as seitas,
inclusive pentecostais e carismáticos e… juntos. 10.000 dólares a cada um. Nem
consigo imaginar tanto dinheiro, mas eu sei o que aposto. Isto é ciência, e não
disquisições mal-intencionadas ou doentias. *** Continua Tocquet: “Em
todos os fenômenos de regeneração, duas categorias de células podem entrar em
jogo: células já diferenciadas e células que ficaram em estado embrionário. As
primeiras evoluem proporcionando os elementos da sua espécie: assim, para
refazer uma cauda de anfíbio, a medula espinhal fornece o tecido nervoso, e as
células epidérmicas produzem a pele. As células embrionárias, pelo contrário,
estando indiferenciadas, S. multipotenciais e S. capazes de proporcionar células
pertencentes a categorias diferentes: elas podem, por conseguinte, sozinhas
produzir órgãos completos. Elas existem nos tecidos de diversos grupos animais.
Tais S. os arqueócitos nas esponjas, as células intersticiais nos celenterados,
as células-tronco nos platelmintos, os neoblastos nos anelídeos, as células
mesenquimatosas nos briozoários e nos ascídios, etc. (…) E ainda mais, nos
vertebrados superiores, pássaros, mamíferos e homem, encontram-se também células
jovens, concretamente histiócitos”. *** “Por conseguinte (?),
podemos (?) dizer que o poder regenerador não há desaparecido (?) completamente
no homem. Ele existe ainda (?), em estado potencial, em estado latente. Sem
dúvida (exato), este poder não se expressa nas condições habituais (pode ter
certeza de que nunca). E um órgão destruído (não é o tema que agora nos ocupa diretamente, embora indiretamente em
relação à perfeita cicatrização tenhamos visto recuperação instantânea de seios;
a regeneração instantânea de órgãos
inteiros será estudada no vol. 2 desta coleção) não foi substituído por um
órgão da mesma natureza na espécie humana jamais (certamente não, em outro
ambiente; mas sim e repetidas vezes em “efeito bumerangue” em ambiente religioso
divino), mas se pode (?) pensar, dadas as considerações precedentes, que esta
regeneração não é teoricamente impossível”34. — Simplesmente caricato.
Tergiversação à referência aos seres mais simples: ninguém está falando de
esponjas nem de anelídeos… — Tergiversação, com
referência aos “pássaros, mamíferos e homem”, ninguém está negando que a
natureza lentamente, muito lentamente, pode cicatrizar as feridas; e inclusive
repor, mais lentamente ainda, algumas substâncias perdidas. Estamos falando da
instantaneidade na cicatrização e na
reposição das substâncias necessárias para a perfeita
cicatrização. — Mais uma vez puro
“teoricamente”, contra os fatos. Tal fato “não foi… na espécie humana jamais”,
fora dos muitos fatos em ambiente dessa Outra Força que faz os milagres. Fatos
numerosos que preconceituosamente quer negar como milagres, contraditoriamente
reduzindo-os a essa possibilidade (?) “não teoricamente impossível” que na
espécie humana não agiu jamais! — “Não é teoricamente impossível”? Que os racionalistas — e mesmo um bom parapsicólogo como Tocquet, mas que nesta cassificação concreta de milagres não conseguiu evitar o contágio doentio do ambiente racionalista com toda sua “ciência” — apresentem um único fato de cicatrização instantânea (“ou melhor, com grande rapidez”, se preferem) no ser humano (ou “nos pássaros e mamíferos”, se preferem), mas em outro ambiente. Repito o desafio. [continua]
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Fernando De Matos: ICQ#26750912 [EMAIL PROTECTED] [EMAIL PROTECTED] Centro Latino-Americano de Parapsicologia - Portugal® http://www.terravista.pt/Mussulo/1287/ [EMAIL PROTECTED] ******************************************************************* |
