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Viva!
Hoje vou-vos repassar um artigo
que foi publicado na revista do CLAP Portugal, RPP n.�
58, pelo Parapsic�logo e investigador S�rgio N. RAZENTE.
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PARADIGMA DE INTERA��ES
PSI
REFLEX�O FILOS�FICA SOBRE A TEORIA
PSI
1 -
A base do di�logo e coopera��o da investiga��o comtempor�nea diante as
fronteiras e contrev�rsias cient�ficas. Normalmente, o conhecimento n�o � est�tico, sofre transforma��es ao longo do tempo. At� mesmo as formas mais r�gidas tais como os c�nones teol�gicos sofrem transforma��es, porque o homem que interpreta as escrituras antigas, transforma-se por s� mesmo. O Conhecimento suplanta as escrituras. A infalibilidade de qualquer sistema de conhecimento � inversamente proporcional ao tempo e a mudan�a. Assim, as interpreta��es que um grupo de pessoas adoptam como v�lidas �, n�o mais que, um acordo temporal. Do discurso contempor�neo, argumenta-se os valores que melhor se encaixam no discurso de grupo. Mais tarde ditar-se-� o acordado nas t�buas pedag�gicas. Quando uma lacuna em aberto se estabelece, isto � , concordam que um determinado problema existe, sugest�es emergem e persistem as que este mesmo grupo for capaz de interpreta-las do mesmo modo. A coer�ncia interna, obedece l�gicas que nem sempre convencem o entendimento de todos . Surge a discu��o. O juiz do di�logo � o conhecimento, e dadas as circunst�ncias em que se processam tais valores, distingui-se as margens e limita��es do que � plausivelmente prefer�vel. Da fronteira para diante, a l�gica que melhor resite aponta para as hip�teses que menos incerteza conduzem todo o conhecimento j� adquirido anteriormente. 2 - O clube tradicional. Ora, o clube tradicional,ou seja, as pessoas que discursam sobre o conhecimento em debate, ao manterem a estrutura l�gica tradicional para assim garantirem a inteligibilidade do mundo, sufocam a criatividade necess�ria para ampliar o escopo desta inteligibilidade. Consequentemente, aqueles que pertencerem ao grupo ortodoxo, estar�o sempre propensos a regeitarem que, aceitarem qualquer interpreta��o alternativa. Quando negam a exist�ncia do problema por raz�es n�o demostr�veis pelas mesmas leis que formam seu modelo (incompleto) de mundo, s�o descrentes por ignor�ncia. Quando regeitam esta ou aquela alternativa, porque outra igualmente controversa lhe parece melhor, s�o descrentes por ac�mulo de conhecimento. 3 - A l�gica utilitarista A l�gica que decide, ao longo de um tempo suficientemente grande para arrastar consigo gera��es, � pragm�tica e utilit�ria. Resitem as opini�es que podem trazer vantagens objectivas no maior n�mero de contextos poss�veis. A cultura prefere o que pode ser expresso por todos, e igualmente �tiu coletivamente. N�o h� l�gica no conhecimento oculto por uma elite, que possa ser traduzida para a express�o convencional. O secretismo sucumbe no secretismo e se perde. O convencional aparece do uso de uma l�gica que resulta em efeitos pr�ticos, reconhec�ceis por todos na aplica��o de algum objectivo partivular, nunca geral. � a pontualiza��o de um “imperativo categ�rico” escolhido pelo grupo, que melhor se sobressai, mas sempre, inicialmente, para resolver algum problema particular de grande interesse social. O grupo se acaba(os protagonistas sucumbem), permanece o uso daquela l�gica por outras gera��es, e suas consequ�ncia pr�ticas. H� um tranmi��o de conhecimento adapt�vel somento num plano convexo. Quando o plano de transmiss�o de conhecimento � c�ncavo, reduz-se num secretismo limitado a poucas gera��es e se perde, se transforma e morre como fonte original. As sociedades que limitam seu comportamento coletivo num plano de secretismos de grupo, s�o por natureza sociol�gica, subdesenvolvidas. Os grupos que a formam, n�o cooperam conhecimentos nem desenvovem-no, mas degeneram simplismente. 4 - Predi��es hist�ricas As teorias que permanecem no futuro, s�o aquelas que podem ser aplicadas no mundo cotidiano. Aquelas que foram ensinadas por uma determinada escola, e transmitidas segundo m�todos que obedecem um l�gica interna, adaptavel as mudan�as e necessidades humanas actualizadas. Sem um efeito m�nimo garantido a partida, n�o h� motiva��o para pesquisa que dure por muitas gera��es. N�o � de nenhum modo novo, o pressuposto de que a ci�ncia exite pela necessidade. Predizer o futuro das experi�ncias cient�ficas, � escolher as que melhor podem resitir ao juizo de valores aberto as fronteiras. 5 - Quem se sobressai ao final de uma crise Resolvido um problema at� ent�o importante, por m�todos inortodoxos, emergem novas interpreta��es comparativas para outros problemas, instigados pela busca da efic�cia. Quem se sobressai ao final da crise � aquele que menos regeita hip�teses e, mais sugeriu novos modelos, cada qual, procurando maneiras mais eficazes de resolver o problema, independente de por em causa ou n�o a “infra-estrutura t�cita de id�ias”. 6 - O status da Parapsicologia numa perspectiva radical Na parapsicologia, resistir�o as teorias e modelos que n�o colidirem frontalmente com o conhecimento cient�fico, nem do senso comum. Tarefa �rdua, pois, o conhecimento cient�fico n�o est� em conting�ncia plena com o do senso comum. Todavia, resistiram os modelos pr�ticos e �teis de investiga��o sobre determinados fen�menos num determinado per�odo de tempo, excuindo outros. A parapsicologia, segundo este paradigma, n�o tem obrigatoriedade em preocupar-se com os exageros inerentes as cren�as e pr�tica populares. Estes podem ser perfeitamente definidos e interpretados como pertencentes ao campo da ‘supertsti��o’. Interpretados como um ‘desvio’ ideol�gico movido pelo exagero e exesso de imagina��o, libertaria politicamente o paradigma deste problemas, permitindo maior grau de liberdade para lidar com outras quest�es mais pr�ximas de uma teoria cient�fica acerca de certas intera��es. A teoria poderia ent�o pressupor certos efeitos no comportamente humano, mais simples de serem verificados experimentalmente. O mundo cotidiano das pessoas pode estar mergulhado numa rede de intera��es. � menos importante saber se num determinado momento ocorre ou ocorreu ESP, ou se PK. De fato, podem ser efeitos diferentes da manifesta��o de uma �nica esp�cie de ‘intera��o’ conceituada por ‘psi’. A tomada de decis�es das pessoas podem estas constantemente sendo influenciadas por esta intera��o. A cole��o de estudos de casos reportados at� nossa presente �poca, revela um conjunto de situa��es t�picas onde, permite (de forma condicionada pela id�ias que os cient�stas e n�o cient�sta modernos e do passado t�m sobre a ‘paranormalidade’) interpretar tais categorias como: um fen�meno raro, estranho, que n�o se enquadra com as leis cient�ficas e que, apresenta uma outra caracter�stica n�o utiliz�vel frequentemente na literatura, de possuir uma pont�ncia de manidesta��o de ondem ostensiva. A parapsicologia deve abandonar este paradigma, em favor de um modelo oposto, onde nem esta colec��os de casos reportados interessa, nem as id�ias delas derivadas. No lugar deste sistema intepretativos onde predominam opini�es sobre a ‘raridade’ do fen�menos, ‘estranhesa ou numinosidade’ , ‘ incompatibilidade’ e pot�ncia , conv�m ap�s uso da Navalha de Ocam , reduzir e simplificar para um sistema interpretativo que predominem no��es de Abund�ncia, Familiaridade, Compatibilidade e Fraca-intensidade de manifesta��o. Este modelo permite prever a ordem de manifesta��o do fen�meno enquanto ‘intera��o psi’ , com maior grau de aproxima��o com a realidade observ�vel que, os modelos tradicionalmente aceitos embora controversos. 7 - A independ�ncia epistemol�gica dos “fen�menos psi”. A Parapsicologia enquanto uma disciplina cient�fica, n�o precisa dar repostas aos problemas emergentes e sustentados tradicionalmentes no contexto popular. Ela pode sobreviver perfeitamente sem necessitar que os fen�menos colecionados nos estudos de casos espont�neos sejam verdadeiros e reias. Em verdade, por raz�es de mente aberta, h� experimentos que n�o t�m nada a ver com o contexto popular. e pertencem a um modelo te�rico enquadrado nos par�metros cient�ficos tradicionais. Contudo, se por um lado esta abordagem radical perde a riqueza dos estudos de casos ligados a cren�a popular , por outro lado ganha em rigor e conteudo ao limitar-se num conjunto te�rico espec�fico e bem conhecido. Alguns defenderiam ainda que os estudos de casos podem ser importantes instrumentos para o desenvolvimento destes modelos matem�ticos. Um fundamento para tais an�lises seria a ideia de que a Teoria PSI para avan�ar n�o precisar necessariamente ter de estruturar-se num pressuposto onde os axiomas de Espa�o e Tempo n�o participam nos teoremas. Esta aberta a hip�tese de que a PSI pode depender do espa�o-tempo para sua manifesta��o, e no futuro equa��es poder�o mostrar como prev�-la. Na �poca da comprovas�o de uma tal hip�tese, a avalia��o que determina o que deve ou n�o ser considerado como conhecimento ortodoxo, ser� compelida a afirmar o campo de investiga��o “psi” como paradigma pertencente a comunidade cient�fica ortodoxa. As experi�ncias inortodoxas de cientistas independentes e que a “parapsicologia” desenvolve no nosso tempo, ser� �til para o conhecimento ortodoxo do futuro. Um grupo de cientistas munidos dos instrumentos intelectuais criados pelos “parapsicologistas” de hoje, colaborar�o enormemente para o desenvolvimento de uma outra disciplina ainda mais abrangente das futuras gera��es de cientistas. O colapso que determina as fronteiras profissionais entre o ‘parapsic�logo’ e o ‘sobrenatural, pode ser melhor encontrado em qualquer pa�s de nossos dias, nos classificados de jornais e nas presta��es de servi�os. Tamb�m no pa�s o termo “parapsic�logo” aparece directamente relacionado com profiss�es tais como astr�logos e videntes. Por exemplo, nos dias de hoge, se um indiv�duo sem qualifica��es acad�micas pretender legalizar-se numa profiss�o tal como “astr�logo”, ao requisitar documentos de inscri��o para declara��o fiscal (impostos sobre rendimentos), estar� obrigatoriamente vinculado � profiss�o de “parapsic�logo” , porque ambas as designa��es t�m o mesmo c�digo de profiss�es de n� 1504, segundo o Minist�rio das Finan�as (Direc��o-Geral dos Impostos,1999) do governo da Rep�blica Portuguesa. Em Portugal Quando houver uma outra classifica��o Institucional e oficial dos termos, atribui��es deontol�gicas e regras de responsabiliza��o, a Parapsicologia ganhar� o forum de independ�ncia dos “fen�menos psi” em rela��o ao fardo at�vico do sobrenatural. Aqueles que investigam “fen�menos psi” j� n� ser�o os mesmos que defendem as “cren�as no sobrenatural”. --- PSI-Sauda��es Fernando De Matos |
