É bastante complicado falar sobre esse assunto, mas acredito que com
liberdade e com consciêntização os funcionários trabalhem bem melhor do que
regrar suas atividades. Outro dia saiu no site as 8 coisas que nós
precisamos para trabalhar bem tranquilo e me identifiquei bastante com a
matéria. Segue o link abaixo:
http://nomadishere.com/2007/03/12/a-note-to-employers-8-things-intelligent-people-geeks-and-nerds-need-to-work-happy/
Acredito que a forma como a google ou como na época a atari trabalhou,
rendeu muitos frutos para empresa. Porém nem todas as empresas podem assumir
essa postura.
Um abraço



On 6/1/07, Rúben Lício <[EMAIL PROTECTED]> wrote:

On 6/1/07, Alexandre Pereira Bühler <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
>
> Usamos grupos: acesso bloqueado, acessa algumas coisas, acessa quase
> tudo, acessa tudo.
> Acesso bloqueado ---> Não precisa comentar. Não acessa nada.
> Acessa algumas coisas ---> sites de bancos, financeiras, fornecedores...
>
> o resto bloqueado
> Acessa quase tudo ---> google, bancos, financeiras, hotmail, msn, terra,
> uol... bloqueado sexo, pornografia, games...
> Acessa tudo ----> Não precisa comentar. Somente diretoria.
> Alguns usuários começam com acessa quase tudo, caem para acessa algumas
> coisas e depois bloqueado ou RH.
> Caso um usuário tenha um uso da internet muito específico criamos uma
> acl somente  para ele, mas isso é raro.
>
> Os pontos positivos são:
> (Sou suspeito para falar disso. Sou empresário )
> . Aumento de produtividade e lucro. veja ------->
> http://www.smartunion.com.br/estatisticasutilizacao.asp .
> . Menor tempo morto recuperando os estrago feito ao ambiente operacional
>
> por vírus, cavalo de tróia e etc.
> . Menor consumo de banda que pode ser utilizada para outras
> necessidades. Apesar de existir o Qos.
> . Maior foco no trabalho.



Esses dados da  smartunion não tem muito sentido, já que não tem uma
análise dos prós e dos contras. Eu, pensando como empresário, acho que o
importante é o lucro da empresa, mas para isso os funcionários tem que
produzir bem. Se um funcionário passa 70% do seu tempo no msn, mas a
produção dele é 90% de um dia sem MSN, eu consideraria isso bom, porque a
pessoa ficou mais feliz e a empresa não teve uma perda tão grande. Veja bem,
consiro produção, a realização do trabalho em si, por exemplo, supondo que
uma pessoa tenha faça em média 10 X por dia (8 horas), considerando X
qualquer tarefa (apenas exemplo), se a pessoa com internet passa metade do
dia conversando, e mais 1/4 com cafezinho e banheiro, teóricamente (essa tal
smart union considera isso como sendo realidade pelo visto) ela deveria
fazer 2.5 X de trabalho. Mas, se a pessoa estiver bem disposta a
trabalhar, talvez ela faça 5X ou até mesmo os 10X, se a pessoa fizer 10x sem
internet e 10x com internet, qual o problema dela passar 5% ou 90% do seu
tempo fazendo algo pessoal?
A empresa, ao meu ver não compra horas de um funcionário, compra trabalho.
Se eu vier para a empresa, e ficar o dia todo olhando para o computador, e
não gastar sequer 10minutos fazendo algo que não tenha a ver com a empresa,
mas não render nada, esse foi um prejuizo para a empresa maior do que se eu
tivesse perdido tempo em outras coisas mas rendido mais.
Não estou dizendo que é isso que acontece na prática com todo mundo. Isso
é o que eu percebo muitas vezes a meu respeito. Quando estou desanimado,
ficar na internet ou não indifere na minha produção, da mesma forma quando
estou animado, minha produção é alta com ou sem internet, na verdade acabo
até não fazendo coisas pessoais porque fico suficientemente feliz vendo meu
trabalho render...

Os pontos negativos:
> . Sinceramente! O que mais odeio: Ver a pessoa com quem eu estava
> conversando ontem ser despedida hoje por causa do orkut, msn...
> . Pode gerar insatisfação no staff se a empresa não tem um trabalho de
> conscientização dos funcionários. Ou faz tudo as escondidas. Conforme o
> trabalho feito junto ao staff a insatisfação é passageira. Veja --->
>
> 
http://dinheiro.br.msn.com/especiais/tecnologia/artigo.aspx?cp-documentid=4140129
>
> Aproveite que você leu até aqui e dê uma olhada também: --->
>
> 
http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200705221240_RED_35304009
>
> "Eu entendo que a empresa precise de funcionários mais focados, porém,
> a distração é tão prejudicial quanto parece? Os ganhos com foco são
> maiores do que os com conhecimento adquirido da internet? "
>
> Distração do ponto de vista humano sempre é preciso. Mas do ponto de
> vista da empresa é prejuízo. Um funcionário pode chegar a perder até 4
> horas entre, conversas, reiniciar micro, cafezinho, banheiro, fofoca...
> Eu sei, já fiz isso quando era funcionário. Meu recorde foi 6 horas
> voando por ai.O ideal é saber organizar o tempo de distração e trabalho.
>
> Ex: na hora do almoço a internet fica acessa quase tudo para todos. Veja
> como fazer isso aqui ---->
> http://www.rhbr.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=701


Mas o empresa precisa de funcionários em pleno estado fisico e mental
(pelo menos para o que eu trabalho - programação) para exercer plenamente o
seu trabalho.
Se eu não estiver com a mente relaxada, meu trabalho pode até parecer que
rende, mas não rende.

Quando estou fazendo algo sobre pressão, acabo entregando mais rápido,
porém o custo para a empresa é maior. Porque? Porque foi um trabalho mal
feito e mal revisado, um trabalho de 8horas eu entrego em 4horas, mas depois
perco 2horas corrigindo bugs também sobre pressão, outro dia perco mais 1
horas, no outro perco mais umas 3 horas, e no final das contas, percebe-se
que a manutenção está sendo muito grande, então tenho que refazer a
estrutura do que ta feito, ai perco mais umas 4 horas.
No final das contas, meu chefe acaba ficando feliz porque eu fiz "em menos
tempo" o trabalho, mas ele não entendeu que eu gastei 14 horas ao longo de
uma ou duas semanas, ao invés de ficar 8 horas consecutivas me dedicando a
tarefa.


"- Vocês têm funcionários que necessitam de pesquisa para fazer o seu
> trabalho? Como fazem a white list deles?"
> Sim entram no perfil acessa quase tudo. A lista do acessa quase tudo foi
> criada com base na experiência dos pedidos para liberação dos domínios e
> na responsabilidade de cada um e usá-los sob pena de perderem este
> "privilégio". Veja bem eu disse privilégio. A empresa contratou a
> internet para os negócios dela. Não para sua distração. Para sua
> distração você coloca banda larga na sua casa. Digo isto como quem já
> viu os dois lados da moeda. Ser empregado e ser dono da empresa.


Bom, até onde eu sei, há muitas empresas preocupadas com a distração dos
funcionários, mas não em conter, e sim em aumentar. Eu acho que varia muito
de acordo com o foco da empresa. Trabalhos manuais e "robóticos", pouca
distração é boa. Porém trabalhos mentais e criativos, quanto mais distração
melhor. Em um livro que li a pouco tempo (não me lembro agora o nome) sobre
criatividade, que está entre os 10 de Harvard, incita a gerentes de equipes
criativas, a fazer o possível para ninguém atrapalhar o tempo distraido da
equipe, e diz para jamais cobrar foco, pois o foco acaba com
criatividade....


"- Tem funcionários que poderiam desempenhar melhor o seu trabalho com
> acesso livre a internet? Como funciona o acesso para eles? "
> Nem na casa do meu pai eu era livre para fazer tudo o que queria, quanto
> mais numa empresa. Se mostrarem um aumento de produtividade justificável
> podem entrar para o acessa quase tudo.


Isso é legal, eu acho que a liberdade tende a ajudar sempre.


"- O clima no trabalho após a implantação desse deny all, não fica
> ruim? Você teria dados que pudesse quantificar os ganhos e as perdas
> de cada método? "
> No inicio sim. E como tirar doce da boca de uma criança. Depois de um
> mês ninguém reclama e já estão acostumados com o monitoramento.
> Mas lembre-se a empresa tem que fazer uma conscientização e avisar
> porque esta fazendo isto. Antes de implantar o deny all. Ou a pena pode
> ser funcionários insatisfeitos.
> Olha cada caso é diferente e pede acls diferentes. Por tanto quantificar
> pode não ser a melhor coisa a fazer. A melhor coisa a  fazer é uma
> analise das horas mortas da empresa. Entenda-se horas mortas como
> banheiro, pausa para cigarro, internet uso pessoal, cafezinho,
> bate-papo, reuniões mal feitas... Cria-se uma planilha com desempenho
> dos setores e individual. Então verifica-se o que pode ser mudado para
> diminuir estas horas ociosas. Isto pode ser feito somente para o uso da
> internet se desejar. Há empresas ganhando muito dinheiro com este tipo
> de consultoria. Mas geralmente (experiência pessoal) o funcionário que
> perde tempo com internet, quando tem seu vício (internet) cortado, parte
>
> para cafezinho, banheiro, bate-papo. O melhor e conscientizar, policiar
> (seja whitelist ou blacklist) e depois se for o caso RH. Com base nesta
> planilha é que vem a opção por deny all ou não.
> Se você tem uma equipe super consciente para que deny all? Entende?
> A dificuldade é ter e manter essa equipe super consciente. Ai entra a
> sua escolha pelo whitelist ou blacklist, na sua dificuldade em
> conscientizar.
> Até



Com certeza, eu acho que o caminho é  sempre a conciêntização. Entendo que
em algumas circunstancias isso não dê tanto efeito, mas acho que no momento
em que a empresa e os funcionários estão em lados diferentes, não há mais
lucro para nenhum dos dois lados.
A empresa e os funcionários tem que trabalharem juntos para o mesmo
objetivo - a empresa lucrar mais e crescer.
Se a empresa, trabalha para vigiar seus funcionários, e seus funcionários
trabalham para não serem vigiados, isso é tempo gasto dos dois lados em uma
briga interna que só tende a dividir as forças.
Outro problema que percebo, é que, o rendimento pode sim aumentar a curto
prazo, mas não tenho certeza de que a longo prazo pode-se ter lucros com
isso, afinal, além dos gastos com implementação e manutenção da vigilância,
pode-se perder bons funcionários por RH ou porque o funcionário ficou
insatisfeito e foi procurar outra empresa.
No meu trabalho pelo menos, eu acho que os dias bons e os ruins são
normais, e entendo um como compensador do outro, proibir minha internet
seria muito pior do que fazer atividades ou sei lá o que para me deixar mais
animado.

Algumas empresas, e até alguns paises já perceberam que as pessoas
trabalham melhor felizes e despreocupadas, e muitos deles estão tentando
solucionar isso reduzindo a carga horária. Tem um pais, não me lembro qual,
acho que suécia ou frança, que a carga horária foi reduzida para 28 horas, e
segundo o que li, a produtividade se manteve a mesma, porém com um ambiente
de trabalho melhor, já que as pessoas tinham tempo em casa para resolver
suas vidas e não precisavam usar o tempo na empresa para isso.


Abraços,

Rúben


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> Alexandre Pereira Bühler
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Rúben Lício Reis

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