On Tue, Sep 25, 2001 at 01:51:30AM -0300, Cláudio Max wrote: > > Minha experiência: Eu falo fluentemente esperanto há mais de dez anos.
Genial! > > 4- A literatura de uma língua natural é sem dúvida rica. Por produção > e por tradução. Mas quem é capaz de apreciar algo escrito em > uma língua natural (excluo o espanhol para falantes de português > por motivos óbvios...) depois de um curso de três anos? Alguém > aí já leu Shakespeare no original? Allan Poe? Stephen King? > Reparou no seu aproveitamento do texto? > Com dois meses de esperanto (+ uma pitada de dicionário) você já > consegue ler a Biblia (traduzida em esperanto, é claro). Exato! Isso é porque as pessoas __acham__ que dominam o inglês, porque atingem o mínimo necessário. Stephen King junto com Allan Poe e Shakespeare é que não tem muito a ver... Algumas reflexões sobre línguas artificiais estão em: <http://www.geocities.com/Athens/Acropolis/9801/lenguas/> Numa defesa do inglês, e uma reflexão porque é uma língua que se assimila mais facilmente, veja o texto "The Anglo-American Reaction" em: <http://www.geocities.com/Athens/Acropolis/9801/lenguas/loom01.html#The Anglo-American Reaction> Trechos: "Because English spelling teems with irregularities, and still more because of the vast resources of its hybrid vocabulary, learning English is not an easy task for anyone who aims to get a wide reading knowledge.(...) Ogden's work has taught us to recognize its extreme word economy.(...)what is the absolute minimum number of words we need to retain, if we are to give an intelligible definition of all other words in Webster's or the Oxford Dictionary? The answer is, about 800, or between two and three months' work for anyone willing to memorize twelve new words a day. This great potential word-economy of Anglo-American is due to the withering away of word-forms dictated by context without regard to meaning." E aqui um trecho crucial para a nossa discussão: "(...) Thus the essential grammar of Anglo-American is much simpler than that of the only two artificial languages which have hitherto attracted a considerable popular following." (!!!!!!) > > 6- Traduções. Você preferiria ler um texto grego em inglês ou em > esperanto? Eu não titubiaria: em esperanto. Mesmo porquê quem > traduz para esperanto fala _muito_bem_ ambas e a mecânica do > esperanto permite manter-se perto da rítmica original. Glosa = tudo derivado de latim e grego, com mais rigor científico que esperanto. Mas não vamos brigar! > O fato é que há um bloqueio cultural imposto de fora pra dentro que > eu só consegui superar via esperanto. Quantos autores húngaros > você já leu? Ah, sei, a Hungria (Polônia, Síria, China, Grécia, > Suméria et cetera ad infinitum) nunca produziram nada que fosse > interessante, não é... ;-) Sim, todos são idiotas, exceto os que falam o inglês. Nós somos idiotas, pois falamos português. As línguas projetadas foram boladas por idiotas, que não conheciam outras línguas. Por não conhecerem outros idiomas, é que projetaram as línguas artificiais. Pê-por pê-isso pê-que pê-fica pê-tudo pê-confuso. [ ]s henry [EMAIL PROTECTED]

