O ESTADO DE S.PAULO Caderno INFORMÁTICA
Segunda-feira, 9 de dezembro de 2002 Telefônica obedece a liminar e libera Speedy sem provedor Mas usuários só conseguem a promessa depois de muita conversa no call center Alguns usuários do Speedy, serviço de banda larga da Telefônica, conseguiram na semana passada obter da empresa a promessa de que lhes seria entregue, em 48 horas, um login e senha para acessar a internet sem ter de pagar o provedor. "Mencionei a liminar que proíbe a Telefônica de forçar os usuários a contratar um provedor para usar o serviço e a atendente me disse que irá mandar minha senha", conta o webmaster Marcos Costa, que na semana passada topou com um novo sistema de autenticação que o impedia de acessar a internet sem pagar o provedor, como ele fazia. Porém, os atendentes do call center da empresa confundem os clientes, dando informações desencontradas. O analista-programador Sérgio Augusto Vladisauskis ligou diversas vezes para o call-center da empresa e obteve seis respostas diferentes dos atendentes. "Eles só ficam tentando me enrolar", reclama. O diretor de negócios de internet da Telefônica, Fábio Bruggioni, afirma que a empresa irá acatar a medida liminar. Porém, protesta:- "Não é certo que forneçamos este acesso de graça, pois investimos na estrutura e agora precisamos ser remunerados por isso." Pág. 10 Segunda-feira, 9 de dezembro de 2002 Telefônica quer reaver gastos com Speedy Empresa alega que fez investimentos na rede IP e que seria injusto não cobrar pelo seu uso Na quinta-feira, o usuário do Speedy Dâniel Fraga, estudante, conseguiu de atendentes da Telefônica a promessa de que receberia dentro de 48 horas uma senha para poder acessar a internet sem ter de pagar o provedor. O empresário Flávio Giovanni Silva também aguarda sua senha prometida. "A atendente disse que resolveria meu problema em 48 horas", disse. Porém, nem todos que ligam no call center obtêm a promessa. "Eles tentam nos enrolar", afirma o analista-programador Sérgio Vladisauskis, que ligou diversas vezes para o call center da empresa e obteve seis informações diferentes. O webdeveloper Danilo Inácio Miguel não obteve a promessa de senha no primeiro contato com o call center. Na segunda vez, teve sucesso. "A atendente disse que informação era correta e que eu receberia uma senha para acessar a web sem pagar o provedor." Como noticiado pelo Informática na semana passada, a Telefônica criou um sistema de autenticação que não permite que os usuários acessem a internet sem pagar provedor. Porém, os usuários brigam pelo direito de não pagar o provedor, já que uma medida liminar obtida pelo em outubro pelo Ministério Público Federal proíbe a empresa de impor a contratação de um provedor aos usuários do Speedy. Investimentos - O diretor de negócios de internet da Telefônica, Fábio Bruggioni, afirma que a empresa irá cumprir a determinação judicial. Porém, reclama que isto traria prejuízos à empresa. "Isso é inviável para nós." Bruggioni explica a estrutura de acesso à internet por ADSL é formada por duas partes: a rede ADSL e a rede IP. Ambas foram construídas pela Telefônica. Porém, a rede IP é locada para os provedores, já que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) não permite que empresas de telefonia prestem serviços de valor adicionado. "Nós investimos muito dinheiro na rede IP e seria injusto que não possamos ser remunerados pelo seu uso", disse. Os provedores pagam a Telefônica para utilizar a rede IP construída pela empresa, afirma Bruggioni. "Se alguém quiser construir sua rede IP pode, mas nenhuma empresa ainda investiu nisso." O presidente da Associação Brasileira de Provedores de Internet (Abranet), Roque Abdo, afirma que os provedores pagam para Telefônica R$38 por usuário, para usar a estrutura. "Além disso, pagamos impostos, temos as despesas administrativas", disse. Abdo disse que a reinvindicação dos usuários, de pagar apenas o acesso e não pelos serviços, como portal, e-mail, suporte e antivírus, não é viável. "Esse é nosso modelo de negócios", disse. "Não existe como só fornecermos o acesso à web puro e simples." (K.A.) Segunda-feira, 9 de dezembro de 2002 Telefônica dá 52,3% de desconto no Speedy A Telefônica São Paulo oferecerá, durante todo o mês de dezembro, uma promoção de fim de ano para quem quiser ter os benefícios do Speedy. O interessado solicita o serviço agora e começa a pagar a instalação apenas depois do Carnaval, em 12 parcelas de R$ 9,90, ou um total de de R$ 118,80, valor 53,2% inferior ao preço normal, que é de R$ 254. (0800) 121-520

