O debate em Plenário durou mais de três horas. Alvaro Dias disse que obrigar o
governo a investir melhor o que arrecada em impostos é fundamental para o país.
"Se derrotarmos a CPMF estaremos no mínimo obrigando o governo a cortar gastos
públicos", afirmou o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), primeiro orador a falar no
segundo dia de discussão em primeiro turno da proposta de emenda à Constituição
(PEC 89/07) que prorroga até 2011 a vigência da Contribuição Provisória sobre
Movimentação Financeira (CPMF). O debate em Plenário durou mais de três horas.
Alvaro Dias acrescentou que obrigar o governo a investir melhor o que arrecada
em impostos é fundamental para o país.
Já o senador José Agripino (DEM-RN) confessou estar animado e confiante de que
o Senado rejeitará a proposta de prorrogação da CPMF. Ele registrou que
encontro realizado nesta quarta-feira (28) reuniu 32 senadores que assumiram o
voto contrário à PEC 89. No dia anterior, reunião com o mesmo objetivo contou
com a presença de 28 democratas e tucanos. São necessários 49 votos favoráveis,
entre os 81 senadores, para a proposição ser aprovada.
O senador Wellington Salgado (PMDB-MG) desafiou os senadores que votam contra a
prorrogação da CPMF a, cada vez que forem tratar do assunto, dizerem que são
contra a saúde, a previdência e o fundo de combate a pobreza. Ele lembrou que
0,20% do que é arrecadado com a contribuição é destinado à saúde; 0,10% à
previdência e 0,08% ao Fundo de Combate à Pobreza, que inclui o programa
Bolsa-Família.
O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) disse não entender o caminho que a
oposição está trilhando e reafirmou que está aberto ao diálogo e à negociação.
- Se a discussão for para melhorar a saúde aumentando sua arrecadação, se for
retirar a DRU [Desvinculação das Receitas da União] das verbas da educação,
estou disposto; se for para avançar na reforma tributária reduzindo a carga,
estou aberto ao diálogo; se for para reduzir a despesa de custeio para
preservar o investimento, estou dentro. Vamos reabrir amanhã mesmo a mesa de
negociação. Meu discurso é veemente, mas, sobretudo, é um apelo ao diálogo -
afirmou Mercadante.
Arthur Virgílio respondeu que gostaria de ver o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva ir à TV "não para fazer suas habituais troças da oposição ou dizer suas
trivialidades", mas externar preocupação com o futuro do país reconhecendo que
os gastos do governo são exorbitantes e comprometendo-se a enviar no máximo em
15 dias um programa de contenção de gastos e a retomar o debate da reforma
tributária. Antes ele já havia aconselhado o governo a acabar com a farra
fiscal.
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