Bom dia a todos, Hoje pela manhã surgiu uma notícia no BR-LINUX que achei interessante colocar aqui. Não para gerar polêmica, mas pela questão da informação mesmo, e também para analisar a questão de pontos de vista diferentes sobre um assunto que vive dando o que falar...
Segue notícia que pode ser acessada no seguinte link: http://br-linux.org/linux/mais-sobre-sun-openoffice-e-licenciamento-do-codigo-e-fork-ou-nao Abraço a todos e tenham um bom dia. Att, João Fernando Costa Júnior Co-Líder GuBRO-ES / Espírito Livre / Equipe Bestlinux Mais sobre Sun, OpenOffice e licenciamento do código: é fork ou não? [atualizado]<http://br-linux.org/linux/mais-sobre-sun-openoffice-e-licenciamento-do-codigo-e-fork-ou-nao> Seg, 08/10/2007 - 23:19 Na semana passada, quando publiquei a notícia "OpenOffice: Sun não aceita contribuições sob a licença livre que adotou, e desenvolvedores se posicionam<http://br-linux.org/linux/openoffice-sun-nao-aceita-contribuicoes-sob-a-licenca-livre-que-adotou>", mencionei que o autor do manifesto inicial precisou publicar esclarecimentos adicionais, após ver "a repercussão de uma nota pobremente intitulada no Slashdot", que levava a crer que o que estava acontecendo era algo completamente diferente: a julgar pelo título<http://slashdot.org/articles/07/10/03/1212234.shtml>, a Novell estaria criando um fork do OOo para combater a recusa à licença livre do sistema, praticado pela Sun. Me parece que o Slashdot não publicou esclarecimentos ou correções posteriores, mas hoje o Linux.com (que pertence à mesma companhia) se encarregou de desfazer o mal-entendido <http://www.linux.com/feature/119689>, publicando o artigo "Novell is not forking OpenOffice<http://www.linux.com/feature/119689> ". Além de recontar a história detalhadamente, o novo artigo oferece uma perspectiva histórica, incluindo: - A questão da necessidade de compartilhar os créditos de autoria com a Sun não é nova, e embora muitos desenvolvedores se resignem e aceitem, outros recusam. Por conta dela, as entradas vencedoras em um concurso realizado no ano passado ainda não teriam sido incluídas no OOo oficial. - A dominância da Sun no projeto OpenOffice.org já foi causa de mais debates anteriores, e para muitos não está claro se Louis Suarez-Potts (tecnicamente, um empregado da Collab.net ) é mesmo o responsável pelo projeto, ou se apenas coordena os esforços dos integrantes externos à Sun. - Há diversas organizações externas ao OOo mantendo suas próprias versões, incluindo o OxygenOffice e o NeoOffice. Estes grupos interagem com o OOo, embora com conflitos ocasionais. - Para resolver os problemas que identificavam com os longos prazos para publicação de documentação, um conjunto de desenvolvedores fundou o projeto OOAuthors, publicando seus documentos de forma colaborativa e independente, antes de enviá-los ao projeto OOo "oficial". Após a criação do projeto, a Sun começou a dar mais atenção à questão da publicação de documentação, e esta situação específica melhorou no último semestre. - O projeto go-oo, citado no manifesto, e que a nota do Slashdot classificou como o fork praticado pela Novell, existe desde 2002, criado por uma aliança que inclui a Novell, mas também a Mandriva e desenvolvedores independentes como Michael Meeks (autor do manifesto, e hoje funcionário da Novell) e Rene Engelhard, do projeto Debian, servindo de apoio aos desenvolvedores, e como uma central para código que a Sun não aceitou incluir no OOo "oficial". Assim, a situação exposta no manifesto não é nova, mas sim volta a colocar em questão a dominância da Sun sobre o projeto - não apenas a forma como é exercida, mas também a sua existência em si. Segundo o artigo do Linux.com, não houve muitas respostas até o momento - continuamos aguardando. Mas a resposta de Simon Phipps, desenvolvedor da Sun, é interessante, porque afirma que o autor do manifesto vem desafiando a Sun de forma criativa, que ele está tão ciente quanto os demais que tem havido deficiências no processo de contribuições da comunidade, mas que a Sun está procurando mudar a governança e as operações do projeto. O autor do manifesto, Michael Meeks, também foi procurado para responder sobre a questão do fork. Sua resposta: "A Novell não está fazendo um fork do OpenOffice". Ele também contou que passou o dia trabalhando em código que será enviado para o OOo oficial, e que as duas empresas (Novell e Sun) continuam trabalhando em conjunto. Para ele, se há um fork, ele está contribuindo para ambos os lados. Saiba mais <http://www.linux.com/feature/119689> (linux.com). *Atualização:* veja também o artigo "Thank you Michael, but no, thank you...<http://www.groklaw.net/article.php?story=20071008124053220>", de Charles H. Shulz e publicado no Groklaw, que defende a forma como ocorre hoje a cessão de direitos autorais dos desenvolvedores do OOo para a Sun - que inclusive permitiriam que ela fechasse o código de um dia para o outro, segundo o texto, mas também tem várias vantagens - e expõe várias suspeitas (mas poucas afirmações a respeito delas) de que o manifesto de Michael Meeks pode estar a serviço da política da Novell em relação ao MOOX.
