S�O JOS� DOS CAMPOS -Ap�s a primeira a��o
contra o racionamento de energia proposto pelo Governo federal, movida pelo
provedor de Internet Assintel, da empresa ATN Internet, de Taubat�, v�rias
outras empresas est�o procurando o advogado do provedor, S�rgio Ricardo Marques
Gon�alves, para encaminhar � Justi�a a��es semelhantes.
'Eu j� havia sido procurado antes, mas as
empresas ainda estavam receosas. Ap�s a boa repercuss�o dessa primeira a��o,
recebi a confirma��o de v�rias outras empresas durante o fim de semana', disse.
Segundo o advogado, pelo menos mais seis a��es
semelhantes dever�o ser encaminhadas � Justi�a nesta semana - uma de outro
provedor de Internet e as demais de escolas da regi�o.
'S� que as pr�ximas a��es tamb�m contemplar�o
a sobretaxa, proposta pelo Governo, e as medidas de puni��o previstas para os
consumidores que n�o atingirem a meta de economia. N�o entendo isso como algo
justo', disse o advogado.
A primeira a��o, protocolada na 4� Vara C�vel
de Taubat�, pede � ju�za Elisa Am�lia Maia Santos, que pro�ba a concession�ria
Bandeirante - que fornece energia em 19 cidades do Vale do Para�ba - de realizar
cortes de energia.
A decis�o judicial deve sair hoje ou amanh�,
segundo o advogado. A a��o se baseia no decreto federal 93.901 de 1987, que diz
que, em caso de racionamento, a concession�ria n�o pode cortar o fornecimento de
energia caso o ato cause preju�zos.
'Em nosso pa�s, j� � t�o dif�cil uma
empresa conseguir se estabilizar e crescer, e essas medidas anunciadas pelo
Governo s�o o mesmo que dizer para parar de trabalhar. Isso � absurdo. Por isso
precisamos ser compensados de alguma forma', disse.
A Assintel tem 250 clientes corporativos de
grande porte, que deixar�o de realizar neg�cios e, consequentemente, ter�o
preju�zos se o site ficar fora do ar. 'A preocupa��o maior � com o cliente
corporativo. Os servi�os s�o prestados em tempo real, cada minuto fora do ar �
um preju�zo que n�o pode ser reposto. A ATN Internet de Taubat� tem cerca de
2.000 assinantes e mant�m aproximadamente 500 sites corporativos.
Caixa eletr�nico ter�
novo hor�rio
BRAS�LIA - A Federa��o Brasileira das Associa��es de
Bancos (Febraban) dever� discutir nesta semana as formas de adapta��o do
funcionamento dos bancos ao programa de racionamento de energia anunciado pelo
Governo na �ltima sexta-feira. Um dos pontos a ser debatido � o do funcionamento
dos caixas eletr�nicos. '� claro que os caixas eletr�nicos n�o dever�o mais
continuar operando por 24 horas. Teremos que definir como faremos com o
racionamento', disse o diretor de Tecnologia do Banco do Brasil (BB), Gustavo
Matos do Vale, que dever� tomar parte no encontro marcado para ocorrer amanh� ou
depois.
A id�ia inicial � que os caixas
eletr�nicos de todos os bancos parem de funcionar num mesmo hor�rio. 'N�o vou
querer desligar s� os meus e deixar os dos outros abertos. Isso n�o', disse o
diretor do BB. Outro ponto a ser discutido, segundo Matos do Vale, � a quest�o
do hor�rio de funcionamento das ag�ncias banc�rias. 'Prefiro que seja um hor�rio
corrido.
Imagino que � dif�cil abrir as ag�ncias,
fechar e depois abrir de novo', disse o diretor de Tecnologia do BB. Outra
preocupa��o dos bancos � com o grau de confiabilidade dos sistemas
informatizados diante de um fluxo intermitente de energia el�trica.
O Banco
Central (BC), por sua vez, j� implantou um programa de racionamento de energia,
com a redu��o do tempo de funcionamento do ar-condicionado e das luzes de seu
edif�cio-sede em Bras�lia.
Considerada �rea de emerg�ncia, o Departamento
de Opera��es das Reservas Internacionais (Depin) do banco conta com um gerador
pr�prio para garantir seu funcionamento normal em momentos de corte do
fornecimento de energia. 'Temos um gerador e, em caso de apag�o, ficaremos com
energia normalmente', disse o chefe do Depin, Daso Coimbra.