Subject: [Direitos Humanos] RES: O 2001
luminoso de FHC por Marcos Sa Correa
Este ensaio me lembrou
certa feita quando FHC implorou categoricamente "Esque�am o que escrevi",
em reportagem para um revista de opini�o.
O
Presidente-Intelectual, na �poca era somente um intelectual, apresentou
num livro para sociedade acad�mica v�rias cr�ticas a atua��o do
Estado neo-liberal, entretanto, como Presidente, rezava, e ainda reza,
justamente o que ele no passado era abjeto, por isso o
rogo.
Hetan
-----Mensagem original----- De: Cristiane Rozicki
[mailto:[EMAIL PROTECTED]] Enviada em: ter�a-feira, 22 de maio
de 2001 12:16 Para:
[EMAIL PROTECTED] Assunto: [Direitos Humanos] O 2001
luminoso de FHC por Marcos Sa Correa
O 2001 luminoso de FHC
Marcos S� Corr�a
Bom programa para espairecer da crise energ�tica
neste fim de semana � uma visita � Presid�ncia da
Rep�blica atrav�s de seu nicho na internet. O passeio
custa alguns quilowatts, mas oferece uma vis�o luminosa
de 2001 nas 12 p�ginas dedicadas � energia el�trica pela
mensagem que o governo entregou ao Congresso Nacional
tr�s meses atr�s.
� verdade que o presidente Fernando Henrique Cardoso
estava, na ocasi�o, inaugurando uma sess�o legislativa
que a rigor at� hoje n�o aconteceu. Desde a estr�ia do
senador Jader Barbalho, tudo o que h� de notici�vel no
Congresso Nacional � confus�o ou esc�ndalo. N�o sendo a
solenidade para valer, aparentemente a mensagem foi
dispensada de lev�-la a s�rio.
S� � luz do racionamento se pode apreciar o texto oficial
como obra-prima da fic��o administrativa. Publicado num
momento em que, atr�s das hidrel�tricas brasileiras, as
represas come�avam a minguar em pleno ver�o, ele
anunciava avan�os eletrizantes, como "o projeto
Ilumina��o P�blica Eficiente Reluz".
Era parte do Plano Nacional de Seguran�a P�blica.
Baseado na troca de l�mpadas das ruas - que no Rio de
Janeiro livrou a Avenida Brasil de sombras perigosas - o
projeto tinha "como meta tornar eficientes oito milh�es de
pontos de ilumina��o p�blica e instalar um milh�o de novos
pontos eficientes", com investimentos de R$ 1 bilh�o.
Mas FHC n�o iria brilhar s� em cidade grande. "No meio
rural", dizia a mensagem, "destaca-se o programa Luz do
Campo, que tem como meta levar energia el�trica a um
milh�o de propriedades e domic�lios rurais at� 2002". Para
espantar qualquer suspeita de leviandade, o documento
garantia que "at� 2000, foram celebrados contratos com
43 concession�rias, representando 22 Estados e o Distrito
Federal, perfazendo o total de R$ 2,35 bilh�es, sendo R$
1,54 bilh�o financiados com recursos da Reserva Global de
Revers�o".
Para n�o deixar fora da tomada qualquer recanto do pa�s,
havia tamb�m um certo "programa Energia das Pequenas
Comunidades", para a "disponibiliza��o de sistemas
fotovolt�icos energ�ticos e de bombeamento para
responder � demanda social de localidades isoladas, tais
como escolas, postos de sa�de e centros comunit�rios".
Coisa s�ria: "J� foram instalados, nas suas quatro fases,
cerca de 2500 sistemas de bombeamento de �gua, 379
sistemas de ilumina��o p�blica e 3000 sistemas de
gera��o de eletricidade".
Al�m de prestar conta de seus investimentos para
aumentar a gera��o de eletricidade, o presidente se
comprometia a velar pela "seguran�a para o investidor
privado e os direitos do consumidor quanto � oferta, a
qualidade do servi�o e a modicidade das tarifas". Com
tanta provid�ncia no setor, "a partir de 2001" _ este ano
que at� dezembro estar� � sombra do racionamento _
"todos os consumidores", seguindo o governo, passariam a
receber com suas contas de luz "os indicadores de
freq��ncia e dura��o das interrup��es de energia
el�trica". Naquela �poca - ou seja, em fevereiro - essas
medidas se chamavam Qualidade dos Servi�os de
Energia El�trica.
Isso foi h� cerca de cem dias. E ainda estava em vigor o
estilo alta voltagem que o candidato Fernando Henrique
Cardoso incorporou na elei��o de 1994, montando o
palanque do primeiro mandato sobre o livro M�os � Obra,
Brasil. Pretendia governar um pa�s com "posi��o
privilegiada na dota��o de recursos naturais para
explora��o energ�tica" e com "a maior parte do potencial
hidrel�trico ainda inexplorada". N�o deu certo. Mas a culpa
deve ser da "heran�a escravocrata", aquela praga nacional
que h� seis anos impede a sociedade brasileira de tirar o
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