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Crise energ�tica estava prevista desde 1996

29.mai.2001
O Estado
 
 
Estudo encomendado pelo governo apontava risco de d�ficit de eletricidade
 
REN�E PEREIRA

 
 
O risco de o Pa�s sofrer com a escassez de energia el�trica j� estava claro em meados dos anos 90. Um estudo encomendado em 1996 pelo Minist�rio de Minas e Energia ao cons�rcio liderado pela extinta Coopers & Lybrand Consultoria revelava que a possibilidade de d�ficit de eletricidade no final d�cada de 90 estava em n�vel acima do aceit�vel.
 
 

J� naquela �poca o equil�brio entre oferta e demanda era questionado e classificado como muito prec�rio. O n�vel dos reservat�rios cada dia mais baixo apontava para problemas futuros graves. No entanto, mesmo mostrando os entraves e os riscos do setor, o relat�rio n�o foi suficiente para evitar um racionamento cinco anos mais tarde.

 
 
Al�m de diagnosticar as falhas do setor, o documento sugeria algumas a��es para complementar o Plano de Emerg�ncia, que vinha sendo elaborado por um grupo formado pela Eletrobr�s. O objetivo desse plano era limitar o risco de d�ficit de energia dentro de um n�vel de 5% durante o per�odo de 1996 a 1999. Isso porque, segundo o estudo, as simula��es da �poca mostravam que o risco de escassez de eletricidade chegaria a 12% no ano de 1998, na Regi�o Sudeste - sete pontos porcentuais acima do aceit�vel.

 

 

Em um dos primeiros relat�rios entregues pelo cons�rcio ao Minist�rio, j� se levantava a hip�tese de racionamento, inclusive o preju�zo econ�mico que o Pa�s teria com um apag�o. Por conta disso, o governo foi alertado a tomar medidas extraordin�rias para reduzir o risco.

 
 
Entre as alternativas de m�dio prazo, estava inclu�da a administra��o da demanda para reduzir o consumo dos grandes consumidores durante o hor�rio de pico, implementa��o do programa de conserva��o de energia, a ado��o de hor�rio de ver�o e instala��o de equipamentos de compensa��o reativa, para ajudar a reduzir as restri��es e perdas de transmiss�o, entre outras. Boa parte dessas medidas apenas foi adotada com maior firmeza este ano, quando houve a certeza do racionamento.

 
 
A falta de investimento adequado na expans�o da gera��o e transmiss�o foi apontada como principal motivo para o risco de d�ficit de energia. De 1990 a 1995, o volume de recursos aplicado no setor caiu de US$ 6 bilh�es para US$ 4 bilh�es. A diminui��o dos investimentos foi atribu�da � queda gradual da tarifa de consumo, para conter a infla��o, que reduziu o fluxo de caixa dispon�vel para aplica��o, falta de regras claras, aus�ncia de regulamenta��o ambiental e incerteza quanto � restrutura��o do setor.

 
 
Resumindo: segundo o estudo, a raiz do problema era a restri��o financeira do setor p�blico e os problemas legais e institucionais envolvidos no investimento potencial do setor privado. Com esses entraves, os reservat�rios nacionais passaram a ser comprometidos. O fato de os projetos terem deixado de entrar em opera��o pressionou o sistema existente de acordo com o forte crescimento da demanda.

 
 
A progress�o da queda das reservas em termos de armazenagem m�xima tornava-se preocupante. Em abril de 1994, o n�vel m�ximo das bacias era de 92%; em 1995, 87%; e em 1996, de apenas 78%. S� nesse per�odo, os baixos n�veis dos reservat�rios levaram � redu��o da disponibilidade de capacidade estimada em 2 mil megawatt.


A �ntegra do estudo pode ser encontrada no site do Minist�rio de Minas e Energia (www.mme.gov.br) na op��o Reseb



 

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