Title: Invertia
N�o sou economista (s� economizo). Isto explica o quase pat�tico insucesso das tentativas e do esfor�o para entender as pol�ticas econ�micas.
 
Mas uma coisa tenho notado h� pelo menos uma d�cada:
todas as mudan�as que ocorrem aqui no sul da Am�rica Latina, em qualquer de seus pa�ses, forma precedente de atividade pol�tica-econ�mica.
 
E, junto a isso, ser� em alguns momentos inevit�vel (no Brasil sempre... as MPs j� fizeram hist�ria... macabra?) as leis sofrer�o altera��es (s�o as mudan�as legislativas que mant�m minha mem�ria mais ou menos ativa...)
 
O Brasil viveu exemplos disso.
 
Exemplo cl�ssico (um dos mais ou menos recente...), que teve precedente na Argentina, e que depois foi implantado no Brasil, foi a legaliza��o do assalto �s poupan�as.
 
O ataque 'as poupan�as foi permitido pela edi��o de uma das primeiras MPs do plano Fernando Collor.
 
Era legal?      
 
E agora, o que � poss�vel perceber?
 
As tarifas de energia v�o ganhar seu aumento, no Brasil.
 
E o que mais depois?
 
Uma das vezes em que nossa moeda foi alterada, tudo pareceu mais ''barato'', na nossa comum vis�o.
 
O sal�rio m�nimo j� passava de cento e tantos cruzeiros, ou cruzados, sei l� qual o nome da moeda, ou eram mil e tantos.
 
Ent�o tudo foi dividido por quase 3,6.
 
Eu ouvia as pessoas mais ing�nuas dizerem: "agora tudo t� baratinho".
 
Mas elas, no imediato da mudan�a da pol�tica-econ�mica, n�o percebiam que o sal�rio m�nimo tinha sofrido dura desvaloriza��o e alta redu��o do poder de compra.
 
Mais tarde eram 7 ou 15 reais, n�o recordo mais, o sal�rio m�nimo.
 
Passamos a trabalhar com centavos.
 
E tudo parecia realmente baratinho.
 
Os n�meros fantasiam e enganam as pessoas. 
 
Os n�meros fazem "milagres", enchendo os olhos.
 
Isto enquanto n�o se fazem as contas.
 
 
 
Cristiane Rozicki
 
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Conjuntura
Confira as principais medidas do novo programa econ�mico argentino
 

Segunda, 18 de Junho de 2001, 7h21    Fonte : Reuters Investor
 

O ministro da Economia argentino, Domingo Cavallo, anunciou na noite de sexta-feira um amplo plano econ�mico que inclui o abandono do regime de c�mbio fixo para as opera��es de com�rcio exterior.

 

Tamb�m anunciou uma s�rie de modifica��es tribut�rias que visam tornar mais competitivos os setores agropecu�rio e de transporte, al�m de animar o consumo.

 

Por sua vez, o ministro da Infra-estrutura, Carlos Bastos, anunciou um aumento no imposto cobrado sobre combust�veis e a implementa��o de uma taxa no transporte p�blico que ser� utilizada para criar um fundo destinado a financiar a constru��o de estradas e rodovias.

 

A seguir, os detalhes dos an�ncios:

 

 

* Exporta��es

- � estabelecido um regime cambial vari�vel para as exporta��es: a partir desta segunda-feira quem exportar poder� transformar cada d�lar vendido por uma quantidade maior de pesos do que a permitida atualmente.

- Esse diferencial ser� determinado diariamente e surgir� da diferen�a entre um d�lar e o valor m�dio de um d�lar e um euro.

- Os combust�veis ficam exclu�dos deste c�mbio vari�vel, o que significar� para o Estado uma receita l�quida de US$ 300 milh�es anuais.

- Os setores exportadores que cobravam at� 8% de reembolso por suas vendas n�o cobrar�o mais, e para os setores que esse reembolso era maior ser� reduzido em 8 pontos percentuais. Esta mudan�a libera US$ 400 milh�es anuais para o Estado.

- A Tarifa Externa Comum (TEC) para importa��o de bens de consumo � reduzida de 35% para 27%.

- O sistema de conversibilidade original - que atrela o peso ao d�lar em uma paridade de um a um - continua em vig�ncia para todas as opera��es financeiras dentro do pa�s.

 

 

* Modifica��es tribut�rias

- A contribui��o paga por empresas para cobrir as necessidades sociais de seus empregados ser� elevada para 16,0%.

- Em dois anos, toda essa contribui��o poder� ser contabilizada como pagamento � conta do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) para os setores exportador, agropecu�rio e de transporte.

- Os setores exportador, agropecu�rio e de transporte est�o isentos do imposto de renda m�nima.

- O n�vel de sal�rio a partir do qual os trabalhadores devem pagar imposto de renda � elevado de 1.500 para 4.000 pesos.

 

 

* Plano de infraestrutura

- O Imposto sobre Transfer�ncia de Combust�vel (ITC) � elevado em tr�s centavos de peso.

- Mais adiante, o ITC aumentar� entre 7 e 8 centavos de peso para o diesel e cair� 10 centavos de peso para a gasolina.

- A al�quota de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) sobre o transporte p�blico de passageiros � elevado de 0 a 10,5%.

- O valor dos ped�gios ser� reduzido de 2,4 pesos para 75 centavos de peso a cada 100 quil�metros.

Obs.: Com o aumento no ITC e a aplica��o do IVA ao transporte ser� criado um fundo que financiar� obras vi�rias.

 
 
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