N�o � bobagem, tampouco � brincadeira.
 
Ser� a prova de que a comunica��o social digitalizada aproxima as pessoas?
 
O que esta atomiza��o de comunidades demonstra e pode ocasionar?
 
Por que ser� que nos conformamos 'a arbitrariedade da vida pol�tica macronacional, real, e fugimos para as microna��es?
 
Segue o artigo.
 
O endere�o da not�cia foi recebido hoje, na lista
 
 
Cristiane, pensativa,
cidad� provis�ria de Avalon
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Viva a sociedade alternativa!
09:37 13/06
Adriana Carvalho, enviada especial a Orange ([EMAIL PROTECTED])
 
 
Qual � a capital da Rep�blica de Orange? Quais as cores da bandeira da Na��o Unida Rastafari? Onde fica o Sacro Imp�rio de Westerland? N�o adianta procurar no Atlas. Algumas dessas “na��es” existem apenas virtualmente, outras s�o um pequeno peda�o de terra auto-proclamado independente. Fazem parte do chamado “mundo micronacional”, onde qualquer pessoa pode fundar o seu pr�prio pa�s.

 
Cansada do racionamento de energia, racionamento de �gua, rod�zio de carros, altos impostos e do governo brasileiro, resolvi na semana passada mudar de nacionalidade. Preenchi um formul�rio e dois dias depois recebi a resposta da secret�ria geral da "Rep�blica de Orange", Jeniffer Rockwell MacLeod: durante os pr�ximos 30 dias sou candidata � cidadania do "pa�s". Se nesse per�odo eu me mostrar uma cidad� participativa na vida da "na��o", situada no "limite entre o Brasil e a Guiana", serei considerada uma aut�ntica "oranger".
 

Como diria mais ou menos John Lennon, voc� pode pensar que eu sou uma sonhadora (ou uma maluca mesmo), mas certamente eu n�o sou a �nica. A "Liga dos Estados Secessionistas" , uma "entidade" representativa das "microna��es", como s�o chamados “pa�ses” como a Rep�blica de Orange, conta atualmente com 31 membros.
 
 
J� o "The Micronation and Sovereignty Website Index" (�ndice de microna��es e soberanias) lista mais de 200 microna��es, entre projetos de novos pa�ses, "governos" formados por pessoas exiladas de suas verdadeiras p�trias, e "na��es" virtuais. O n�mero de pessoas engajadas em todo o mundo (real) � dif�cil de calcular, j� que ningu�m ainda realizou um censo.

Hist�rias curiosas sobre esses imp�rios, rep�blicas, monarquias ou regimes de governo inventados n�o faltam. Em 1967, o ingl�s Paddy Roy Bates ocupou com sua fam�lia uma plataforma de concreto e a�o, usada durante a Segunda Guerra Mundial como base militar no Mar do Norte. Com o argumento de que o local havia sido abandonado e estava em �guas internacionais, proclamou o territ�rio independente e deu a ele no nome de "Principado de Sealand". Nomeou a si mesmo "pr�ncipe" e deu o t�tulo de "princesa" para sua esposa. Desde ent�o, Bates vem lutando pelo reconhecimento oficial de seu pa�s.

Na regi�o da Riviera, quase na fronteira com a Fran�a, uma vila com 400 irredut�veis almas insiste em n�o se considerar italiana. Sob o comando do "pr�ncipe Giorgio I", os habitantes do auto-proclamado "Principato di Seborga", t�m bandeira e selos pr�prios. Al�m disso, o "luigino", como � chamada a moeda de Seborga, tem uma taxa de c�mbio fixa que a torna a mais valiosa do mundo: 15 centavos de "luigino" valem um d�lar americano. Um "luigino" inteiro ent�o, d� para trocar por 6 d�lares!

Na Su�cia, em 1980, o artista Lars Vilks arrumou uma boa briga com o governo por causa de duas enormes esculturas, que as autoridades queriam derrubar. "Para financiar os custos do processo que enfrentava, o artista declarou independente o territ�rio onde estavam as esculturas e come�ou a vender 't�tulos de nobreza' de seu pa�s", conta o "presidente" da Rep�blica de Orange, "Lucio Costa Wright", que na vida real � o arquiteto Paulo Marcelo Rezzutti. A na��o de Vilks, com um quil�metro quadrado de territ�rio, recebeu o nome de "Lad�nia", e hoje conta com um divertido gabinete: h� o ministro do Jazz, o ministro do Sofisma, o ministro da Internet e por a� vai.

Rezzutti, por sua vez, n�o invadiu nenhum territ�rio de verdade, apenas o espa�o cibern�tico. Com sua experi�ncia em arquitetura, colocou no papel, ou melhor na web, o desenho das cidades de Orange, que j� existiam na imagina��o dos "cidad�os" antes de ele ser eleito presidente, no in�cio deste ano.

"Orange � um grande laborat�rio, podemos soltar a imagina��o e discutir o que quisermos. � uma forma de exercitar a cidadania, j� que em nosso pa�s de verdade isso �s vezes � muito dif�cil", diz Rezzutti. Orange, assim como outras microna��es, tem suas pr�prias institui��es. Na universidade (a "Uni-Orange") h� v�rios cursos dispon�veis que o cidad�o pode fazer via e-mail. Um deles � o de direito, ministrado por "orangers", que na realidade s�o estudantes do quarto ano do Largo S�o Francisco. Tamb�m pelo e-mail chega o L’Orange dans Jour, o jornal mais lido do "pa�s", com direito a editorial, entrevistas, not�cias e cr�tica de cinema. At� campeonatos de t�nis por e-mail s�o organizados.

Atualmente Orange enfrenta uma grande pol�mica com a proposta de implanta��o do “Plano Econ�mico”, que criar� a moeda do pa�s e at� bancos 24 horas virtuais. Os “orangers” est�o assustados com a possibilidade de terem que pagar impostos. O “Parquet”, que � uma esp�cie de Minist�rio P�blico, j� se manifestou, dizendo que o plano � “inconstitucional” (sim, Orange tem sua pr�pria Constitui��o).


As amizades e as discuss�es do mundo micronacional (que n�o raramente d�o origem a guerras e revolu��es), muitas vezes extrapolam o terreno da fantasia. “H� pessoas que realmente ficam magoadas umas com as outras. E h� hist�rias que acabam at� em casamento”, conta Rezzutti. Ele cita o caso de um casal que se conheceu nas rela��es diplom�ticas de seus micropa�ses. �ngela Rodriguez Leal, brasileira, estudava na Espanha e Jorge Driesner, tamb�m brasileiro, vivia na capital paranaense, Curitiba. “Eles come�aram a namorar pela internet, ela conseguiu arrumar um emprego para ele na Espanha e os dois v�o se casar l�, no pr�ximo dia 13 de julho”, conta Rezzutti.

E assim segue a vida no mundo micronacional. Ah! J� ia esquecendo: para quem interessar possa, as respostas para as perguntas do in�cio desta mat�ria s�o, respectivamente: “Guillaumsbourg”, “vermelho, amarelo, verde e preto” e “Pen�nsula da Crim�ia, Mar Negro”.  
 
 
 
 
 
----- Original Message -----
Sent: Friday, June 22, 2001 7:12 PM
Subject: [osamhain] Reportagem


 
Reportagem sobre o micronacionalismo.
 
Sofia Stone
Ast�ria-Winston
Secretaria da Cultura
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