----- Original Message -----
From: Claudius
Sent: Friday, June 22, 2001 10:16 PM
Subject: Re: [Direito_Saude] RES:Medicina/transplante- Doe sangue e orgaos

Falta doador de sangue? ooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooh!!!!!!!!!!!!!
Mas, entao, afinal de contas, por que ser� que homossexuais n�o podem doar sangue?
A noticia, com link, data e referencia � de um ano atraz, pouco menos...
N�o ''e falta de solidariedade nao. � falta de bom senso, de juizo e de boa vontade. Tem um monte de gente querendo doar sangue e nao podendo...
 
 
 
 
Quinta-feira,
2 de dezembro de 1999
N�mero de soropositivas triplicou no Pa�s de 91 a 96

Maior incid�ncia � verificada em mulheres na faixa dos 15 aos 19 anos

CHICO ARA�JO

Especial para o Estado

BRAS�LIA - O n�mero de casos de aids entre mulheres triplicou no Pa�s no per�odo de 1991 a 1996, passando de 5,8 para 18 para cada 100 mil habitantes.

A maior incid�ncia � entre mulheres de 15 a 19 anos de idade. Em 1991, a taxa era de uma mulher contaminada para cada 100 mil. Em 1996, esse �ndice aumentou para 1,5. As mulheres contabilizam 41.052 casos de aids dos 170.073 notificados ao Minist�rio da Sa�de de 1981 at� hoje.

Em todo o mundo, 33 milh�es de pessoas vivem com a doen�a. O Minist�rio da Sa�de estima que, no Pa�s, 537 mil pessoas sejam assintom�ticas - est�o contaminadas, mas ainda n�o desenvolveram a doen�a.

Enquanto a aids dissemina-se entre as mulheres, diminui entre os homens de 15 a 19 anos. A redu��o chegou a 50% nos casos novos notificados, informa o Boletim Epidemil�gico da Aids, divulgado ontem pelo ministro da Sa�de, Jos� Serra. Segundo o documento, os casos ca�ram de 4,4, em 91, para 2 em 1996 para cada grupo de 100 mil habitantes. A taxa entre as meninas elevou-se de 1,0 para 1,5 em 1996. "Os jovens incorporaram o uso de preservativos", acredita o coordenador do programa de aids do Minist�rio da Sa�de, Pedro Chequer.

Entre junho e agosto deste ano foram notificados 6.718 casos da doen�a, mantendo a m�dia de 21 mil casos dos �ltimos tr�s. Serra explicou que h� uma tend�ncia de estabiliza��o de novos casos de aids. O ministro disse que a mortalidade teve uma redu��o de 37% entre 1995 e 1997.

Um pesquisa encomendada pelo Minit�rio da Sa�de mostrou que 44% dos jovens dos 16 aos 25 anos usaram camisinhas em todas as rela��es sexuais praticadas nos �ltimos 12 meses. Esse porcentual � superior ao verificado no Chile, que � de 36%.

Adultos - A aids tamb�m cresce entre a popula��o de 30 a 39 anos de ambos os sexos. Segundo o minist�rio, a taxa de novos casos passou de 37 para 56,8 no per�odo de 1991 a 1996. Nesse caso, a baixa escolaridade � um fator determinante. Entre os homens com 1� grau, o n�mero de casos era de 7,4 para cada 100 mil habitantes, h� nove anos, mas aumentou para 13,7, em 1997. J� entre os homens com grau superior de escolaridade verificou-se uma tend�ncia de estabiliza��o.

Entre as mulheres, por�m, o crescimento de novos casos ocorreu em todos os n�veis de escolaridade. A taxa entre mulheres com o 1� grau elevou-se de 1,68 para 5,68. J� entre aquelas com mais escolaridade, o �ndice passou de 1,22, em 1990, para 3,82 em 96.

Rem�dios - Segundo o ministro, a redu��o de 37% nas mortes por aids deve-se � distribui��o do coquetel de rem�dios. Ele informou que, neste ano, o governo federal investiu R$ 600 milh�es na compra desses medicamentos. No ano que vem, diz Serra, os investimentos ser�o superiores a R$ 800 milh�es. Investindo em medicamentos, o Pa�s economizou R$ 461 milh�es, evitando 146 mil interna��es. Para reduzir os gastos com rem�dios, o governo federal ir� fabricar os que s�o mais caros, inclusive os patenteados, nos laborat�rios p�blicos como a Funda��o Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Funda��o para o Rem�dio Popular (Furp), de S�o Paulo. Serra quer que o Pa�s produza at� o fim do pr�ximo ano 70% dos medicamentos usados no coquetel antiaids.

No Rio, os grupos de ativistas gays Arco-�ris e Atob� decidiram entrar na Justi�a, at� o fim da semana, pedindo a revoga��o da portaria 1.376/93, do Minist�rio da Sa�de, que regulamenta a doa��o de sangue. Eles consideram a norma preconceituosa por impedir que pessoas dos chamados "grupos de risco" doem sangue. Os grupos tamb�m v�o processar o Instituto Estadual de Hematologia por discriminar homossexuais que se oferecem como volunt�rios.

Ontem, Dia Mundial de Luta Contra a Aids, oito gays foram impedidos de doar sangue no instituto. O chefe do Servi�o de Hemocultura, Lu�s Amorim, concordou que a portaria 1376/93 � obsoleta, por desconsiderar "comportamentos de risco".

Em S�o Paulo, centenas de pessoas fizeram manifesta��o na Avenida Paulista pedindo campanha de preven��o contra a doen�a para grupos de exclu�dos. Os manifestantes reuniram-se no v�o do Museu de Arte de S�o Paulo (Masp) e seguiram em passeata at� a Secretaria Municipal de Sa�de.


  


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