Como conseguimos chegar nesse assunto ? (ADUFC ?)

A questao central aqui era a Reserva de Mercado para os Diplomados, o qual
eu, pessoalmente, acho uma bobagem. (no offense !)

Olha como essa proposta eh absurda:
Dei aula em uma universidade aqui em SP (UNIP), onde 80% da turma de 4o ano
nao sabia programar em Pascal e nunca tinha preparado um Statement SQL na
vida. Basta dizer que fui afastado no 3o semestre, antes que pudesse
reprovar mais da
metade da turma. (politica da Universidade, vai entender...)
Esse pessoal todo se formou e foram jogados no mercado com seus Diplomas,
com direito a competir com gente da UNICAMP, e quem sabe ateh tomando
cargos de pessoas formadas em universidades mais serias.
NAO PODE !  PODE ?
Entao para evitar isso, vamos regulamentar que soh podem exercer os melhores
cargos
se forem formados em universidades de primeira linha (UNICAMP, PUC-RJ, UFPE,
USP, UFRS, UFMG, ufc???? - Xiii, vai ficar gente de fora).
Ou seja, essa regulamentacao nao vai melhorar qualidade de nada.

Mas que tenho minhas reservas com gente formada na UNIP tenho - mas sei
que nao podemos generalizar. Hoje trabalho com pessoas formadas na UNIP, que
sao competentes, e que foram pra lah, pq era o mais facil de tirar o canudo,
e assim
nao ficariam em desvantagem competitiva.


Um PhD pelo MIT, se estiver concorrendo com um Estagiario da UNIP,
ou ele eh muito ruim, ou seu cliente eh muito ruim, ou o estagiario eh muito
bom.
Qualquer uma das 3 opcoes, eh perfeitamente possivel.

O PhD sai com uma vantagem enorme e nao vai precisar de reserva
nenhuma pra se "proteger" contra os pobres excelentes estagiarios.

Titulos devem ser considerados como uma vantagem competitiva e por
isso vamos atras deles.
Mas, que ninguem precisa deles pra ser bom, nao precisa mesmo.
E tem gente fraca que precisa deles pra melhorar um pouquinho, pq se
depender de competencia....

Assim como Gaucho, sou tambem pela selecao natural, que o
mercado sabe fazer bem.

Inteh

F.Lenz

----- Original Message -----
From: "Augusto Pedroza" <[EMAIL PROTECTED]>
To: <[EMAIL PROTECTED]>; <[EMAIL PROTECTED]>
Sent: Friday, October 25, 2002 2:29 PM
Subject: RES: [discussao] mercado


> Prezado colega de IA, Felipe Ga�cho,
>
> Respeito-o muito como colega e profissional e n�o estou querendo impor
> minhas id�ias, mas acredito que houve algum ru�do de comunica��o.
>
> Regulamentar a profiss�o e sindicalismo n�o s�o a mesma coisa. Por
exemplo,
> nossa profiss�o n�o � regulamentada mas n�s pagamos todos os anos taxas a
um
> sindicato que eu acredito que quase ningu�m sabe sequer o nome, quanto
mais
> quem s�o os "safados" (como foi dito aqui) que ganham o dinheiro no mole.
E
> eu e voc�, como professores universit�rios, pagamos essas taxas em dobro
ou
> triplo, pois trabalhamos em mais de uma institui��o.
>
> Pelo amor de Deus, n�o estou chamando ningu�m de safado. At� porque
conhe�o
> alguns dos sindicalistas que lutam pela nossa classe de professor, na
ADUFC
> e na ADUNIFOR, e sou testemunha de suas integridades e do que a luta deles
> nos trouxe de benef�cios.
>
> E o bom deste nosso pa�s, � que podemos discordar, de forma cort�s (e at�
> rindo um do outro porque nossas mesas s�o quase uma do lado um da outra),
> sem preju�zo para nenhuma parte. E eu n�o acredito que apenas M�dicos,
> Advogados, Dentistas, Contadores, Engenheiros, Arquitetos,
Administradores,
> Fisioterapeutas, Psic�logos, T�cnicos de Futebol etc, mere�am, por serem
> seres superiores, de profiss�es mais nobres, terem a profiss�o
> regulamentada.
>
> E isso n�o � protecionismo, do tipo "o cara pode matar uns dez pacientes e
> ficar tranq�ilo porque o CRM vai dar um jeito dele n�o perder a fonte de
> renda" (o que n�o � verdade, foi s� uma brincadeira sua). � muito mais
algo
> como uma garantia de qualidade. N�o fosse isso importante, tantos de n�s
n�o
> estar�amos lutando pelos mestrados, Doutorados, Certifica��es, obter o
> melhor n�vel de CMM etc.
>
> Como disse, n�o desejo (nem tenho o poder e nem quero) impor minhas
id�ias.
>
> Um abra��o,
>
> Augusto Pedroza
>
> P.S: Viva o Inter ga�cho! Abaixo o Gr�mio!
>
>
> -----Mensagem original-----
> De: Felipe Vieira Silva [mailto:gaucho@;atlantico.com.br]
> Enviada em: sexta-feira, 25 de outubro de 2002 11:43
> Para: [EMAIL PROTECTED]
> Assunto: RES: [discussao] mercado
>
>
> regulamenta��o em medicina � bem legal, o cara pode matar uns dez
pacientes
> e ficar tranquilo porque o CRM vai dar um jeito dele n�o perder a fonte de
> renda :^)))
>
> agora falando no mundo real: computa��o � um mercado din�mico e selvagem
em
> todo o mundo.. Regulamenta��o parece ser uma boa coisa pros advogados e
> sindicalistas que ir�o nos cobrar taxas sem fazer nada, mas nunca consegui
> ver alguma garantia nisso. A menos que se queira realmente garantir
direitos
> na for�a, � base de greves e sindicatos parasitas...
>
> Trabalho no mercado � dez anos, e detesto a id�ia de que algum dia n�o
> poderei trabalhar em alguma coisa simplesmente porque eu n�o paguei a taxa
> exigida por algu�m.... que a minha capacidade tenha que ser validada por
> pap�is...
>
> prefiro a liberdade de entrar numa empresa e dizer o que sei. Se eu n�o
> conseguir emprego com isso, bem, ou aprendo mais ou desisto - seja como
for
> parece uma rela��o mais honesta do que enviar o meu CV para um sindicato e
> esperar que eles obriguem um patr�o a me contratar...
>
> Essa vis�o que eu coloquei acima � exagerada e ultra-radical, mas � porque
> eu realmente n�o consigo ver no Brasil algum sindicato com capacidade de
> respeitar os seus integrantes e lutar de forma digna por eles.. Assisto
> muitos sindicatos canalhas, que nada fazem a n�o ser cobrar dos patr�es e
> empregados.
>
> No final, algu�m vai criar um sindicato e usar a frustra��o geral para
> ganhar muito dinheiro.
>
> Uma alternativa que me parece mais razo�vel � a cria��o de padr�es, grupos
> de discuss�o e conscientiza��o.. Leva mais tempo, mas � mais natural e d�
> igual oportunidade a todos.
>
> E eu ainda posso mudar de opini�o se houver algum argumento melhor do que:
> "eu ganho pouco, o estagi�rio cobra menos, preciso de uma lei para impedir
> que ele roube o meu emprego" :^))
>
>
> Felipe Ga�cho - adepto da sele��o natural
>
>
>
>
>
>
>
> -----Mensagem original-----
> De: Augusto Pedroza [mailto:augustopedroza@;atlantico.com.br]
> Enviada em: sexta-feira, 25 de outubro de 2002 10:06
> Para: Flavio Lenz; [EMAIL PROTECTED]
> Assunto: RES: [discussao] mercado
> Prioridade: Alta
>
>
> Prezados Fl�vio e Teles,
>
> Apesar de n�o conhec�-los pessoalmente, gostaria de submeter-lhes a minha
> modesta opini�o.
>
> Acredito que deva haver um ponto de partida para a regulamenta��o. E acho
> que esse ponto n�o deve nivelar todos por baixo.
>
> Ningu�m exerce a medicina, por exemplo, sem um diploma reconhecido pelo
MEC.
> Ficou  a pensar no rigor com que tratam os falsos m�dicos, quando
> descobertos na pr�tica ilegal da medicina. � assunto de mat�ria
jornal�stica
> nacional. Sai em todos os ve�culos de comunica��o do pa�s. Ou seja, o
> indiv�duo � um pr�tico, �s vezes at� entende mais alguns assuntos e tem
mais
> experi�ncia nesses assuntos do que muitos m�dicos. No entanto, voc�
levaria
> normalmente seu filho a um pr�tico, o qual voc� sabe que n�o tem curso
> superior de medicina?
>
> Mas os pr�prios profissionais de inform�tica desvalorizam sua profiss�o a
> ponto de sugerir que n�o � necess�ria a regulamenta��o da profiss�o que
t�m.
> Que qualquer um pode entrar no "neg�cio" e se "prostituir" aceitando uma
> m�dica esmola mensal de R$ 1.200,00, quando muito, como acontece hoje com
> v�rios profissionais terceirizados de empresas grandes locais (acho que
> voc�s sabem de qual empresa estou falando).
>
> Por que n�o seguir o exemplo dos profissionais de direito? S� exerce a
> advocacia quem tem diploma de direito e passou na avalia��o para a OAB.
Este
> � um modelo que pode at� servir para n�s, uma vez que se questiona certos
> diplomas de n�vel superior ou de p�s-gradua��o.
>
> Por isso, n�o considero que, por causa de exemplos aqui levantados, no
qual
> algu�m com p�s-gradua��o faz modelagem igual a um analista Jr., se deva
> colocar todos no mesmo patamar. Mesmo um diploma de p�s-gradua��o de
algu�m
> que modela mal, pode apontar apenas que esse algu�m ainda n�o aprendeu
> aquela nova (!?) tecnologia (surgida, quem sabe, h� menos de dois anos),
mas
> pode tamb�m apontar sua capacidade de aprender e constantemente se adaptar
> ao novo (o que � comum na inform�tica).
>
> No meu primeiro trabalho de computa��o, 1984, passei um ano programando em
> Fortran. Depois, profissionalmente, programei em  Cobol, C++, Clipper,
> delphi, Java... Trabalhei com modelagem em DFD�s, DD, DAD, MER e UML. Ser�
> que porque existe alguma ferramenta que eu ainda n�o aprendi e que um
> analista Jr. sabe, devo me sentir inferior? (por favor, n�o respondam...)
>
> Risos a parte, h� muito que poderia falar, mas agora tenho que voltar �
> labuta. Mas acho que se deve valorizar os diplomas e as certifica��es
> s�rias. E apesar de tamb�m haver profissionais diplomados ruins (de
m�dicos
> a tecn�logos), acredito que a regulamenta��o deve tamb�m passar por essa
> obriga��o de uma gradua��o (qualquer que seja a defini��o que se d� a essa
> palavra), podendo ser acrescida de outros elementos. Nunca nivelando por
> baixo.
>
> Sauda��es,
>
> Augusto Pedroza
>
>
> -----Mensagem original-----
> De: Flavio Lenz [mailto:flavio@;lenz.eti.br]
> Enviada em: quinta-feira, 24 de outubro de 2002 22:31
> Para: [EMAIL PROTECTED]
> Assunto: Re: [discussao] mercado
>
>
> Beleza Tales,
>
> Aceito o seu argumento e refaco minha colocacao.
>
> Generalizei pelo fato de sempre ouvir como argumento principal
> da regulamentacao o fato de ter gente nao diplomada exercendo
> nossa profissao.
> Mas, logico, devemos olhar por esse outro lado.
>
> Abracos
>
> F.Lenz
>
> ----- Original Message -----
> From: "CEJUG - Clavius Tales" <[EMAIL PROTECTED]>
> To: <[EMAIL PROTECTED]>
> Sent: Thursday, October 24, 2002 8:18 PM
> Subject: Re: [discussao] mercado
>
>
> > Fl�vio,
> >
> > Excelentes coloca��es. Mas deixe-me fazer apenas uma observa��o.
> >
> > > E essa estoria de regulamentacao de profissao, tentando reservar o
> mercado
> > > para os "diplomados",  eh pra quem nao confia no Taco. (nada pessoal)
O
> > > proprio mercado separa os bons dos maus profissionais e vai fazer isso
> > > pela
> > > existencia ou nao de um diploma, se achar necessario. (aparentemente
nao
> > > eh)
> >
> > Cuidado para n�o generalizar. A regulamenta��o � importante, sim. Ela
> serve
> > para defender os interesses da classe, e n�o para proteger maus
> > profissionais. Todo tipo de trabalho tem suas particularidades, que
devem
> > ser discutidas e adaptadas � realidade. Um frentista de posto de
gasolina
> > recebe um adicional por insalubridade e seu tempo de servi�o � reduzido
> > exatamente porque sua fun��o tem caracter�sticas peculiares. Obviamente
> que
> > devemos repudiar o paternalismo, mas isso n�o quer dizer que devemos
> > descartar a possibilidade de regulamenta��o. Sei que voc� n�o quis dizer
> > isso, mas tenhamos cuidado com palavras, pois elas t�m muito for�a e
podem
> > ser interpretadas das mais diferentes maneiras.
> >
> > Um abra�o.
> >
> > Clavius Tales
> > Coordena��o
> > CEJUG - Cear� Java Users Group
> > [EMAIL PROTECTED]
> > www.cejug.org
> >
> >
> >

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