Caro Hélio Frota,

Eu já conheço esses rapazes por "sobrinhos".

Eu considero que os fabricantes de software desenvolveram estas funcionalidades com a melhor das intenções. Muitas vezes o desenvolvedor precisa criar um protótipo para demonstrar ao cliente a abordagem da resolução de um determinado problema. Essa validação pelo cliente precisa ser rápida para não atrasar o projeto ou provocar um aumento na taxa de manutenção corretiva. Mas como você mesmo disse, alguns utilizam tais funcionalidades para produzir códigos definitivos  (pode até ser que sejam códigos bons). Isso também não é um problema muito sério se o desenvolvedor for experiente para entender que aquele é um bom código ou não. Um problema seria se o programador não fosse experiente, então podemos concluir que o software desenvolvido não tem muitas chances de funcionar perfeitamente em um ambiente produtivo. Poderá haver muitos bugs a serem corrigidos.

É ai que entra a seleção natural. Os outros profissionais vão obtendo certificações e compondo equipes que adotam um processo bem definido de software. Já os "sobrinhos" vão se extinguindo aos poucos e desaparecem quando a aplicabilidade de suas soluções já não são suficientes para o mercado.

Talvez na disciplina de Engenharia de Software você perceberá que desenvolver software não é tão trivial como  imagina.

Atenciosamente,
-- 
Hildeberto Mendonça
Mentores Consultoria - www.mentores.com.br
Fone: (+55) 85 224 7055
Fortaleza - Ceará, Brasil.


Helio Frota wrote:

Prezados "cafeinados" ,

        Gostaria de reformular a questão levantada no dia inauguração, pois até aquele devido momento além de cafeína eu também estava sem nicotina.

        A questão era a seguinte:

" Quando se fala em java, a maioria das pessoas comuns em iformática imaginam a linguagem em si, só que com o advento cada vez maior de padrões de analise, projeto e desenvolvimento, a "codificação" torna-se praticamente irrelevante, pois o uso de IDE´s e algumas ferramentas de desenvolvimento como o Dreamweaver (citado) que geram não o esqueleto de classes, mas sim os métodos para conexões com BD e outras coisas, fazendo com que haja uma desvalorização a meu ver, de uma programador que faz tudo na mão perder seus méritos e mercado, digamos assim, para os que apenas CLICAM."

Dai vieram os questionamentos:

Até que ponto os padrões e as bibliotecas, que já estão fornecendo quase tudo, irão realmente ser a melhor opção para poder diferenciar um programador de outro?

Como a certificaçao java me trará resultados em termos de diferencial de mercado diante dos programadores que "clicam" ?

Quando citei sobre programador "pião" estava me referindo a programação sem criatividade, sem arte. comparando quem constroi um predio e quem esculpe uma pedra.

Bom , eu sou estudante da Fic- faço o 4º semestre de Sistemas de informação, só sei programar em pascal (pouco) e java (to aprendendo) mas to achando massa e espero que o CEJUG seja um sucesso pq JAVA já é !!!





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