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Lista: dtoambiental (Fique atento: dicas no rodape!)
Mensagem enviada por: [EMAIL PROTECTED]
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Caro Andre Lima
Sou recem formado em engenharia el�trica, com �nfase em
telecomunica��es, pela Unicamp. A muito tempo ou�o falar sobre o discurso
dos poss�veis efeitos mal�ficos da radia��o eletromagn�tica dos celulares
no homem. Infelizmente depois de tudo o que li n�o acredito que ainda
tenhamos uma posi��o precisa acerca deste assunto. O que posso adiantar �
que este � um campo que provoca rea��es apaixonadas tanto contra como a
favor. Um fato � que a radia��o emitida pelas antenas na torres chega, em
99,9% dos casos, com n�veis baix�ssimos de intensidade no solo. Para se ter
uma id�ia � preciso primeiro conhecer a medida de W/m2 que mede a
intensidade de um campo em determinada superf�cie. Outra medida importante
� a SAR (em ingl�s, specific absorption rate) que mede a absor��o da
radia��o por massa de tecido org�ncio em W/kg.
As normas r�gidas consideram medidas aceit�veis abaixo de 0,057 W/m2
no caso da densidade de pot�ncia que cubra todo o corpo. Para raz�o de
absor��o em ambientes n�o controlados (locais que as pessoas n�o est�o
cientes do risco) podemos falar em valores m�ximos de 0,08W/kg no corpo
todo ou 1,6 W/kg em pontos espec�ficos por meia hora ou mais.
Medidas feitas pelo CPqD de Campinas mostram que a densidade de
pot�ncia perto da antena pode chegar a 2,52 W/m2, contudo como a antena
est� no m�nimo a 10 metros de altura este valor se reduz centenas de vezes
ao n�vel do solo.
A radia��o n�o ionizante da faixa do celular � capaz de aquecer os
tecidos do corpo, fen�meno conhecido como "efeito termico". Com um SAR de 4
W/kg (que � extremamente alto para os n�veis encontrados no solo) atingindo
todo o corpo por 20 minutos � poss�vel aumentar a temperatura dos tecido em
1 grau cent�grado. A empresa Siemens diz existem outras maneiras de
aumentar a temperatura do corpo como a ingest�o de liquidos quentes ou a
pr�tica de exerc�cios f�sicos e que o pr�prio corpo tem mecanismos para
compensar um aumento de temperatura. At� hoje todas as pesquisas s�rias
foram incapazes de comprovar, com certeza, que o efeito t�rmico provocado
pelo celular seja danoso ao homem.
� importante dizer que Campinas SP foi a primeira cidade a estabelecer
o n�vel m�ximo de pot�ncia em ambientes n�o controlados: A lei municipal
9.891 de 26 de outubro de 1998 diz que qualquer tipo de antena (FM, TV,
celular) deve submeter as pessoas a no m�ximo 0,01 W/m2 que � menor do que
a norma americana por exemplo. Outra cidade a considerar os poss�veis
efeitos da radia��o eletromagn�tica foi Maringa no Paran�. Em Lei
complementar n� 250/98 publicada pelo munic�pio no dia 12 de novembro deu
raz�o �s queixas dos moradores. Esta��es radio base com suas respectivas
torres n�o podem ser instaladas em ruas resid�nciais. Primeiro porque muito
a consideram uma amea�a a sa�de, outros as acham feias a ponto de
desvalorarizar seus im�veis. A Global telecom e a tele celular sul chegaram
a marcar reuni�es com a prefeitura mas quem acabou decidindo em favor dos
moradores foi a C�mara municipal. � poss�vel, apesar de mais dif�cil ter
uma cobertura eficiente de telefonia celular sem colocar torres em ruas
residenciais desde que os bairros tenham pelo menos uma rua n�o residencial
onde a esta��o possa ser instalada.
O gozado de toda esta discuss�o � que poucas pessoas se atem ao fato
de que o maior perigo esta do lado de suas cabe�as. � o proprio terminal
celular. Cada aparelho produz uma radia��o potenciamente mais nociva do que
as torres por estar muito mais proximos. Falar com a antena abaixada por
exemplo significa um aumento ainda maior nos niveis de emiss�o de Radia��o
diretamente na cabe�a, mas as pessoas n�o se importam, talvez por
ignor�ncia ou simplesmente por desinteresse.
Acredito que estar ciente n�o significa abandonar os celulares. �
inegavel que a telefonia celular deixa a sociedade mais eficiente. Portanto
a comunica��o por r�dio parece ser um caminho sem volta. Como j� foi dito
na lista existem outras formas de radia��o que est�o a� e n�o s�o temidas
tais como fornos de microondas, monitores de TV, l�mpadas de vapor de
merc�rio (que emitem radia��o ionizante), detectores de fuma�a (usam
amer�cio que � radioativo).
O mesmo ocorre com autom�veis e avi�es. Embora uma viagem de avi�o
seja mais segura, h� gente que ainda prefere dirigir a voar. Com uma boa
estrat�gia de comunica��o pode-se alertar os cliente do risco potencial e
continuar vendendo os terminais. Desta forma as empresas de
telecomunica��es v�o acabar evitando poss�veis processos judiciais no
futuro.
Existem os seguintes endere�os na internet de estudiosos dos efeitos da
radia��o n�o ionizante:
AEGIS=>http://www.goaegis.com/articles/
NEW SCIENTIST=>http://www.newscientist.com/
ALVARO AUGUSTO SALLES=> [EMAIL PROTECTED]
HUGO FIGUEIROA=> [EMAIL PROTECTED]
FRANSCISCO DE ASSIS TEJO=> [EMAIL PROTECTED]
FCC=>http://www.fcc.gov/oet/
Fabio Santelli
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Dicas:
1. Duvidas e instrucoes diversas, procure por Listas em:
http://www.pegasus.com.br
2. Treinamento a distancia: Redes TCP/IP: Teoria e Pratica
http://www.ganymede.com.br