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Lista: dtoambiental (Fique atento: dicas no rodape!)
Mensagem enviada por: [EMAIL PROTECTED]
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Segue abaixo uma mensagem que interessa a todos, sobre a conjuntura
internacional em rela��o ao setor madeireiro e a tend�ncia de flexibiliza��o
das legisla��es nacionais sobre florestas.
Esta flexibiliza��o ser� defendida por alguns governos durante as
negocia��es da Rodada do Mil�nio da OMC em novembro pr�ximo em Seattle.


Andr� Lima
Programa Direito Socioambiental
ISA - Instituto Socioambiental
[EMAIL PROTECTED] <mailto:[EMAIL PROTECTED]>
�
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Fa�a parte da campanha SOS rio Xingu
mais informa��es:
http://www.socioambiental.org/sos/corpo/index.htm
�

-----Mensagem original-----
De: Nilo S�rgio Melo Diniz [mailto:[EMAIL PROTECTED]]
Enviada em: Quinta-feira, 1 de Julho de 1999 19:14
Assunto: Acordo amea�a Florestas


Para ONGs acordo da OMC amea�a florestas


Enquanto o tempo e a omiss�o de muitos governos v�o deixando a ECO-92
parecer  uma vaga lembran�a do passado, o lobby eficiente das corpora��es
transnacionais, do setor florestal, marcha decididamente para garantir um
novo acordo entre governos, que determina uma ampla liberaliza��o no
com�rcio de produtos florestais em todo o mundo. Por este acordo, seriam
eliminadas barreiras tarif�rias para o com�rcio de madeiras, celulose e
outros produtos florestais, como tamb�m barreiras n�o tarif�rias, como
legisla��es trabalhistas, de prote��o ambiental, selo verde e rotulagens.

Essa amea�a a conquistas ambientais e trabalhistas de pa�ses como o Brasil
foi denunciada por mais de 40 organiza��es de diversos pa�ses, reunidas num
encontro organizado pelo F�rum Internacional sobre Globaliza��o (IFG) - mais
a Pacific Environment Resources Center e The American Lands Alliance -
realizado em Seattle (EUA), entre os dias 24 e 26 de junho passado. Pelo
Brasil estiveram presentes representantes do IBASE e do gabinete da Senadora
Marina Silva (PT/AC).

Interessadas sobre o tema da globaliza��o e seus impactos sobre as florestas
nativas em todo o mundo, as entidades participantes come�aram a se preparar
para enfrentar essas e outras amea�as previstas para acordos a serem
assinados no encontro ministerial da OMC (Organiza��o Mundial do Com�rcio),
que se realizar� tamb�m em Seattle, em novembro deste ano, e que d� inicio �
chamada "Rodada do Mil�nio".

Segundo organiza��es dos EUA presentes ao encontro, o governo Clinton,
juntamente com grandes madeireiras norte-americanas, est� a frente das
negocia��es para uma libera��o tarif�ria acelerada, o que provocaria um
aumento vertiginoso no consumo de produtos madeireiros, sem qualquer
refer�ncia � prote��o de esp�cies florestais  amea�adas, da biodiversidade
ou a pr�ticas alternativas de extra��o madeireira. Essa investida do setor
madeireiro da Am�rica do Norte conseguiu, em 1997, flexibilizar o C�digo
Florestal canadense, e no M�xico, atendendo a imposi��es para inser��o ao
NAFTA (Acordo de Livre Com�rcio da Am�rica do Norte), o governo revogou o
artigo 27 da Constitui��o mexicana, que garantia o direito de propriedade
comunal da terra por parte de popula��es tradicionais.

Al�m da elimina��o de tarifas, os contratos propostos para o encontro da
OMC, ao final deste ano, devem incluir cl�usulas que exijam que "os pa�ses
tratem todos os pa�ses estrangeiros, investidores e companhias, no m�nimo,
t�o bem quanto aos investidores e �s companhias dom�sticas." Segundo Victor
Menotti, do IFG, a partir de acordos como esse, firmados no �mbito do GATT e
da OMC, "as corpora��es (transnacionais) v�m construindo uma utopia para si
mesmas, criando quase todas as condi��es mundiais favor�veis a seus
interesses imediatos, os quais, infelizmente, est�o geralmente em conflito
com os das comunidades humanas, economias locais e do mundo natural."

Reconhecendo os riscos a que o Brasil ficaria exposto a partir desse acordo,
especialmente em rela��o a seu patrim�nio florestal, � sua biodiversidade e
a direitos de comunidades locais e de trabalhadores - mesmo que ainda
persistam condi��es de trabalho muito prec�rias no setor madeireiro - e
tamb�m considerando a pol�tica econ�mica do atual governo, quase sempre
subserviente �s imposi��es da globaliza��o, sobretudo, agora mediante o
acordo com o FMI, os representantes brasileiros presentes ao encontro
propuseram algumas iniciativas (abaixo) no �mbito nacional, com vistas a
preparar as entidades e movimentos sociais no pa�s interessados com estas
quest�es.




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