Manda-me o bom senso
ficar quieto, mas infelizmente n�o resisto � tenta��o de meter o bedelho
nesta potencialmente nova pol�mica, cujas nuvens se avolumam no horizonte.
Nem vou defender o Truda, que sabe muito bem se defender sozinho, e que
realmente � "tel�rico" em seu linguajar e posicionamento. Mas, acredito, o
que vale � o conte�do do dito, as posi��es de cada um, e apenas sobre estas
quero fazer coment�rios pontuais. A eles, pois:
Prezado Truda
Fiquei espantado de ler seu coment�rio sobre o texto da
Renata Cuiabano.
Eu j� havia ficado
espantado ao ler o pr�prio texto de Renata.
Primeiro tentei desculpar a falta de educa��o no escrever
comparando com um estilo r�stico, qui�� "country'', quase caipira.
Depois melhor refletindo, penso que`seria injusto com as
pessoas que moram no interior do Pa�s, e que sempre se revelam fidalgas
e elegantes. Deixando a educa��o na discuss�o de
lado, o que � uma obriga��o de qualquer um que freq�ente qualquer
lista, penso que "bosteiro"s�o as barbaridades que voce produziu
no que voce pensou( s� e que isso aconteceu) quando se disp�s a digitar sua
prim�ria opini�o.
Eu jamais usaria esta
express�o, mas devo admitir que foi com algo muito pr�ximo a ela que
interpretei o texto de Renata.
O texto da Renata Cuiabano - o qual obtive na
internet independente de sua autoriza��o- traduz a exata dimens�o das
preocupa��es daqueles que se disp�e a lidar com o meio ambiente sem querer
parecer o que chamam de "ecochatos imbecis, intolerantes e ignorantes", o
que eu desde j� declaro que entendo que n�o � o seu
caso.
Mas b�, tch�, como
existem destes "ecochatos imbecis, intolerantes e ignorantes"! O problema �
que, para os defensores da degrada��o ambiental em nome dos interesses
econ�micos, todos n�s somos assim. E Renata me parece justamente uma destas
defensoras do idefens�vel. Pois, sabes?, de gente como esta, pouco se me
importa ser chamado assim.
Achar que � poss�vel entender o problema do meio
ambiente x desenvolvimento, sem querer levar em considera��o as vidas
humanas que est�o envolvidas, � na verdade , atrapalhar toda a discuss�o
ambiental; � prestar um desservi�o ao debate ambiental, isto, se , na
melhor das hip�tese , estiver incensado dos flu�dos do bom
car�ter.
N�o, n�o � nada
disto. � apenas ter uma opini�o diferente da tua, e de Renata, o que n�o
justifica tamanha viol�ncia na arenga ofertada em resposta. No tom da
discuss�o, voc�s dois est�o se merecendo. No conte�do, fico com a posi��o do
Truda.
Tenho pena, sinceramente, dos seus futuros leitores do
jornal a "Tarde de S�o Paulo", e pe�o que diga a eles , pelo
compromisso com a verdade , que nem todos pensam t�o pequenamente como
voce. Comprarei o jornal, daqui para a frente , para ter certeza que
quando voce escrever l�, estar� falando a verdade,ou seja , que voce fala
sozinho, ou pelo menos que, alguns ,discordam de voce.
Qualquer artigo
assinado representa a opini�o de seu redator, o que n�o precisa ser dito nem
escrito por este. Sugiro que o sr., ou Renata, conquistem tamb�m um espa�o
no Jornal da Tarde para defender seus pontos de
vista. Se � que t�m compet�ncia para tanto...
Meio ambiente est� ,hoje, ligado a economia, ao ser
humano. Pensar diferente � voltar ao tempo do barquinho do Greenpeace, um
tempo importante, mas que j� passou. O texto da Renata est�
absolutamente certo quando denuncia que � desproporcional a pena em rela��o
a certos crimes que s�o cometidos contra a sociedade, sem as aspas que voce
, num momento de infelicidade , colocou.
Meio ambiente
� meio ambiente, n�o est� ligado a coisa alguma. O resto � que est� ligado a
ele. O tempo do barquinho do Greenpeace n�o passou, n�o senhor, porque se
n�o existirem sonhadores malucos como seus
tripulantes, o mundo ficar� muito chato, entregue a economistas e advogados
cinzentos. Concordo que existem penas
desproporcionais na quest�o ambiental (existem, ainda?),
mas o que o texto de Renata deixa impl�cito � uma proposta de revers�o da
situa��o, ou seja, que as penas se tornem
desproporcionalmente brandas, se
existirem.
Tamb�m me assombra, que voce, um ilustre desconhecido,
tenha a ousadia de tentar levantar-se contra a mem�ria do Betinho, um
sujeito muito mais preocupado com o meio ambiente do que
muitos que andam por a� alardeando,falsamente, tal condi��o. Alem de ser
injusto( para ser elegante pois tinha a vontade dizer que era imoral e
ligeiramente safado, o que n�o chego a fazer, apenas, em homenagem
a educa��o que deve permear qualquer lista).
Brigo com o Truda h� mais
de 18 anos (h� quase isto ele coordena o Projeto Baleia Franca, em Santa
Catarina, refer�ncia internacional e que j� o fez representar o Brasil em
diversos encontros mundo afora), e s� agora ou�o falar em voc�, o que me faz
questionar quem � o desconhecido dentro dos c�rculos ambientais. Quanto a
Betinho, sua preocupa��o fundamental era outra, t�o respeit�vel quanto o
meio ambiente, mas era outra. Ele mesmo era claro quanto a isto, n�o precisa
de quem o defenda deturpando o que pregava.
Gostaria ,finalmente, de sugerir que voce se
inteirasse das no��es de envioromental justice, que conjuga degrada��o
ambiental, mis�ria, e minorias �tnicas, partindo para uma compensa��o
econ�mica em todas os sentidos. Seria salutar, educativo e honesta para com
voce mesmo. Al�m de informar melhor aos seus futuros e desavisados
leitores.
Perdoe-me a franquesa,
mas voc� n�o parece ter a menor viv�ncia de luta pela preserva��o
ambiental. Jamais parece ter se defrontado com realidade, como, por
exemplo, de, entregando uma �rea � minorias ind�genas na esperan�a de sua
preserva��o, descobrir que mal deu as costas e os �ndios trataram de
derrubar a madeira para vender e comprar televis�es e outras quinquilharias.
Certas coisas n�o podem ser misturadas. � preciso lutar contra a degrada��o
ambiental, contra a mis�ria e em defesa das minorias �tnicas. Mas s�o tr�s
lutas distintas que, infelizmente, devem ser tratadas em separado. N�o se
pode botar num mesmo saco os problemas sociais e os ambientais. Os primeiros
s�o nossos, os segundos, do planeta. E n�o v� muito atr�s do conceito de
"desenvolvimento sustent�vel", pois ele traz, no pr�prio nome, um v�cio de
origem: como pode haver a esperan�a de desenvolvimento permanente num
planeta de recursos finitos. O que se precisa revisar � o pr�prio conceito
que obriga ao desenvolvimento econ�mico, perceber que em algum momento, �
nossa frente, ser� preciso parar com o ele e estabilizar uma situa��o, e que
quanto mais tarde isto acontecer, mais grave ser� a situa��o em que se dar�
a necess�ria e inevit�vel estabiliza��o. O planeta n�o � um bal�o infl�vel.
Se voc� nunca viu, procure olhar para uma foto da Terra vista do espa�o. Ali
est�o nossos limites. Apenas os economistas e os advogados que os assessoram
parecem acreditar que, dando um jeitinho, sempre se poder� crescer um pouco
mais. N�o � verdade. Por isto as leis ambientais precisam ser duras: porque
existem para nos proteger a todos, inclusive a voc� e � sua descend�ncia, de
problemas cuja solu��o n�o passa pelas elocubra��es te�ricas dos
economistas, j� t�o incapazes de resolver outros problemas, bem menores, por
eles pr�prios criados.
Valha-me quanta ignor�ncia.
Aqui, pelo menos,
concordamos: valha-me tanta ignor�ncia...
Um abra�o
Humberto Adami Santos Junior
Advogado no Rio de
Janeiro
Outro abra�o
do
Ney
Gastal
Jornalista no
planeta
Algum tempo atr�s me deparei com este texto da
Renata Cuiabano, que frequenta a lista de direito
ambiental.
Acabei de integr�-la a esta lista de direito
e discrimina��o racial.
Este aspecto do meio ambiente
merece bastante interesse pelos interessados em direitos humanos e
discrimina��o racial.
Humberto Adami
Dadas as minhas poucas letras jur�dicas - s� fiz 2
anos de Direito - s� me resta concluir, depois de ler o texto cujo
cabe�alho t� abaixo, que se trata de mais um rebuscado porem t�pico
bosteiro contra a ado��o de um regime jur�dico rigoroso na tutela do
patrim�nio ambiental.
Dentro de uns dias o Jornal da Tarde de SP deve estar
publicando um artigo meu, primeiro de v�rios que pretendo escrever,
sobre a falta de incentivos legais � prote��o ambiental, e refletindo
sobre o fato de que S� uma legisla��o punitiva n�o adianta. Ora, isso
n�o quer dizer que devamos jogar as leis de prote��o da Natureza e
penaliza��o dos criminosos no lixo.
N�o � culpa da fauna nem das
florestas que crimes que a "sociedade", essa choldra alienada, reputa
"mais graves" ( pivete arrancar colar de p�rolas de velhota rica que
desce do seu Jeep Cherokee Limited de 70 mil d�lares na rua 24 de
outubro, p. ex.), n�o sejam adequadamente tipificadois na lei nem
punidos. � uma compara��o cretina, copmo cretinas costuma m ser as
opini�es "sociol�gicas"sobre a quest�o ambiental, coisa a que at� o
benem�rito, finado mas nesse caso equivocado Betinho
fazia...
Valha-me, quanta bobagem.
Um abra�o,
Truda.