Prezado Ney Gastal
 
Pe�o desculpas por mensagens cruzadas.
 
Come�o a responder os emails sobre o texto da Renata Cuiabano, ou melhor, sobre a quest�o ambiental e o direitos humanos.
 
Inicialmente devo dizer que essa forma de editar os textos dos outros, pin�andos trechos e frases, � bom para release de editor de jornal nacional em dia de debate color x lula. Como n�o gosto disso prefiro dizer tudo que eu penso que voce edita depois, se quiser.
 
Reafirmo meu email ao Truda, em todos os seus termos.   
 
N�o sei se advogados e economistas s�o cinzentos ( e nem sei o que isso significa), mas acredito que n�o se relaciona com meu biotipo.     
 
O Betinho era � � uma figura nacional, que poderia ser indicado ao Pr�mio Nobel da Paz, assim como Abdias Nascimento e outros brasileiros. N�o me parece que � o caso do Truda.
 
N�o concordo que pessoas dedicadas as causas ambientais tenham necessariamente de ter os adjetivos de ecochatos, imbecis intolerantes e ignorantes. Conhe�o muitos aos quais  isto n�o se aplica.
 
A Renata Cuiabana � uma estudante de direito.
 
Teve a coragem escrever o que pensava e exp�s na internet.
Merece respeito o seu pensamento. Cara feia e xingamento nunca ganhou discuss�o, e a lista � de discuss�o.
 
Nem o Greenpeace est� mais no tempo do barquinho. E s� ver como eles est�o trabalhando. Fica a impress�o que estamos num  "gueto woodstochkiano ambiental", e o pessoal est� chegando de Woodstock agora. Veio a p�!
 
Costumo dizer , em palestras, artigos , conversas e resmungos , que o movimento ambientalista � o mais importante e amplo movimento desde a d�cada de 50, juntamente com o movimento hippie, movimento feminista, que s�o anteriores. Nada se compara aos avan�os proporcionados por eles , em termos mundiais.        
 
Acredito que mandei um texto em espanhol sobre o environmental justice, que j� me referi, que chegou atrav�s da lista de discrimina��o racial. Pedi ao pessoal da OAB para  ver se consegue traduzir.
 
 Se falar em direitos humanos com a quest�o ambiental j� causou essa celeuma, imagine quando agregar o componente racial, em especial o do movimento negro. 
 
Ah n�o adianta espernear. � pauta da Conferencia da ONU, em 2001.
 
No mais, agrade�o suas considera��es e reafirmo tudo que disse no email ao Truda     
 
Humberto Adami Santos Junior
[EMAIL PROTECTED]
-----Mensagem Original-----
Enviada em: S�bado, 18 de Dezembro de 1999 00:27
Assunto: [ambiente-rj] Direito torto

Manda-me o bom senso ficar quieto, mas infelizmente n�o resisto � tenta��o de meter o bedelho nesta potencialmente nova pol�mica, cujas nuvens se avolumam no horizonte. Nem vou defender o Truda, que sabe muito bem se defender sozinho, e que realmente � "tel�rico" em seu linguajar e posicionamento. Mas, acredito, o que vale � o conte�do do dito, as posi��es de cada um, e apenas sobre estas quero fazer coment�rios pontuais. A eles, pois:
 
Prezado Truda
Fiquei espantado de ler seu coment�rio sobre o texto da Renata Cuiabano.
Eu j� havia ficado espantado ao ler o pr�prio texto de Renata. 
Primeiro tentei desculpar a falta de educa��o no escrever comparando com um estilo r�stico, qui�� "country'', quase caipira. Depois melhor refletindo, penso que`seria injusto com as pessoas que moram no interior do Pa�s, e que sempre se revelam fidalgas e elegantes. Deixando a educa��o na discuss�o de lado, o que � uma obriga��o de qualquer um que freq�ente qualquer lista,  penso que "bosteiro"s�o as barbaridades  que voce produziu no que voce pensou( s� e que isso aconteceu) quando se disp�s a digitar sua prim�ria opini�o.
Eu jamais usaria esta express�o, mas devo admitir que foi com algo muito pr�ximo a ela que interpretei o texto de Renata.
O texto da Renata Cuiabano - o qual obtive na internet independente de sua autoriza��o- traduz a exata dimens�o das preocupa��es daqueles que se disp�e a lidar com o meio ambiente sem querer parecer o que chamam de "ecochatos imbecis, intolerantes e ignorantes", o que eu desde j� declaro que entendo que n�o � o seu caso.
Mas b�, tch�, como existem destes "ecochatos imbecis, intolerantes e ignorantes"! O problema � que, para os defensores da degrada��o ambiental em nome dos interesses econ�micos, todos n�s somos assim. E Renata me parece justamente uma destas defensoras do idefens�vel. Pois, sabes?, de gente como esta, pouco se me importa ser chamado assim.
Achar que � poss�vel entender o problema do meio ambiente x desenvolvimento, sem querer levar  em considera��o as vidas humanas que est�o envolvidas, � na verdade , atrapalhar toda a discuss�o ambiental; � prestar um desservi�o ao debate ambiental, isto, se , na melhor das hip�tese , estiver incensado dos flu�dos do bom car�ter.
N�o, n�o � nada disto. � apenas ter uma opini�o diferente da tua, e de Renata, o que n�o justifica tamanha viol�ncia na arenga ofertada em resposta. No tom da discuss�o, voc�s dois est�o se merecendo. No conte�do, fico com a posi��o do Truda. 
Tenho pena, sinceramente, dos seus futuros leitores do jornal a "Tarde de S�o Paulo",  e pe�o que diga a eles , pelo compromisso com a verdade , que nem todos  pensam t�o pequenamente como voce. Comprarei o jornal, daqui para a frente , para ter certeza que quando voce escrever l�, estar� falando a verdade,ou seja , que voce fala sozinho, ou pelo menos que, alguns ,discordam de voce.
Qualquer artigo assinado representa a opini�o de seu redator, o que n�o precisa ser dito nem escrito por este. Sugiro que o sr., ou Renata, conquistem tamb�m um espa�o no Jornal da Tarde para defender seus pontos de vista. Se � que t�m compet�ncia para tanto...
Meio ambiente est� ,hoje, ligado a economia, ao ser humano. Pensar diferente � voltar ao tempo do barquinho do Greenpeace, um tempo importante, mas que j� passou. O texto da  Renata est� absolutamente certo quando denuncia que � desproporcional a pena em rela��o a certos crimes que s�o cometidos contra a sociedade, sem as aspas que voce , num momento de infelicidade , colocou.
Meio ambiente � meio ambiente, n�o est� ligado a coisa alguma. O resto � que est� ligado a ele. O tempo do barquinho do Greenpeace n�o passou, n�o senhor, porque se n�o existirem sonhadores malucos como seus tripulantes, o mundo ficar� muito chato, entregue a economistas e advogados cinzentos. Concordo que existem penas desproporcionais na quest�o ambiental (existem, ainda?), mas o que o texto de Renata deixa impl�cito � uma proposta de revers�o da situa��o, ou seja, que as penas se tornem desproporcionalmente brandas, se existirem. 
Tamb�m me assombra, que voce, um ilustre desconhecido, tenha a ousadia de tentar levantar-se contra a mem�ria do Betinho, um sujeito muito mais preocupado com o meio  ambiente do que muitos que andam por a� alardeando,falsamente, tal condi��o. Alem de ser injusto( para ser elegante pois tinha a vontade dizer que era imoral e ligeiramente safado, o que n�o chego a fazer, apenas, em homenagem a educa��o que deve permear qualquer lista).
Brigo com o Truda h� mais de 18 anos (h� quase isto ele coordena o Projeto Baleia Franca, em Santa Catarina, refer�ncia internacional e que j� o fez representar o Brasil em diversos encontros mundo afora), e s� agora ou�o falar em voc�, o que me faz questionar quem � o desconhecido dentro dos c�rculos ambientais. Quanto a Betinho, sua preocupa��o fundamental era outra, t�o respeit�vel quanto o meio ambiente, mas era outra. Ele mesmo era claro quanto a isto, n�o precisa de quem o defenda deturpando o que pregava.
Gostaria ,finalmente, de sugerir  que voce se inteirasse das no��es de envioromental justice, que conjuga degrada��o ambiental, mis�ria, e minorias �tnicas, partindo para uma compensa��o econ�mica em todas os sentidos. Seria salutar, educativo e honesta para com voce mesmo. Al�m de informar melhor aos seus futuros e desavisados leitores.
Perdoe-me a franquesa, mas voc� n�o parece ter a menor viv�ncia de luta pela preserva��o ambiental. Jamais parece ter se defrontado com realidade, como, por exemplo, de, entregando uma �rea � minorias ind�genas na esperan�a de sua preserva��o, descobrir que mal deu as costas e os �ndios trataram de derrubar a madeira para vender e comprar televis�es e outras quinquilharias. Certas coisas n�o podem ser misturadas. � preciso lutar contra a degrada��o ambiental, contra a mis�ria e em defesa das minorias �tnicas. Mas s�o tr�s lutas distintas que, infelizmente, devem ser tratadas em separado. N�o se pode botar num mesmo saco os problemas sociais e os ambientais. Os primeiros s�o nossos, os segundos, do planeta. E n�o v� muito atr�s do conceito de "desenvolvimento sustent�vel", pois ele traz, no pr�prio nome, um v�cio de origem: como pode haver a esperan�a de desenvolvimento permanente num planeta de recursos finitos. O que se precisa revisar � o pr�prio conceito que obriga ao desenvolvimento econ�mico, perceber que em algum momento, � nossa frente, ser� preciso parar com o ele e estabilizar uma situa��o, e que quanto mais tarde isto acontecer, mais grave ser� a situa��o em que se dar� a necess�ria e inevit�vel estabiliza��o. O planeta n�o � um bal�o infl�vel. Se voc� nunca viu, procure olhar para uma foto da Terra vista do espa�o. Ali est�o nossos limites. Apenas os economistas e os advogados que os assessoram parecem acreditar que, dando um jeitinho, sempre se poder� crescer um pouco mais. N�o � verdade. Por isto as leis ambientais precisam ser duras: porque existem para nos proteger a todos, inclusive a voc� e � sua descend�ncia, de problemas cuja solu��o n�o passa pelas elocubra��es te�ricas dos economistas, j� t�o incapazes de resolver outros problemas, bem menores, por eles pr�prios criados.
Valha-me quanta ignor�ncia.
Aqui, pelo menos, concordamos: valha-me tanta ignor�ncia...
Um abra�o 
Humberto Adami Santos Junior
Advogado no Rio de Janeiro
Outro abra�o do
Ney Gastal
Jornalista no planeta
 
Algum tempo atr�s me deparei com este texto da Renata Cuiabano, que frequenta a lista de direito ambiental.
Acabei de integr�-la a esta lista de direito e discrimina��o racial.
Este aspecto do meio ambiente merece bastante interesse pelos interessados em direitos humanos e discrimina��o racial.
Humberto Adami 
 
Dadas as minhas poucas letras jur�dicas - s� fiz 2 anos de Direito - s� me resta concluir, depois de ler o texto cujo cabe�alho t� abaixo, que se trata de mais um rebuscado porem t�pico bosteiro contra a ado��o de um regime jur�dico rigoroso na tutela do patrim�nio ambiental.
Dentro de uns dias o Jornal da Tarde de SP deve estar publicando um artigo meu, primeiro de v�rios que pretendo escrever, sobre a falta de incentivos legais � prote��o ambiental, e refletindo sobre o fato de que S� uma legisla��o punitiva n�o adianta. Ora, isso n�o quer dizer que devamos jogar as leis de prote��o da Natureza e penaliza��o dos criminosos no lixo.
 N�o � culpa da fauna nem das florestas que crimes que a "sociedade", essa choldra alienada, reputa "mais graves" ( pivete arrancar colar de p�rolas de velhota rica que desce do seu Jeep Cherokee Limited de 70 mil d�lares na rua 24 de outubro, p. ex.), n�o sejam adequadamente tipificadois na lei nem punidos. � uma compara��o cretina, copmo cretinas costuma m ser as opini�es "sociol�gicas"sobre a quest�o ambiental, coisa a que at� o benem�rito, finado mas nesse caso equivocado Betinho fazia...
Valha-me, quanta bobagem.
Um abra�o,
Truda.

Design your own gift.Here Design your own gift.Here
P�gina principal de eGroups.com: http://www.egroups.com/group/ambiente-rj
www.egroups.com - Simplificando las comunicaciones del grupo

Responder a