On 2/25/07, gethostbyname <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
> > Apenas que a composição do texto na norma, tanto na construção da
> > frase como na apresentação visual, torna difícil a interpretação do
> > que quer dizer.
> >
> Compreendi. Foi um erro meu ter misturado o negrito no meio do código,
> além de ter duplicado a mensagem.

Não falo nem do negrito.  O próprio PDF da norma é confuso.

> > Até concordo com você, mas é porque nós estamos acostumados com
> > máquinas e sistemas que trabalham com números.  Não precisaria ser o
> > caso.  Eu não se um CP/M da vida tinha alguma coisa como "exit status"
> > de um programa, nem tenho muita dificuldade em imaginar um sistema em
> > que um processo retornasse, ao invés de um mero valor, algo que
> > pudesse ser interpretado como um comando/ação ou um objeto mais
> > complexo.
> >
> Esse objeto "mais complexo ou comando" poderia ser enviado ao OS por
> outros modos, não? Chamar system, por exemplo. Seria mais prático e
> simples, não? Imagine a main retornando algo que não seja o número, que
> complicação isso geraria.

system() não devolve algo ao SO, mas requisita algo dele (se pensarmos
no UNIX, system(3) é uma composição de fork(2), execve(2) e
waitpid(2)/wait4(2)).

Deixe-me dar um exemplo do que eu quis falar.  Digamos que você fez um
programa chamado -- digamos -- "beethoven", que utiliza alguma técnica
que você vai patentear para gerar uma sinfonia completa a partir de
uma seqüência incial de bits.  Se esse programa existisse hoje num
sistema operacional corrente, o resultado ou seria gravado em arquivo
ou seria enviado a um outro processo através de um pipe ou socket,
como parte da própria execução do programa, e, somente após essa etapa
final de manualmente depositar a sinfonia em algum canto, o programa
devolveria 0 se fosse bem sucedido ou outro valor se falhasse.  Se, ao
invés disso, você tivesse um SO que permitisse devolver um "objeto
sinfonia" ao término do programa, você não precisaria se preocupar com
manualmente gravar ou serializar sua sinfonia.  Esse "peso" ficaria
com o sistema.

Claro que um SO assim teria que saber o que fazer com o objeto que
você lhe envia.  Certamente seria um sistema mais complexo, mas não
sei se já não caminhamos para uma coisa assim, ainda mais nesses dias
de rede para todo mundo e processamento cada vez mais distribuído.
MIME types são uma abordagem já em uso para identificação de objetos
arbitrários, assim como são as extensões de arquivo ou as assinaturas
de arquivos executáveis (incluindo aquela linha começando com "#!" no
topo dos nossos scripts em shell, PERL, AWK etc.).

Compare as duas versões do programa acima mencionado (em C++).

    // beethoven.cc -- SO de hoje
    // stdout deve ser redirecionado para
    // arquivo ou pipe.
    #include <iostream>
    #include "beethoven.h"

    int main(int argc, char **argv){
        try {
            symphony S(argc, argv);
            std::cout << S;
        }
        catch(...){
            return 1;
        }
        return 0;
    }



    // beethoven.cc -- SO viajante
    #include "beethoven.h"

    symphony main(argc, argv){
        return symphony(argc, argv);
    }

-- 
Um abraço.
        Paulo A. P. Pires

... Qui habet aurem audiat quid Spiritus dicat ecclesiis.
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