On 07/27/2014 02:30 PM, Nilton Jose Rizzo wrote: > Em Fri, 25 Jul 2014 13:58:50 -0300, Patrick Tracanelli escreveu >> On 25/07/2014, at 12:55, Fábio de Sousa <[email protected]> wrote: >> >>> Senti uma irônia no comentário do nosso amigo ou estou enganado? "Efeito >>> Ubuntu", "kuruminização"..... >>> Eu uso FreeBSD, linux, testo todas as distros! >>> Me desculpe amigo, mas no meu entendimento, qualquer movimento de software >>> livre, que venha disseminar o conhecimento e abrir novo horizontes é >>> válido! >>> Respeito sua opinião, mas não concordo! >>> >> Eu acho que não era essa a intenção original do e-mail do Helio, e >> sim sobre o worm em si. >> >> Mas se formos entrar nessa discussão em específico, eu consigo ver o >> lado positivo da Ubuntuzação do Linux ou a tentativa similar do PC- >> BSD. Isso permite que minha irmã, minha vó, sua mãe, usem software >> livre sem ter uma curva de aprendizado impactante, ao invés de >> usarem Windows ou Mac OS. Isso é bom pra escolas, pra comunidade em >> geral, colocam o SL como alternativa de fato a SOs proprietários de >> usuários finais. E ponto. Isso dito, não vejo outra vantagem. > A bem da verdade, é apenas isso mesmo, massificação do uso de um > sistema amigável. Eu diria mais é uma Windowszação dos sistemas em > geral. Faça tudo em um click do Mouse. > >> Sob uma ótica de profissionais de TI minha posição muda. Acho >> detestável, me incomoda. Conheci escolas que ensinam “Linux” com >> Ubuntu, conheço “profissionais” com “experiência” em Ubuntu, e no >> entanto nunca configuraram o X uma vez na vida, na unha. Nunca >> colocaram o icewm ou enlightenment ou blackbox ou sequer windowmaker >> pra subir sozinho. Nunca editaram um rc pra gerar ícones no desktop. >> E to focando so em coisas de Desktop, sem nem querer me estender a >> compilação de kernel, ou sequer instalação de um software na unha. >> >> Nego adora sair dando apt, dpkg, e ver as coisas instaladas sem >> problemas e sem trabalho. Ou as vezes pior, vai pela interface >> gráfica do ubuntu mesmo. E pior, agora que o “pkg” no FreeBSD ficou >> bom, funcional, muito melhor que o pkg_tools vejo gente preferindo >> cada vez mais dar “pkg install xyz” e esperar tudo se resolver >> sozinho do que meramente compilar por ports. >> >> Por incrivel que pareça "make menuconfig” pra um novo “profissional >> Linux” não é algo obvio. Boa parte deles não sabe o que isso faz nem >> onde se da esse comando nem com que objetivo. As vezes pior, um mero >> ./configure --alguma-coisa ; make ; make install passa a ser algo do >> dia-a-dia dessa nova geração que instala pacotes prontos e sai usando. >> >> Cada vez é mais comum gerações de profissionais de TI que tem Linux >> no curriculum mas nunca recompilaram seu próprio kernel e ou nem >> sequer usam um único software em sua maquina pessoal que foi >> compilado por eles mesmos. >> >> Como é que um cara desses vai diagnosticar problemas quando eles >> surgirem? Como é que um cara desses vai sequer usar o X com >> gnome/kde no FreeBSD se não vier pronto? >> >> Agora eu pergunto, da nova geração de Linuxers alguém conhece algum >> que consiga instalar um qmail na unha? qmail com vpopmail que seja? >> E que quando o qmail-start não sobe consegue diagnosticar? >> >> São cada vez mais raros. >> >> Olha a comunidade Debian brasileira da década passada, quantos novos >> empacotadores Debian surgiam todos anos, contribuindo, ajudando, >> metendo a mão. Olha na década atual a taxa de crescimento de >> contribuidores na mesma função. >> >> Curioso que a user-base de Linux aumentou mas da comunidade que >> suporta, não aumente mais como era na década passada. >> >> Veja quantos novos commiters de source e ports entravam no FreeBSD >> antes, e veja hoje. Vejam quantos novos contribuidores de Linux >> faziam coisas legais, criavam novos projetos de SL antes, e quantos >> contribuem hoje. >> >> Veja o historico de commits no source do Linux e procure novos nomes >> la. Mesma coisa pros empacotadores Linux, commiters de source >> FreeBSD ou ports. >> >> Tem renovação claro, mas a taxa hoje é muito menor. Com uma userbase >> cada vez maior. Que sentido isso faz? >> >> Eu preferia muito mais uma época em que um novo usuário Linux >> instalava slackware, debian, e apanhava feito cão pra fazer o >> básico. Não pq eu sou sádico e adoro ver o sofrimento alheio. Mas pq >> o cidadão aprendia… e depois de apanhar e aprender, sabia fazer de >> novo com a mãos atadas e o principal, conseguia ajudar / >> diagnosticar, escrevia blog posts ou artigos sobre as formas geniais >> que ele usou pra resolver seus problemas. >> >> Hoje essa “formação natural” não existe mais nas novas gerações. Até >> o debian ficou mais fácil, mais pronto. FreeBSD com o novo pkg de >> alguma forma (ainda saudável, ao meu ver) segue esse caminho. É >> estranho dizer que as vezes o pkg_tools da saudade, mas é bom ver >> coisas não funcionando pra você poder arrumar sozinho. >> >> Aqui na FreeBSD eu e o Jean brincamos que vamos montar um “curso de >> macho” onde o cidadão vai ter que passar uma semana mandando e lendo >> e-mail por telnet. Navegando na web por telnet, editando texto com >> vi (não vim) na segunda semana a gente deixa ele ir pras facilidades >> de poder usar mail com fetchmail, lynx, depois evoluir pra mutt, >> pine, quem sabe até um links. Só então poder usar vim, ee, pico, >> nano. Mas sem mceditor hehehe. Se quiser usar twitter terá que ser >> na CLI, gtalk, google drive. > Eu acho que não teria muitos alunos, pois vendo a forma que hoje os > alunos de curso técnico e de universidades Federais estão maus acostumados > com interfaces IDEs para tudo, e tudo se instala como um passe de > mágica, fazer algo diferente é quase impossivel. Vejo meus alunos > e sempre insisto e persisto em manda-los trocar ou pelo menos colocar > como dual boot uma segunda opção de SO, e em uma turma de 30 alunos > uns 10% o fazem. E se não tiver interface gráfica não sabem > nem compilar um simples código em C/C++. > >> E depois de um mês de introdução ao curso de macho poderá instalar o >> X e usar blackbox. Poderá ter ícone e até uma dock alternativa tipo >> idesk. Depois icewm, depois wm. E quem sabe um dia KDE, gnome ou até >> Unity. Mas ai será por escolha própria, por opção. >> >> Ha 10 anos atrás isso seria desnecessário. Usar pine, mutt, >> fetchmail no cron seria algo obvio e intuitivo. >> >> Saudade de quando usar BitchX e X-Chat era lamme. E fodao era usar >> epic com rotinas proprias ou um cliente que voce mesmo fez, escrito >> em Erlang ou Perl com Net::IRC (DEAD SINCE 2004 hehe). >> > É em aprendi muito na Decada de 90 a fazer várias coisas na mão e > até hoje eu compilo o kernel otimizado para a minha máquina, instalo > via ports as ferramentas necessárias para o uso que quero dar, sempre > verificando as opções corretas na configuração, mMas vou te falar uma > coisa Patrick e amigos, esse pkg consegui uma façanha e tanto, fiz > um teste com ele e cosegui atualizar uma máquina 9.X para 11-current > (os ports) com uma certa facilidade que eu não imaginava que poderia > fazer. > > Primeiro fiz a atualização do Sistema com svn e depois usei o pkg para > os ports, está cero que não tinha muita coisa instalada, mas foi > bem simples sim > >> -- >> Patrick Tracanelli >> >> FreeBSD Brasil LTDA. >> Tel.: (31) 3516-0800 >> [email protected] >> http://www.freebsdbrasil.com.br >> "Long live Hanin Elias, Kim Deal!" >> >> ------------------------- >> Histórico: http://www.fug.com.br/historico/html/freebsd/ >> Sair da lista: https://www.fug.com.br/mailman/listinfo/freebsd > > --- > /************************************************* > **Nilton José Rizzo UFRRJ > **http://www.rizzo.eng.br http://www.ufrrj.br > **http://lattes.cnpq.br/0079460703536198 > **************************************************/ > > ------------------------- > Histórico: http://www.fug.com.br/historico/html/freebsd/ > Sair da lista: https://www.fug.com.br/mailman/listinfo/freebsd Bom dia lista. Está bem claro que os Sysadmins que estão sendo formados hoje em dia estão preguiçocos e fascinados com interfaces gráficas e janelinhas pulando aqui e ali, com tudo coloridinho. Nas últimas empresas que trabalhei, tive muito problema com isso, pois eu tentava fazer a coisa do jeito certo, mas meus gerentes queriam a "caixinha colorida". Hoje estou tentando trabalhar por conta própria, certas vezes surgem algumas parcerias, mas as pessoas semprem querem a "caixinha colorida". A pergunta é: Como vender a solução correta? Seja ela para seu gerente de TI, cliente ou parceiro.
-- Adiel de Lima Ribeiro. Pós graduação em administração de redes Linux - UFLA - MG. MCSA - Microsoft Certified Systems Administrator. facebook.com/bsdworld ------------------------- Histórico: http://www.fug.com.br/historico/html/freebsd/ Sair da lista: https://www.fug.com.br/mailman/listinfo/freebsd

