Ué...ué...ué...o governo Lulla não melhorou tudo?
Quem quiser conferir mais, daqui a pouco no Jornal Nacional.
10/08/2010 - 17h14 / Atualizada 10/08/2010 - 19h21 
Saúde tem pior nota em novo índice da ONU para o Brasil
  a.. DÊ SUA OPINIÃO: o que você achou do IVH e dos resultados da pesquisa? 
  b.. Ministério da Saúde questiona resultados no novo índice do Pnud
  c.. Brasileiros dão nota baixa para qualidade de vida no país, diz ONU
  d.. PNUD: Sul e Sudeste lideram Índice de Valores Humanos
  e.. Veja as perguntas aplicadas pelo Pnud para calcular o IVH
O novo índice de valores humanos divulgado nesta terça-feira (10) pelo Programa 
das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) revela um desempenho mais baixo 
do Brasil em termos de saúde do que em trabalho e educação, os três setores 
avaliados.

O Índice de Valores Humanos (IVH) é composto pelos subíndices de trabalho, 
saúde e educação e, segundo seus idealizadores, é uma tentativa de levar em 
conta a importância dos valores humanos para os processos de desenvolvimento.

Em uma escala de zero a 1, sendo 1 o melhor resultado, o Brasil tem um IVH de 
0,59. Quando o tema é trabalho, o resultado foi de 0,79. Na educação, o índice 
ficou em 0,54, e na saúde, em 0,45.

Em vez de se concentrar em dados como expectativa de vida ao nascer e taxa de 
alfabetização, por exemplo, como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que 
classifica todos os países membros das Nações Unidas, o novo indicador foi 
elaborado a partir das experiências da população brasileira em termos mais 
subjetivos, como tempo de espera para atendimento médico ou situações de prazer 
e sofrimento no trabalho.

"A ideia era construir um indicador que partisse do relato das pessoas", diz o 
coordenador do Relatório de Desenvolvimento Humano do Brasil 2009/2010, Flávio 
Comim.

Segundo Comim, que é economista-chefe do Pnud, o IVH só é realizado no Brasil e 
é um projeto-piloto, com o propósito de lançar uma metodologia que inclua uma 
maneira mais humana de medir o desenvolvimento.

"Vamos ver como vai ser recebido para determinar sua periodicidade", diz o 
economista.

Saúde
Para chegar ao resultado, 2.002 pessoas foram entrevistadas em 24 Estados.

O IVH do Brasil em saúde foi de 0,45. A avaliação considerou o tempo de espera 
para atendimento médico ou hospitalar, a facilidade ou não de compreensão da 
linguagem usada pelos profissionais de saúde e o interesse da equipe médica 
percebido pelo paciente.

Na comparação por regiões, o Sul e o Sudeste apresentaram o maior IVH, ambas 
com 0,62, acima da média do Brasil, de 0,59. A região Norte foi a que 
apresentou o menor índice, com 0,50.

Segundo os autores do relatório, o baixo valor da região Norte pode ser 
atribuído principalmente à dimensão da saúde, com índice de 0,31, bem abaixo da 
média nacional de 0,45 nesse quesito.

De acordo com o documento, 67% dos moradores da região Norte consideram 
demorada a espera para receber atendimento médico e apenas 38% dizem que a 
linguagem utilizada pelos profissionais da saúde é de fácil ou razoável 
compreensão.

Trabalho e educação
O IVH relacionado ao trabalho foi calculado a partir da avaliação de 17 
experiências relacionadas ao prazer no trabalho, como realização profissional e 
liberdade de expressão, e outras 15 ligadas ao sofrimento, como fatores de 
esgotamento emocional e falta de reconhecimento.

O índice do Brasil nesse caso foi de 0,79. A avaliação levou em conta o número 
de vezes que o trabalhador experimentou essas experiências nos seis meses 
anteriores ao questionário ou no último emprego.

No caso da educação, a média brasileira foi de 0,54. Esse subíndice levou em 
conta os valores das famílias, dos alunos e dos professores.

Para isso, o Pnud avaliou quais os conhecimentos considerados pelas famílias 
mais importantes na formação e como são as relações de alunos e professores no 
sistema educacional.

Na maior parte do país, 36,2% dos entrevistados responderam que a educação deve 
dar prioridade a conhecimentos para formar um bom cidadão.

A exceção foi a região Norte, onde 40,4% consideram que o mais importante são 
conhecimentos para conseguir um bom emprego.

Relatório
O IVH faz parte do Caderno 3 do Relatório de Desenvolvimento Humano do Brasil 
2009/2010.

O caderno inclui ainda exemplos e boas práticas de políticas de valor, com 
recomendações para contribuir para os dois objetivos principais definidos pela 
população brasileira na Campanha Brasil Ponto a Ponto, realizada no ano 
passado: redução da violência e melhoria da qualidade da educação.

Os idealizadores do IVH também chegaram à conclusão de que a percepção dos 
valores humanos no Brasil depende do nível de renda individual - e, em geral, 
quanto maior a renda, melhor a avaliação dos valores.

Os resultados também indicam que, quanto maior o nível de escolaridade, melhor 
o IVH. Essa tendência, porém, se inverte em relação ao índice específico de 
educação, em que pessoas com maior nível de escolaridade registraram IVH mais 
baixo.

Quando avaliadas as diferenças de gênero, o IVH de trabalho é maior para homens 
(0,82) do que para mulheres (0,76).

Em: 
http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/bbc/2010/08/10/saude-tem-pior-nota-em-novo-indice-da-onu-para-o-brasil.jhtm

Carlos Antônio.

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