Mas no caso do FHC, nao conta, sendo o PSP como ele e', ele 'esqueceu' ja o que 
ele falou.
Por sinal, isto e' consistente..., olha que curioso, o PSP e' consistente na 
inconsistencia dele !

On Aug 25, 2010, at 7:05 PM, Fabricio Augusto Souza Gomes wrote:

> 
> Claro, PSP. Temos aqui o típico caso de uma mudança de comportamento 
> "estilingue x vidraça". Um discurso de qdo NÃO era governo e um discurso de 
> quando se É governo.
>  
> Tenho certeza que quando FHC disse, lá pelos idos da década de 1990, 
> "Esqueçam o que eu escrevi", vc tambem tinha a mesma idéia de que não havia 
> mal algum mudar de opinião, correto?
>  
> Abs
>  
> FG
>  
> 
> 2010/8/25 Paulo Sérgio Pinto <[email protected]>
>  
> Sem entrar na essência do texto, altamente questionável, um bom filho da puta 
> apronta cagadas diariamente, não semanalmente, mensalmente ou anualmente. Não 
> sei se você percebe, mas ter que voltar a 1996 para encontrar um fato 
> desabonador na biografia de alguém é altamente abonador para o pretenso 
> vilão. Mesmo que o Merval tivesse toda a razão (ainda que este não seja o 
> caso), onde é que está escrito que um homem não pode mudar de idéia em 14 
> anos?  Give me a break!
> 
> 
> 
>> 
>> Merval Pereira novamente fantástico em sua coluna de hj... desconstrói 
>> Franklin Martins ao levantar uma declaração dele, de 1996, num episódio com 
>> Betinho... Franklin Martins nunca me enganou... 
>> 
>> Obsessão
>> 
>> Merval Pereira
>> Os últimos dias foram plenos de informações sobre o que o governo brasileiro 
>> pensa sobre os meios de comunicação e seus projetos para implementar o que 
>> chama de “controle social” da mídia. Tudo o que se disse sobre o assunto 
>> indica uma comunhão de intenções entre o que já acontece em outros países da 
>> América do Sul, como a Argentina e a Venezuela, e o projeto de um futuro 
>> governo petista.
>> 
>> Na recente reunião do Foro de São Paulo realizada na Argentina, o grupo 
>> criado por Lula e Fidel Castro que reúne a esquerda da América Latina 
>> regozijouse porque “setores sociais do Brasil, da Argentina e do Paraguai” 
>> conseguiram colocar em questão a credibilidade dos grandes meios de 
>> comunicação, provocando redução nos níveis de venda e audiência dos jornais 
>> impressos e da TV.
>> 
>> Mesmo que se trate de uma bravata juvenil, a comemoração evidencia o real 
>> objetivo desses esquerdistas regionais, entre eles o dirigente petista 
>> Valter Pomar: tentar desmoralizar os meios de comunicação independentes, 
>> para controlar a opinião pública.
>> 
>> Na mesma resolução, as medidas de diversos países da região para reforçar o 
>> controle do Estado no setor de comunicação social foram elogiadas, 
>> especialmente a lei de Serviços de Comunicação Audiovisual, a chamada “Lei 
>> da Mídia”, aprovada na Argentina em 2009, que foi considerada 
>> inconstitucional pela Justiça.
>> 
>> Essa legislação deve ser uma “referência imprescindível” para os demais 
>> países, decidiu o Foro de São Paulo.
>> 
>> Ela faz parte de uma ampla campanha do governo de Cristina Kirchner para 
>> cercear a atuação dos jornais e televisões de maneira geral, mas muito 
>> especificamente do grupo Clarín, o mais importante do país.
>> 
>> A “Lei da Mídia” divide as concessões igualmente entre o Estado, movimentos 
>> sociais e o setor privado, levando em consequência o Grupo Clarín a ter que 
>> se desfazer de concessões de TV e rádio.
>> 
>> O mais novo lance dessa disputa é a intervenção do governo na fábrica de 
>> papel de imprensa do país, cujo maior sócio privado é o grupo Clarín, numa 
>> clara tentativa de impor sanções econômicas aos jornais.
>> 
>> Na segunda-feira, o presidente Lula, inaugurando um canal de televisão do 
>> Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, disse em discurso lido — isto é, 
>> preparado por sua assessoria, sem os perigos dos improvisos — que a emissora 
>> evitará que os trabalhadores “continuem impedidos de exercer a liberdade de 
>> expressão” e que “o brasileiro sabe distinguir o que é informação e o que é 
>> distorção dos fatos”.
>> 
>> Como se uma emissora que representa um grupo social específico não tenha 
>> interesses de classe a defender e discursos políticos a divulgar.
>> 
>> Já o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, repetiu sua obsessiva 
>> cantilena contra os órgãos de comunicação independentes, afirmando que a 
>> televisão dos metalúrgicos e a internet farão com que os jornais e as 
>> emissoras de TV percam o controle do noticiário levado à opinião pública.
>> 
>> Tirar o poder dos “aquários”, um jargão jornalístico para as salas das 
>> chefias das redações dos jornais, parece ser a fixação de Franklin, um 
>> movimento, segundo ele, “irreversível, e que está apenas começando”.
>> 
>> Em acordo com as diretrizes emanadas do Foro de São Paulo, o ministro da 
>> Comunicação Social do governo Lula pretende que sejam aprovados antes do 
>> final do mandato diversos projetos de lei originados na Conferência Nacional 
>> das Comunicações (Confecom), convocada por ele.
>> 
>> Com a participação de organizações da sociedade civil, da CUT e de 
>> representações de entidades empresariais, a Confecom produziu uma infinidade 
>> de propostas que podem se transformar em leis com o objetivo central de 
>> implantar o tal “controle social da mídia”.
>> 
>> Uma das propostas prevê “mecanismo de fiscalização, com controle social e 
>> participação popular”, em todos os processos dos meios de comunicação, como 
>> financiamento, acompanhamento das obrigações fiscais e trabalhistas das 
>> emissoras, conteúdos de promoções de cidadania, inclusão, igualdade e 
>> justiça, cumprimento de percentuais educativos, produções nacionais.
>> 
>> Uma repetição de várias outras tentativas já feitas, e derrotadas pela 
>> rejeição da sociedade, de controlar o noticiário e de direcionar a produção 
>> cultural dentro de critérios fixados pelo próprio governo.
>> 
>> Já relatei aqui na coluna, mas vale a pena repetir, as posições assumidas 
>> pelo mesmo Franklin Martins quando exercia a profissão de jornalista.
>> 
>> Num debate com o sociólogo Betinho, em junho de 1996, sobre o papel das 
>> ONGs, Franklin afirmava que “qualquer tentativa de contornar o Parlamento, 
>> ou de achar que se definem políticas públicas sem passar por ele, não é uma 
>> atitude democrática. Isso investiria contra a essência do Estado 
>> democrático, que é o voto”.
>> 
>> Não é possível, segundo ele, “a pretexto de dar voz a esses interesses 
>> fragmentados, se criarem condições para que a vontade de pequenos grupos 
>> seja imposta, e o voto, base da democracia, acabe relativizado e deixado de 
>> lado”.
>> 
>> Franklin achava que, “ao se apresentar como representante da sociedade civil 
>> e participar de reuniões com direito a voto, as ONGs negam o sistema 
>> representativo”.
>> 
>> E concluía seu pensamento: “Não vejo a menor autoridade para que falem em 
>> nome da sociedade. Quem fala em nome da sociedade é quem tem voto para 
>> isso.” 
>> 
>> A mesma pessoa que defendia que o Congresso fosse o ator principal das 
>> decisões sobre políticas públicas agora quer que esses “interesses 
>> fragmentados” tenham suas resoluções homologadas pela base parlamentar do 
>> governo.
>> 
>> Seria investir contra a “essência do Estado democrático”, no qual quem 
>> decide em nome da sociedade é quem tem voto.
>> 
> 
> 
> 
> 
> 
> 
> 
> -- 
> ----
> FG
> 
> 



------------------------------------

<< Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se. >>
Yahoo! Groups Links

<*> To visit your group on the web, go to:
    http://groups.yahoo.com/group/goldenlist-L/

<*> Your email settings:
    Individual Email | Traditional

<*> To change settings online go to:
    http://groups.yahoo.com/group/goldenlist-L/join
    (Yahoo! ID required)

<*> To change settings via email:
    [email protected] 
    [email protected]

<*> To unsubscribe from this group, send an email to:
    [email protected]

<*> Your use of Yahoo! Groups is subject to:
    http://docs.yahoo.com/info/terms/

Responder a